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Selo de Alok muda de nome e Controversia passa a se chamar Rave The World Records; DJ assume curadoria dos lançamentos 

Um novo movimento de Alok transforma a antiga Controversia em Rave The World Records, selo que passa a refletir de forma mais direta a identidade musical construída pelo DJ em seus shows. A mudança vai além do nome: os lançamentos serão escolhidos pessoalmente pelo artista, com base nas faixas que ele toca, acompanha e considera […]

Alok renomeia seu selo como Rave The World Records (Crédito da foto: Matheus Aguiar)


Um novo movimento de Alok transforma a antiga Controversia em Rave The World Records, selo que passa a refletir de forma mais direta a identidade musical construída pelo DJ em seus shows. A mudança vai além do nome: os lançamentos serão escolhidos pessoalmente pelo artista, com base nas faixas que ele toca, acompanha e considera coerentes com a sua atual direção criativa.

A gravadora estreia com o EP “Rave The World”, projeto de quatro faixas lançado em parceria com a Tomorrowland Music. O trabalho funciona como a base musical de uma plataforma que começou nos palcos, com a apresentação de mesmo nome realizada em Londres, e agora reúne música, audiovisual, rádio, playlists e desenvolvimento de artistas.

Ao concentrar essas frentes sob a mesma marca, Alok aproxima o selo de sua própria operação artística. A proposta é criar uma continuidade entre aquilo que o público escuta nos sets, os músicos escolhidos para integrar o catálogo e o conceito apresentado nos shows.

O que muda com a Rave The World Records

A Rave The World Records nasce sobre a estrutura da Controversia, mas adota uma atuação mais seletiva. Em vez de funcionar apenas como uma casa para lançamentos de música eletrônica, a gravadora será guiada pelo repertório que representa a fase atual de Alok e pela participação direta do DJ nas decisões criativas.

O tradicional programa de rádio e a playlist da Controversia também passam a integrar o universo Rave The World. A unificação ajuda a transformar a marca em uma plataforma de circulação: uma música pode aparecer nos sets, chegar às playlists, ganhar espaço no programa e, depois, entrar oficialmente no catálogo do selo.

“A Rave The World Records nasce para refletir exatamente o momento criativo que estou vivendo. Quero que seja um selo onde cada lançamento tenha um motivo, um propósito. Vou acompanhar esse processo de perto, escolhendo músicas nas quais eu realmente acredito, que fazem parte dos meus sets e representam a identidade sonora que estou construindo. Também quero abrir espaço para artistas que compartilham dessa mesma visão e ajudá-los a desenvolver seus projetos de forma mais autêntica possível. A ideia é que a Rave The World Records seja um lugar onde a música venha em primeiro lugar e cada lançamento fortaleça esse universo que estamos criando.”

Esse modelo dá a Alok uma função que ultrapassa a de fundador ou artista principal. Ele passa a atuar como curador do catálogo, usando a resposta das pistas e a própria experiência nos palcos como critérios para selecionar repertórios. Para os artistas contratados, o selo promete um acompanhamento próximo no desenvolvimento dos projetos, em vez de somente distribuir as músicas.

EP apresenta a identidade do novo selo de Alok

Alok na Sphere (Crédito: Alive Co/Sphere Entertainment)

Com quatro faixas, “Rave The World” apresenta o som que deve orientar os próximos lançamentos da gravadora. O repertório reúne “Around”, “Fvck Your Bad Vibes”, “They Want Your Soul” e “Rave The World”, esta última com a participação de Jim Cummings, narrador dos vídeos e intervalos do Tomorrowland.

As músicas foram testadas e ajustadas durante os próprios sets do projeto. O EP combina a escala dos grandes festivais com referências de clubes e da cena underground, enquanto recupera valores associados à cultura rave, como paz, união, amor, respeito e liberdade.

A proposta também se estende aos videoclipes de “They Want Your Soul” e “Rave The World”, gravados em Praga sob a direção de Adrian Villagomez. Os vídeos formam dois capítulos de uma mesma história sobre algoritmos, hiperconectividade e perda de identidade no ambiente digital. A narrativa começa em uma sociedade controlada por uma inteligência artificial e avança até uma celebração coletiva.

O lançamento do selo, portanto, organiza diferentes produtos ao redor de uma única linguagem. Além de apresentar músicas próprias, Alok cria um caminho para transformar a presença das faixas em seus shows em uma estratégia de catálogo. O próximo passo da plataforma será a chegada do espetáculo Rave The World aos Estados Unidos, em 1º de agosto, no recém-reaberto Pacha New York, com apresentação da Tomorrowland.

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