O lendário rapper Thaíde fez um desabafo sobre a realidade do rap no Brasil e afirmou que, apesar do crescimento do gênero e do sucesso de diversos artistas, a cultura hip-hop ainda enfrenta preconceito e marginalização por parte da sociedade e do próprio sistema.
Durante a reflexão, o artista destacou que nomes como Djonga, Matuê e Ajuliacosta alcançam milhões de ouvintes e acumulam grandes números nas plataformas digitais. Ainda assim, segundo ele, esse reconhecimento não se traduz na mesma valorização institucional concedida a outros gêneros musicais.
“Apesar de alguns artistas atingirem um público maior, grande número de streams, ainda é uma música marginalizada”, afirmou.
Thaíde também questionou a ausência de artistas do rap em grandes eventos de alcance nacional. “Por mais que eles sejam populares, é difícil você ver eles em uma abertura como uma Copa do Mundo, ou algo parecido, porque ainda é uma música marginalizada”, declarou.
O rapper ainda refletiu sobre a relação entre o sucesso comercial e o preconceito enfrentado pelo gênero. “Sempre dizem que os números falam mais alto, mas ainda parece que esses números não falam mais alto do que o preconceito”, disse.
Ao explicar sua visão, Thaíde relembrou as origens do rap e sua função social. Segundo o artista, o gênero nasceu nas periferias como uma forma de denunciar desigualdades e dar voz a jovens que vivenciavam essa realidade.
“A música rap em si é uma música marginalizada, porque a sua origem é de favelados, de jovens, digamos assim… inconsequentes… que estavam ali colocando o dedo na ferida de um sistema que é o nosso”, concluiu.
As falas do lendário rapper foram ditas durante entrevista ao Projeto Rap Brasil Podcast. Entrevista completa, abaixo:
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