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Whitney Houston tem voz recriada com tecnologia de IA da Moises em experiência sinfônica

A voz de Whitney Houston voltou a ocupar grandes palcos nos Estados Unidos, mas de uma maneira diferente do que o público estava acostumado. A experiência “The Voice of Whitney: A Symphonic Celebration” combina orquestras ao vivo, imagens de arquivo e vocais isolados da cantora com auxílio da inteligência artificial desenvolvida pela empresa Moises. O […]

Whitney Houston terá voz recriada por IA da Moises


A voz de Whitney Houston voltou a ocupar grandes palcos nos Estados Unidos, mas de uma maneira diferente do que o público estava acostumado. A experiência “The Voice of Whitney: A Symphonic Celebration” combina orquestras ao vivo, imagens de arquivo e vocais isolados da cantora com auxílio da inteligência artificial desenvolvida pela empresa Moises. O projeto mostra como novas ferramentas podem viabilizar apresentações de artistas que já não estão vivas, ao mesmo tempo em que abre discussões sobre limites criativos e éticos desse tipo de iniciativa.

A proposta foi desenvolvida em parceria entre o The Estate of Whitney E. Houston, a Primary Wave Music e a produtora Park Avenue Artists. Para tornar possível a execução, foi preciso recorrer à tecnologia de separação de stems, já que muitas gravações multipista de Houston não estão mais disponíveis em seus arquivos originais.

O papel da tecnologia na recriação da voz

A Moises, plataforma criada nos Estados Unidos e com operação também no Brasil, aplicou modelos de inteligência artificial para isolar os vocais de Houston a partir de faixas já mixadas. O processo permitiu extrair com clareza a interpretação da cantora, sem os instrumentos, gerando uma base utilizável em alta qualidade para a construção do espetáculo.

Segundo o CEO da Moises, Geraldo Ramos, o avanço recente da tecnologia foi determinante. 

“Este projeto demandou uma separação de stems de altíssimo nível, algo que a Moises lidera no setor. Tivemos que isolar os vocais de Whitney a partir de gravações totalmente mixadas sem comprometer a força emocional da performance. Um concerto como este simplesmente não seria possível cinco anos atrás, antes de a tecnologia alcançar a fidelidade que conseguimos entregar.”

A experiência no palco

A turnê estreou em agosto de 2024 e neste ano percorre sete cidades norte-americanas entre setembro e novembro. Em cada apresentação, o público assiste a uma orquestra executando arranjos ao vivo enquanto a voz de Houston surge em sincronia com imagens raras de sua trajetória. A produção evita o uso de hologramas e aposta em um formato que mistura memória audiovisual com performance musical presente.

Para os representantes do espólio, a intenção foi oferecer um espetáculo que mantivesse a essência da artista. Pat Houston, executora do The Estate of Whitney E. Houston, afirmou: 

“Sabíamos que isso tinha que ser feito da maneira certa. A Moises e nosso parceiro Park Avenue Artists elevaram a ideia com o coração, o cuidado e a excelência criativa que Whitney sempre representou. O resultado é algo realmente especial: um presente para os fãs de longa data e uma poderosa introdução para uma nova geração que está descobrindo sua voz.”

Entre inovação e dilemas

Ao mesmo tempo em que demonstra o potencial da inteligência artificial na música, o projeto levanta questionamentos. Até que ponto recriar vocais de artistas falecidos respeita a integridade de sua obra? Qual é o limite entre homenagem e exploração comercial? Essas perguntas se tornam ainda mais relevantes à medida que outros espólios podem adotar caminhos semelhantes, facilitados pelo uso da IA.

Ross Michaels, copresidente da Park Avenue Artists, vê o projeto como um marco: 

“Este projeto demonstra como artistas de legado e seus espólios podem criar experiências significativas para os amantes da música por meio do uso consciente da tecnologia de IA. É um exemplo de como a inteligência artificial pode honrar legados artísticos enquanto enriquece a experiência do público de forma bela e respeitosa.”

O caso de Whitney Houston se insere em uma discussão mais ampla sobre a aplicação de IA na indústria musical. Enquanto ferramentas como a Moises permitem preservar gravações que poderiam estar inacessíveis, críticos alertam para riscos de banalização da imagem e da voz de artistas que já não podem participar dessas decisões.

O equilíbrio entre inovação tecnológica e respeito à memória cultural será cada vez mais central. A experiência sinfônica mostra que o uso de inteligência artificial pode criar novos formatos de contato com legados artísticos, mas também evidencia a necessidade de estabelecer parâmetros claros para que essas homenagens não ultrapassem o limite da autenticidade.



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