Marina Lima é a convidada do programa cultural da GloboNews, o “Balaio GloboNews”. A participação da cantora de 70 anos vai ao ar neste domingo (12), a partir das 18h.
Em conversa com a apresentadora Bete Pacheco, a artista fala sobre o lançamento do seu disco mais recente, o “Ópera Grunkie”, além de refletir sobre sua trajetória musical e compartilhar a própria visão sobre criatividade, renovação artística e legado.
“Eu sou uma pessoa curiosa e gosto mesmo da vida, das novidades, das coisas que possam interessar, trazer graça e inspirar. Esse disco se chama ‘Ópera Grunkie’ porque a ópera é um formato que dá liberdade. E ‘grunkie’ é uma coisa totalmente popular, sem ser pretensiosa”, revelou.
A cantora também destacou a importância de as novas gerações encontrarem sua própria voz, sem a necessidade de reproduzir referências do passado.
Cantora ao lado da jornalista Bete Pacheco, da GloboNews. (Foto: Divulgação)
“Cada momento precisa das pessoas daquele momento. Que meu trabalho sirva de pista, de base para quem chega depois de mim. Não é para ficar reverenciando, mas para consumir aquilo e transformar em algo próprio”, disse.
Marina ressaltou, ainda, o papel de artistas como Cazuza, Renato Russo e seu irmão, o poeta Antonio Cicero, como inspirações que ajudam a impulsionar a cultura e o pensamento adiante.
“O Cícero resolveu ir embora, o que ele tinha de mais brilhante eram as faculdades mentais dele. Como poeta, como intelectual da Academia Brasileira de Letras. Ele ficou com Alzheimer, já não podia dar mais o seu melhor e era ateu, então ele se mandou. Acho que a gente tem que tentar levar adiante a luz, a coragem e o desejo de ter esperança, de buscar um final feliz e de desvendar esse mundo que cabe a nós”, concluiu.
Em entrevista recente, Lima revelou sua relação com drogas e destacou o fato de que todas as suas composições foram criadas sob o uso de maconha.
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