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Netinho, ícone da axé music e voz do sucesso “Milla”, morre aos 60 anos, em Salvador · Mundo da Música

Vítima de um câncer do sistema linfático, Netinho fez história como vocalista da Banda Beijo e cravou seu nome na axé music e no Carnaval de Salvador com sucessos solo como “Milla” Netinho morre aos 60 anos, em Salvador. (CRÉDITO: Instagram/netinhooficialbrasileiro) O cantor Netinho, um dos maiores responsáveis a difundir a axé music e voz […]

Netinho, ícone da axé music e voz do sucesso “Milla”, morre aos 60 anos, em Salvador · Mundo da Música


Vítima de um câncer do sistema linfático, Netinho fez história como vocalista da Banda Beijo e cravou seu nome na axé music e no Carnaval de Salvador com sucessos solo como “Milla”

Netinho morre aos 60 anos, em Salvador. (CRÉDITO: Instagram/netinhooficialbrasileiro)

O cantor Netinho, um dos maiores responsáveis a difundir a axé music e voz por trás de um dos maiores sucessos do gênero, “Milla”, morreu nesta terça-feira (13), em Salvador. O artista batalhava contra um câncer do sistema linfático há mais de um ano e faleceu, aos 60 anos, em um hospital na capital baiana após ser afetado por um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

O falecimento de Netinho foi informado através da assessoria do artista, que publicou um comunicado por meio do perfil oficial do cantor no Instagram. “Nos últimos meses, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos”, informa o post feito por volta de 11h da manhã.

O cantor passou grande parte dos meses de agosto e setembro internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana. Ele vinha atualizando seus 665 mil seguidores na rede social acerca da evolução de seu tratamento oncológico. Há exatos dois meses, havia celebrado a finalização de sua nona sessão de quimioterapia.

O texto entrega, ainda, detalhes do estado do músico em seus momentos finais no hospital. A assessoria diz que “Netinho partiu tranquilo” e que “durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte’”.

A despedida do cantor ocorrerá em um velório e cremação destinados somente a familiares e amigos próximos, conforme solicitado pelo próprio artista. Netinho deixa uma filha, a médica e residente em ortopedia Bruna Trindade Andrade, de 28 anos. Ela é fruto do relacionamento do cantor com a jornalista Mariana Trindade, com quem foi casado de 1997 a 2003.

De vocalista da Banda Beijo a um dos hinos mais emblemáticos do Carnaval de Salvador

Netinho é a voz por trás de “Milla”, sucesso datado de 1996 que ficou cravado na história do Carnaval soteropolitano. A música, que embalou a folia no ano de 1997, consagrou-se como um divisor de águas na carreira de Netinho. O álbum do qual faz parte, “Netinho ao Vivo!” (1996), teve mais de 1 milhão de cópias vendidas somente no Brasil, o que rendeu ao artista disco de diamante. “Milla” também foi um sucesso em Portugal, chegando a atingir o primeiro lugar nas paradas do país europeu.

A estreia de Netinho na música, porém, veio quase uma década antes de “Milla”. Ele surgiu como vocalista da Banda Beijo em pleno Carnaval de Salvador no ano de 1988, quando ganhou projeção nacional com o sucesso “Beijo na Boca”. Também emplacou sucessos como “Estrela primeira”, “Barracos” e “A vida é festa”.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou com a família para a capital quando tinha 10 anos de idade. Já um grande entusiasta da música, ganhou de presente da mãe o primeiro violão, aos 14 anos. Dois anos depois, já conciliava os estudos no curso de Engenharia Civil, na Universidade Católica do Salvador (Ucsal) com apresentações em escolas e, um pouco mais tarde, em bares.

O último álbum lançado por Netinho foi o “Grandeza e Simplicidade”, que chegou às plataformas digitais no último dia 12 de julho, mesma data em que completou 60 anos de idade. O artista deixa um repertório musical composto por 26 obras e 455 fonogramas registrados no ECAD.

Estúdio próprio e apoio a novos artistas baianos

Ao final da década de 1990, Netinho decidiu atuar como empresário ao criar seu próprio estúdio de gravações e mixagem, o Blue Estúdio. No local, o artista conseguiu reunir nomes de peso da música nacional e internacional, a exemplo de Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz.

Foi esse mesmo estúdio que serviu como espaço para criação de um dos discos do cantor, o “Clareou” (1999). Na mesma época, Netinho também criou um selo motivado a impulsionar a carreira de novos artistas baianos.

Netinho lançou o último álbum em vida no dia 12 de julho, data em que completou 60 anos. (CRÉDITO: Instagram/netinhooficialbrasileiro)





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