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SXSW 2026: SoundOn e Som Livre revelam estratégias para expandir a presença da música brasileira em Austin

O SXSW volta a colocar a música brasileira em evidência na edição de 2026. Realizado em Austin, nos Estados Unidos, a partir de amanhã (12) até o dia 18, o encontro que combina música, tecnologia e inovação reúne artistas, executivos e criadores de diversos países. Neste ano, iniciativas lideradas por SoundOn e Som Livre estão […]

Mariana Vieira, da SoundOn, e Tatiana Cantinho, da Som Livre (Crédito: Divulgação)


O SXSW volta a colocar a música brasileira em evidência na edição de 2026. Realizado em Austin, nos Estados Unidos, a partir de amanhã (12) até o dia 18, o encontro que combina música, tecnologia e inovação reúne artistas, executivos e criadores de diversos países. Neste ano, iniciativas lideradas por SoundOn e Som Livre estão entre as empresas e artistas brasileiros que estão utilizando o festival como vitrine internacional para suas estratégias.

O movimento acontece em um momento em que a música brasileira volta a ganhar atenção global. O funk, por exemplo, foi apontado hoje (11) pelo Spotify como um dos gêneros em ascensão internacional, enquanto artistas do país aparecem com frequência crescente em playlists, redes sociais e festivais fora do Brasil.

Seguindo essa tendência, a presença brasileira no SXSW segue forte. A delegação nacional já ultrapassa o número de participantes de 2025 e pode se aproximar do recorde de cerca de 2,5 mil brasileiros registrado em 2024. A programação do evento também conta com mais de 40 speakers do país em diferentes áreas, além de showcases e ativações culturais.

Entre as iniciativas que ajudam a contar essa história estão as ações da SoundOn e da Som Livre, que combinam debates sobre o mercado, apresentações musicais e encontros entre profissionais da indústria.

SoundOn leva funk brasileiro ao debate e ao palco do SXSW

MC Nito e Brandon De Oliveira participam de painel da SoundOn no SXSW (Crédito: Divulgação)

Uma das iniciativas que colocam o funk brasileiro no centro da programação do SXSW vem da SoundOn, plataforma de distribuição e desenvolvimento artístico ligada ao TikTok.

No dia 16 de março, Mariana Vieira, líder de parcerias musicais da empresa, participa do painel “Sound Without Borders: How Brazilian Funk Rewrote the Rules of Music Creation”. O debate reúne também o funkeiro MC Nito e Brandon De Oliveira, cofundador e diretor de operações da gravadora Broke Records.

A conversa aborda como o funk desenvolveu uma lógica criativa própria baseada na circulação de vocais e batidas entre DJs, produtores e artistas. Esse modelo colaborativo ajudou a impulsionar remixes, novas versões de músicas e conexões internacionais.

“A presença da SoundOn na SXSW é uma forma de celebrar a música brasileira, especialmente o funk, em um dos encontros mais importantes do mundo quando o assunto é inovação. O evento reúne artistas, executivos e criadores de diferentes países para trocar ideias, apresentar projetos e discutir o que está movimentando o mercado hoje. Estar nesse ambiente também ajuda a mostrar como a cena brasileira vem contribuindo com novas formas de criar, lançar e fazer a música circular.”

Além do painel, a empresa também assina a curadoria de uma festa oficial do SXSW no espaço MALA VIDA, em Austin. O evento reúne artistas do catálogo da SoundOn, como MC Danny, MC Nito e DJ CZ.

A iniciativa marca mais um passo no processo de internacionalização do funk. Um exemplo citado pela própria empresa é a faixa “Rabetão de Terremoto”, parceria entre DJ CZ e MC Nito que chegou ao Top 10 do Spotify Brasil e ao Top 15 em Portugal.

MC Nito também integra a música “Sequência Feiticeira”, de Pedro Sampaio, faixa utilizada em mais de 965 mil vídeos no TikTok e que alcançou o Top 3 das paradas no Brasil e em Portugal.

Para Mariana, eventos como o SXSW ajudam a transformar a curiosidade internacional pelo gênero em oportunidades concretas.

“Quando nomes do funk ocupam esses palcos, conseguem apresentar o gênero a novos públicos e mostrar a força criativa que existe hoje no Brasil. Ao mesmo tempo, cresce o interesse internacional tanto pela sonoridade quanto pela forma como esses artistas constroem suas carreiras”, ela pontua.

O objetivo, então, deixa de ser chamar a atenção e sim fidelizar o público.

“Estar em um ambiente com tantos profissionais relevantes da música ajuda a transformar essa curiosidade em oportunidades concretas. É ali que começam conversas com programadores de festivais, criadores e representantes de diferentes mercados. Muitas vezes, esses encontros acabam abrindo caminho para colaborações internacionais, convites para apresentações em outros países e novas possibilidades para que o funk continue ampliando sua presença fora do Brasil.”

Som Livre leva projetos autorais e debate economia da música

Melly, Bruna Black e Jotapê estarão na programação da Som Livre no SXSW
Melly, Bruna Black e Jota.pê estarão na programação da Som Livre no SXSW (Crédito: Divulgação)

Outra iniciativa brasileira no SXSW vem da Som Livre, que participa da programação da SP House, espaço dedicado à promoção da cultura e da indústria criativa do Brasil dentro do festival. Entre os dias 12 e 18 de março, a gravadora realiza apresentações musicais, DJ sets e um painel sobre remuneração artística no mercado fonográfico.

Um dos destaques da programação é o projeto “Canto Djavan”, que reúne Jota.pê, Melly e Bruna Black em releituras da obra de Djavan. O disco tem direção de Max Viana, filho do cantor, e propõe uma interpretação contemporânea do repertório do compositor.

A primeira apresentação ao vivo do projeto acontece no dia 15 de março na SP House. No dia seguinte, Jota.pê também apresenta o show do álbum “Dominguinho” no mesmo espaço. Já no dia 17 de março, Melly realiza um showcase voz e violão no Tropiclub, evento voltado à nova cena musical brasileira e latino-americana que acontece no SEVEN GRAND Austin.

A programação da gravadora também inclui o projeto “Discos N’Agulha”, iniciativa que celebra a cultura do vinil com DJ sets baseados no catálogo da Som Livre. Durante o festival, os sets acontecem entre os dias 13 e 15 com o DJ Vini Azevedo e com participação do DJ Nyack.

Além das apresentações musicais, a empresa também promove um debate sobre remuneração artística. No dia 14 de março, Camila Soluri, gerente de marketing da gravadora, media o painel “Who gets paid when everything plays?”.

Participam da conversa Daniel Nogueira, da Brasil Música & Artes (BM&A), Isabel Amorim, do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), e Ricardo Rodrigues, da agência Let’s Gig. O painel discute como tecnologia, regulação e novos modelos de consumo impactam a remuneração de artistas e criadores.

Para Tatiana Cantinho, vice-presidente sênior da Som Livre, participar do festival também significa inserir a música brasileira nas discussões globais sobre o futuro da indústria.

“Estar no SXSW é muito mais do que marcar presença; é reafirmar o compromisso da Som Livre em pautar as conversas globais sobre o que vem por aí na nossa indústria. O consumo de música hoje rompeu a barreira do áudio. O play é apenas o começo: hoje, a indústria não entrega apenas música, entrega lifestyle. O consumo atual pede imagem, narrativa e exclusividade, e o nosso papel é criar as conexões certas para que a música brasileira tenha cada vez mais destaque nesse novo cenário global de entretenimento.”

Música brasileira ocupa cada vez mais espaços no SXSW

A SP House será um hub de oportunidades de negócios e investimentos internacionais. Fotos: Governo de SP
A SP House será um hub de oportunidades de negócios e investimentos internacionais. Fotos: Governo de SP

As ações de SoundOn e Som Livre fazem parte de um movimento mais amplo de presença brasileira no SXSW. O festival deste ano reúne apresentações de artistas e shows em eventos ligados à nova cena brasileira.

A programação da SP House, organizada pelo governo do Estado de São Paulo, também reúne artistas como Di Ferrero, Paula Lima, Wilson Simoninha e Mariana Nolasco, em parceria com a UBC. A DJ e produtora DJ Cady atua como residente musical do espaço durante os quatro dias de programação.

Outro destaque é a participação de Minas Gerais no evento, com a Casa Minas, espaço dedicado à promoção da cultura, da gastronomia e da economia criativa do estado. A programação inclui debates, apresentações artísticas e shows de nomes como Toninho Horta e Henrique Portugal.

Ao mesmo tempo, empresas brasileiras também participam da agenda de painéis do festival. Estão confirmados debates com representantes da Publicis Brasil, Hospital Israelita Albert Einstein, Blue Management Institute, Diageo e da empresa Unico, entre outros.

Iniciativas como as de SoundOn e Som Livre funcionam como exemplos de como diferentes agentes da indústria musical brasileira utilizam o SXSW para apresentar artistas, discutir modelos de negócio e ampliar conexões internacionais. Em um momento em que o interesse global pela música brasileira cresce, o festival continua sendo uma das principais portas de entrada para novas oportunidades fora do país.

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