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Apple Music Connect é relançado como hub global para gravadoras e promete agilizar lançamentos na plataforma

A marca Apple Music Connect volta ao mercado com uma proposta diferente daquela vista até 2018. A nova versão deixa de lado a ideia de rede social entre artistas e fãs e passa a funcionar como um hub operacional para gravadoras e distribuidoras que atuam dentro do Apple Music. Anunciado oficialmente, o Apple Music Connect […]

Apple Music Connect é relançado


A marca Apple Music Connect volta ao mercado com uma proposta diferente daquela vista até 2018. A nova versão deixa de lado a ideia de rede social entre artistas e fãs e passa a funcionar como um hub operacional para gravadoras e distribuidoras que atuam dentro do Apple Music.

Anunciado oficialmente, o Apple Music Connect integra ferramentas de marketing, envio de materiais e comunicação com a equipe editorial global do streaming. A promessa é simplificar o caminho entre o planejamento de um lançamento e sua execução dentro da plataforma, reduzindo ruídos e centralizando processos que antes estavam espalhados.

Como funciona o novo Apple Music Connect

Depois do login, os parceiros visualizam os artistas vinculados à conta e os lançamentos programados para a semana, além do acesso ao catálogo completo. A partir desse painel, o Apple Music Connect organiza suas funções principais em áreas como Promote, Pitch e Media Requests.

O Promote é voltado à criação de peças de divulgação. A ferramenta permite gerar cards personalizados destacando páginas de artistas, singles, álbuns ou playlists. As artes podem ser ajustadas em cores e formatos antes da exportação, o que facilita a adaptação para diferentes redes sociais sem sair do ambiente oficial do streaming.

Já o Pitch mira o relacionamento editorial. Por meio dele, gravadoras e distribuidoras enviam informações estratégicas sobre lançamentos prioritários para a equipe responsável pelas playlists oficiais. O envio inclui dados como faixa foco, gênero, clima da música e informações de pré-save. Ou seja, é um canal estruturado para colocar o artista “no radar” dos curadores.

A área de Media Requests concentra o upload de imagens promocionais, enquanto a seção Social Assets oferece modelos prontos para compartilhar inclusões em playlists nas redes sociais. Há ainda ferramentas adicionais para criação de links de afiliado, players incorporados, selos oficiais e códigos QR.

O que muda para artistas e gravadoras

Apple Music Connect facilita a promoção de lançamentos (Crédito: Divulgação)

Embora o Apple Music Connect seja direcionado formalmente a gravadoras e distribuidoras, o impacto recai diretamente sobre os artistas. Ao concentrar as etapas de promoção e envio editorial em um único painel, o sistema tende a reduzir falhas de comunicação e atrasos na entrega de materiais.

O movimento também sinaliza um alinhamento com práticas já consolidadas no mercado. Plataformas concorrentes oferecem há anos áreas dedicadas para pitch editorial e geração de materiais de marketing. Ao organizar essas funções sob a marca Apple Music Connect, a empresa padroniza processos e reforça a profissionalização do relacionamento com parceiros.

Outro ponto relevante é a integração com o iTunes Connect Music. Isso significa que os administradores podem atribuir funções específicas, como Marketing Manager, definindo quem tem acesso ao catálogo e aos lançamentos futuros dentro da conta. Em operações maiores, isso ajuda a separar responsabilidades entre equipes de marketing, distribuição e comunicação.

Estratégia e contexto de mercado

O relançamento do Apple Music Connect acontece em um momento de maturidade do streaming. O Apple Music afirma contar com mais de 100 milhões de músicas no catálogo e cerca de 30 mil playlists, muitas com suporte a Áudio Espacial e áudio em alta definição. Em um ecossistema desse tamanho, a organização do fluxo editorial se torna parte central da estratégia.

Além disso, o hub passa a integrar o programa Apple Music for Partners, consolidando um pacote de serviços voltados a quem distribui música profissionalmente. Na prática, a empresa deixa claro que quer estreitar o diálogo com o mercado B2B, não apenas com o consumidor final.

Resta saber se o Apple Music Connect terá efeito perceptível na curadoria e na diversidade do catálogo em destaque. Ao estruturar melhor o envio de informações e materiais, a plataforma tende a receber pitches mais completos e organizados. Isso pode elevar o nível das submissões e facilitar decisões editoriais, mas não elimina a competição acirrada por espaço em playlists.

Para artistas independentes, o impacto dependerá do acesso via distribuidoras parceiras. Já para grandes selos, a ferramenta oferece ganho de eficiência e padronização global. Em ambos os casos, o Apple Music Connect coloca mais dados e controle nas mãos de quem planeja o lançamento, aproximando marketing, editorial e distribuição dentro de um único ambiente.

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