No palco secundário do Lollapalooza Brasil 2026, no Autódromo de Interlagos, na noite deste domingo (22), a grande expectativa era clara: o retorno de Lorde ao Brasil. Na última passagem pelo país, afinal, a cantora neozelandesa ajudou a fazer o primeiro Primavera Sound São Paulo, em 2022, uma edição icônica.
À época, estava às vésperas de seu aniversário de 26 anos, tinha os cabelos loiros, celebrava quase uma década de relação estreita com os fãs brasileiros e cantava o pop um tanto mais solar do álbum “Solar Power” (2021), com participação de Phoebe Bridgers.
ELA VIVE NUM HOLOGRAMA COMIGO 😭 Lorde, a diva que você é!!!!! #LollaBRNoMultishow #Shows pic.twitter.com/k8KwEVDg2E
— globoplay (@globoplay) March 22, 2026
Antes disso, em 2018, ela se apresentou no mesmo Lollapalooza com “Melodrama” (2017). “Faz tempo que não nos vemos, então temos muito o que colocar em dia”, avisou quando reencontrou seu público no festival deste ano. Agora, de fato, Lorde voltou com uma nova fase da carreira. Aos 29 anos e morena de novo, trouxe a “Ultrasound World Tour” para dividir com a plateia o tom confessional, introspectivo e, ao mesmo tempo, enérgico do disco “Virgin” (2025). A artista misturou esse e outros projetos, costurando um repertório de quase 20 canções que expõem suas vulnerabilidades, sendo sempre íntimas e pessoais, mas de uma forma que se conectam com qualquer pessoa. Ela fez do show um momento de sentir e, por vezes, expurgar sentimentos, seja chorando, dançando ou os dois ao mesmo tempo. Chamou todo mundo para se movimentar, do jeito que desse, e foi atendida. A estrela levou os fãs ao delírio com cada faixa, estimulada não só por sua voz e suas emoções, como também por um jogo de luzes eletrizante em um palco ocupado por uma esteira ergométrica e alguns bailarinos. Caso ainda não estivesse óbvio, ela provou por que merece marcar presença em festivais: é um grande acerto. A própria Lorde celebrou o fato de estar em tantos line-ups: “É por isso que amo tocar em festivais. Talvez você tenha vindo para ver Tyler [The Creator] ou Addison [Rae], mas parou aqui. Que lindo, São Paulo”. “Ainda me lembro da ultima vez que vim aqui. Tinha lançado ‘Melodrama’ e me sentia perdida. Era um bebê… e agora tenho 29 anos. Crescemos juntos, passamos por fases iguais, vivemos no mesmo mundo. Às vezes fico assustada e não sei o que é real, mas quando vejo um grupo de pessoas assim, com tantas possibilidades, beleza e curiosidade, eu renovo a fé”, concluiu.
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