PUBLICIDADE

Rio2C: PitchingShow define 8 artistas, com 5 escolhidos por votação popular

O Rio2C fechou a votação popular do PitchingShow 2026 e definiu parte dos artistas que seguem para a fase presencial do projeto. Ao todo, oito nomes foram selecionados para se apresentar no evento, sendo cinco escolhidos pelo público e três convidados diretamente pela curadoria. A divisão deixa mais claro o modelo adotado pelo evento. De […]

Rio2C Pitching Show Da esquerda para a direita: Caike Souza, Filipe Toca, Iuna Falcão, Thami, Siba Puri, Marco Baptista, Sofia Gayoso e João Pastor.


O Rio2C fechou a votação popular do PitchingShow 2026 e definiu parte dos artistas que seguem para a fase presencial do projeto. Ao todo, oito nomes foram selecionados para se apresentar no evento, sendo cinco escolhidos pelo público e três convidados diretamente pela curadoria.

A divisão deixa mais claro o modelo adotado pelo evento. De um lado, a votação funciona como termômetro de engajamento e mobilização de audiência. Do outro, os convites permitem incluir projetos que já despertam atenção do mercado, mesmo que não dependam exclusivamente de votação para avançar.

Quem são os artistas selecionados

Entre os artistas que avançam pelo voto popular estão Thami, Siba Puri, Marco Baptista, Sofia Gayoso e João Pastor. Já os nomes convidados diretamente para o PitchingShow são Iuna Falcão, Filipe Toca e Caike Souza, completando os oito projetos que sobem ao palco do Rio2C nesta edição.

A composição final mistura diferentes momentos de carreira e propostas artísticas. Enquanto a votação destaca quem já mobiliza público, os convites ajudam a equilibrar a curadoria com projetos que vêm sendo acompanhados de perto por profissionais do setor.

O que acontece agora no PitchingShow

Com a lista fechada, os oito artistas se apresentam entre os dias 26 e 29 de maio, dentro da programação do Rio2C. Cada um terá um pocket show de 30 minutos no palco do PitchingShow.

As apresentações são voltadas para uma banca formada por executivos, curadores e agentes da indústria fonográfica. Mais do que um show convencional, o formato funciona como uma apresentação estratégica de carreira, em que o artista precisa condensar proposta, repertório e identidade em um tempo limitado.

Esse tipo de vitrine costuma ter impacto direto no desenvolvimento dos projetos. Em um único espaço, os artistas conseguem expor seu trabalho para diferentes players, o que acelera possíveis conexões e oportunidades.

O papel do Rio2C como vitrine de mercado

Pitching show no Rio2C (Crédito: Film.Art)

O Rio2C se consolidou como um dos principais encontros da indústria criativa na América Latina, reunindo música, audiovisual e inovação em um mesmo ambiente. Dentro desse contexto, o PitchingShow funciona como uma porta de entrada para novos talentos.

A etapa ao vivo transforma a seleção em uma vitrine prática. É ali que artistas testam não só o repertório, mas também a capacidade de se posicionar diante do mercado. Para quem está assistindo, é uma oportunidade de identificar projetos prontos para dar o próximo passo.

Com os oito nomes definidos, o foco agora se volta para as apresentações. É nesse momento que a votação e a curadoria deixam de ser critérios e passam a ser só o ponto de partida.

O que o Rio2C 2026 quer discutir sobre música e mercado

O PitchingShow acontece dentro de um contexto maior de expansão do Rio2C para 2026. Com o tema “Code of Meaning”, o evento propõe uma discussão mais ampla sobre o papel da criação em um cenário dominado por tecnologia, inteligência artificial e excesso de informação.

A ideia central parte de uma provocação direta ao setor criativo: como gerar sentido em um ambiente em que ferramentas e dados se multiplicam mais rápido do que a capacidade de interpretação. A música aparece não só como produto cultural, mas como linguagem estratégica dentro da economia criativa, conectando audiência, tecnologia e modelos de negócio.

Ao longo dos seis dias de programação, o evento mantém sua estrutura dividida entre conferência, mercado, festival e rodadas de negócios, mas reforça o espaço dedicado à música. A presença de artistas como João Gomes, Zeca Pagodinho, Alcione e Iza, ao lado de executivos globais de plataformas e empresas do setor, aponta para uma agenda que mistura criação artística e decisões de mercado.

Esse cruzamento fica ainda mais evidente nos palcos dedicados à indústria musical. Enquanto o GlobalStage coloca a música em diálogo com audiovisual e plataformas digitais, os palcos Soundbeats (inclusive o III, do Mundo da Música) aprofundam discussões sobre direitos autorais, distribuição, turnês e desenvolvimento de carreira. O recorte inclui desde fenômenos populares até debates sobre monetização e presença digital.

Pitching show na Rio2C (Crédito: Divulgação)
Pitching show na Rio2C (Crédito: Divulgação)

Outro eixo importante é o de negócios. O Rio2C estrutura rodadas e pitchings como espaços de negociação direta, conectando artistas, produtores e criadores a investidores, marcas e empresas. Isso transforma o evento em um ambiente onde projetos deixam de ser meramente ideias e passam a buscar viabilidade concreta, seja em forma de álbuns, shows, conteúdos ou soluções tecnológicas.

Os números ajudam a dimensionar esse papel. Em 2025, o Rio2C reuniu mais de 55 mil pessoas, com participantes de 39 países, além de mais de dois mil palestrantes. Para 2026, a expectativa é manter essa escala e aumentar a presença internacional, consolidando o evento como um dos principais pontos de encontro da indústria criativa na América Latina.

O PitchingShow se encaixa como uma peça prática dessa discussão. Ele não aparece isolado, mas como parte de uma lógica maior: transformar visibilidade em oportunidade, conectando artistas emergentes diretamente com quem está estruturando o futuro do mercado.

Leia mais:



Fonte

Leia mais