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Em discussão sobre o modelo ‘Direct to Consumer’, rapper aponta que taxas de 20% sobre vendas são o novo ‘intermediário’ da indústria e sugere caminhos mais rentáveis.
O rapper americano Russ, conhecido por ser um dos maiores defensores da autonomia independente na música, transformou um debate nas redes sociais em uma verdadeira aula de gestão para artistas independentes. Ao rebater uma publicação da plataforma EVEN, que se posiciona como uma solução de venda direta ao consumidor (D2C), o artista questionou a estrutura de custos que muitas vezes passa despercebida por criadores iniciantes. O rapper afirmou categoricamente que pagar 20% de comissão sobre a receita não é oferecer uma venda direta, mas sim posicionar-se como um novo intermediário no processo.
A discussão ganhou corpo quando o rapper comparou as taxas de plataformas de nicho com soluções de e-commerce tradicionais e consolidadas. Segundo Russ, enquanto algumas ferramentas de nicho retêm uma fatia considerável de cada venda realizada, alternativas como o Shopify permitem que o artista mantenha o controle total por uma mensalidade fixa de cerca de 39 dólares, somada a taxas mínimas de transação. Para ele, a economia gerada ao investir em um domínio próprio e em uma infraestrutura independente é o que separa quem apenas sobrevive na indústria de quem realmente constrói um patrimônio sólido a longo prazo.
Além do fator puramente financeiro, o rapper destacou que a independência real vai muito além de não ter um contrato com uma gravadora; trata-se de possuir a soberania sobre a relação com o fã e o acesso irrestrito aos dados de consumo. Ao utilizar plataformas que cobram altas porcentagens para “hospedar” o trabalho, o artista acaba muitas vezes apenas trocando o dono da taxa, repetindo a dependência que o modelo D2C prometia eliminar originalmente. Russ reforçou que, ao construir e gerir o próprio site, o criador deixa de ser um passageiro para se tornar o dono da operação, garantindo que a maior parte do lucro permaneça com quem produziu a obra.
O movimento do rapper ecoa em um momento onde artistas independentes no Brasil buscam profissionalizar suas carreiras através de editais, leis de incentivo e, principalmente, vendas diretas de produtos e experiências. Ao expor esses números e comparar modelos de negócio, Russ não apenas criticou uma plataforma, mas ofereceu um roteiro estratégico para que artistas de qualquer tamanho possam otimizar seus ganhos e garantir que a independência seja, de fato, o caminho mais lucrativo.
this isn’t a gotcha, just somethin that’s been confusing for me to watch but paying 20% on all revenue for y’all to host an artists work that their fans can buy is indirect to consumer, not direct to consumer lol
direct to consumer means no middleman. y’all are the middleman and… https://t.co/01QooFgWdZ
— RUSS (@russdiemon) April 14, 2026
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