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Universal Music fecha acordo global com EVEN para vender álbuns antes do streaming e fortalecer estratégia de superfãs

A EVEN entrou de vez na estratégia de superfãs da Universal Music. A gigante global anunciou um acordo multianual com a plataforma focada em vendas diretas ao fã, consolidando a ferramenta como recurso oficial para selos e artistas do grupo em todo o mundo. Na prática, o movimento conecta a infraestrutura global de vinil, merchandising […]

Even fecha parceria com a Universal (Crédito: Divulgação)


A EVEN entrou de vez na estratégia de superfãs da Universal Music. A gigante global anunciou um acordo multianual com a plataforma focada em vendas diretas ao fã, consolidando a ferramenta como recurso oficial para selos e artistas do grupo em todo o mundo.

Na prática, o movimento conecta a infraestrutura global de vinil, merchandising e lojas próprias da Universal Music a uma tecnologia que permite vender álbuns digitais com acesso antecipado, conteúdos exclusivos e experiências voltadas aos fãs mais engajados antes mesmo da estreia no streaming.

O anúncio chega poucas semanas depois de a companhia adquirir participação minoritária na Stationhead e de o CEO Sir Lucian Grainge destacar, em memorando interno, que a monetização de superfãs será prioridade estratégica em 2026.

Vendas diretas deixam de ser complemento e viram eixo estratégico

Com o acordo, a plataforma passa a oferecer uma solução pronta para campanhas de lançamento. O modelo combina um ambiente próprio de descoberta para fãs com uma versão que pode ser integrada ao site oficial do artista, transformando a página em uma loja e comunidade exclusivas.

Além dos álbuns digitais vendidos antes do streaming, a parceria permite que artistas da Universal Music comercializem produtos físicos usando a estrutura global de vendas próprias do grupo. Isso inclui vinil e merchandising integrados à estratégia de lançamento.

Mag Rodriguez, fundador e CEO da EVEN, afirmou:

“Os superfãs são a base de carreiras sustentáveis para artistas. A EVEN existe para apoiar artistas e selos em todas as fases, dando a eles a infraestrutura para possuir o relacionamento com seus fãs. Essa colaboração reflete aquilo em que sempre acreditamos: que o engajamento direto com o fã agora é uma camada essencial do ecossistema musical, funcionando ao lado do streaming.”

Do lado da Universal Music, Jonathan Dworkin, EVP de Desenvolvimento e Estratégia Digital, declarou:

“À medida que continuamos a construir capacidades fortes e diversas voltadas a superfãs, a EVEN oferece uma solução unificada e escalável para artistas e selos criarem momentos criativos e comercialmente relevantes em torno das campanhas de lançamento. A plataforma promove comunidades de fãs seguras, engajadas e leais, ao mesmo tempo em que se encaixa de forma fluida dentro do ecossistema mais amplo de social e entretenimento.”

Ou seja, a venda direta não substitui o streaming, mas passa a funcionar como uma camada adicional de receita e relacionamento.

Casos recentes mostram impacto nas paradas

Crédito: Unsplash

A tecnologia já vinha sendo usada em campanhas relevantes antes mesmo do acordo formal. A equipe de J. Cole e a Interscope Records utilizaram a ferramenta nas ações para o aniversário de dez anos de “2014 Forest Hills Drive” e na estratégia prévia ao lançamento de “The Fall-Off”.

Segundo a empresa, a campanha de “2014 Forest Hills Drive” levou o álbum de volta ao Top 15 da Billboard uma década após o lançamento original. Já “The Fall-Off” estreou em primeiro lugar na Billboard 200 nesta semana.

Outros testes com artistas do grupo também apontam resultados concretos. Wale, da Def Jam Recordings, alcançou o Top 20 da Billboard com seu projeto recente, e a empresa afirma que as vendas diretas tiveram papel relevante no desempenho. Além disso, a base de fãs própria do artista cresceu mais de 300% em uma única semana no entorno do lançamento.

A lógica por trás do modelo é simples: ao vender antes do streaming e capturar dados do comprador, o artista passa a ter uma audiência própria, menos dependente de algoritmos.

Números sustentam a aposta na venda direta

O acordo é mais um passo dentro de uma sequência de movimentos. Em 2024, a Universal Music investiu na Weverse, plataforma de superfãs da HYBE, e também adquiriu participação na Complex dentro de uma operação liderada pela NTWRK. Em janeiro deste ano, veio o aporte na Stationhead após fusão com a Mellomanic.

Os resultados financeiros ajudam a explicar a estratégia. No terceiro trimestre de 2025, a receita com música física da Universal Music cresceu 23,1% em relação ao ano anterior, atingindo €341 milhões. Em teleconferência de resultados, o COO Boyd Muir afirmou que entre dois terços e 75% das vendas de vinil já vêm das lojas próprias administradas pela companhia.

Dados do relatório anual de 2025 da Luminate mostram que, nos Estados Unidos, os canais de venda direta responderam por 78% das vendas físicas na primeira semana de álbuns pop. Em R&B/Hip-Hop e rock, o percentual ficou acima de 50%.

A plataforma afirma ter mais de 500 mil artistas cadastrados, em parceria com mais de 3 mil selos e distribuidores, operando em mais de 110 países. Aceita mais de 30 métodos de pagamento e reporta vendas à Luminate para elegibilidade nas paradas da Billboard.

O acordo mostra que em 2026, a disputa não é apenas por streams. É por dados, relacionamento e capacidade de transformar fãs em compradores dentro de um ecossistema próprio.

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