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Sony registra patente que lota shows virtuais com ‘fãs falsos’; empresa cita “credibilidade” e “experiência imersiva”

A Sony Interactive Entertainment não quer que um usuário que vai a um show virtual entre na sala e se depare com uma arena vazia, sem outros numerosos fãs virtuais que possam compartilhar aquela experiência. É pensando nessa lacuna que a empresa registrou uma nova patente, que veio à tona nesta quarta-feira (21). A nova […]

Mundo da Música


A Sony Interactive Entertainment não quer que um usuário que vai a um show virtual entre na sala e se depare com uma arena vazia, sem outros numerosos fãs virtuais que possam compartilhar aquela experiência. É pensando nessa lacuna que a empresa registrou uma nova patente, que veio à tona nesta quarta-feira (21). A nova tecnologia proposta pela empresa preenche assentos vazios de shows virtuais com NPCs – personagens comumente usados no universo dos games – que reproduzem movimentos de fãs reais.

Assim como os shows virtuais que acontecem no Roblox, a Sony quer criar um universo que se aproxime ao máximo da experiência de show do mundo físico. Além de um artista adorado pelo público ocupando o centro do palco, a ideia é trazer, também, uma casa lotada de fãs com a premissa de contribuir para que o espectador se mantenha imerso dentro daquele universo.

Para a empresa, a patente deve garantir que esses NPCs gerados sejam idênticos aos demais avatares que já ocupam a plateia de um espetáculo virtual. A Sony não quer que um usuário se depare com um bot ou um clone ao seu lado, o que não iria conferir a ele uma sensação de “credibilidade”. É por isso que a companhia investe em tecnologia de ponta para a nova patente.

Sistema da nova patente opera dentro de um servidor metaverso que gera movimentos realistas aos ‘fãs falsos’

A nova tecnologia da Sony Interactive Entertainment funciona em um servidor metaverso. É utilizado um computador central que monitora tudo o que acontece em um mundo virtual compartilhado. Quando uma apresentação ganha vida no campo virtual, ele organiza os avatares dos usuários no palco e nas cadeiras, ao mesmo passo que um software isolado preenche as cadeiras vagas com NPCs — personagens que não são controlados por um jogador, mas pelo próprio sistema de maneira automática.

Com a proposta de simular os movimentos de uma pessoa real, o servidor lê os “dados de esqueleto”, que seriam como um “mapa em forma de boneco palito das articulações de um avatar”, do avatar de um artista ou espectador e reproduz movimentos iguais.

A Sony Interactive Entertainment é uma divisão do conglomerado japonês Sony Group Corporation. (CRÉDITO: Unsplash)

Muito do que é visto em um show físico se desloca para a esfera virtual. Inclui-se a isso ações como levantar a mão, bater palmas, pular ou balançar ao ritmo da música. Uma versão do sistema faz com que um NPC copie os movimentos de qualquer avatar real que esteja dentro de uma certa distância, enquanto outra copia os movimentos mais comuns entre os avatares reais no entorno, tornando a experiência mais fluida.

O site Digital Music News levantou uma hipótese de que a novidade anunciada pela Sony Interactive Entertainment poderia ser um mecanismo para driblar um suposto cenário de baixa na demanda digital por esse tipo de simulação. O portal acrescenta que, “especificamente, o pedido de patente centra-se num concerto com um sistema de headsets e console de jogos, mas que a mesma ideia poderia ser aplicada a outros eventos em mundos virtuais”.



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