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A Sony confirmou que deixará de produzir discos físicos para o PlayStation a partir de janeiro de 2028. Com a decisão, todos os novos lançamentos do console serão distribuídos exclusivamente em formato digital. Paralelamente, a empresa iniciará o desligamento das lojas digitais do PS3 e do PS Vita, antecipando o fim do suporte para plataformas mais antigas.
A mudança impacta diretamente a fábrica de Thalgau, na Áustria, sede da divisão de discos da empresa (Sony DADC). A gigante japonesa investiu 30 milhões de euros para reestruturar a unidade, que atualmente fabrica 600 mil mídias por dia, metade delas destinadas aos consoles PlayStation.
De acordo com Dietmar Tanzer, presidente da Sony DADC, a expectativa é que o volume de produção de discos despenque para apenas 10% do patamar atual até 2028. Para evitar demissões em massa, os 300 funcionários da fábrica austríaca serão treinados para produzir microlentes ópticas, tecnologia voltada para headsets e componentes automotivos, com início da produção em massa previsto para o próximo ano.
O fim de uma era industrial
A unidade de Thalgau representa a última fábrica própria de mídias físicas da Sony. A companhia, que por décadas concentrou sua produção nos Estados Unidos, fechou a fábrica de Nova Jersey em 2011 e transferiu as operações de Terre Haute, em Indiana, para a Áustria em 2022. O complexo de Indiana foi responsável por produzir 23 bilhões dos 26,4 bilhões de discos fabricados pela Sony DADC desde 1983.
A transição acompanha o comportamento do mercado. Dados financeiros de maio divulgados pela Sony mostram que 80% dos jogos de PS5 já são adquiridos digitalmente. O movimento é seguido por outras gigantes do setor: a Rockstar Games anunciou que a versão física de Grand Theft Auto VI, planejada para novembro, não trará um disco na caixa, mas apenas um código para download.
O avanço do mercado totalmente digital levanta debates sobre a preservação histórica dos videogames. Quando lojas digitais são desativadas, títulos exclusivos de plataformas específicas deixam de existir comercialmente. Um relatório da Video Game History Foundation revelou que 87% dos jogos clássicos lançados antes de 2010 já estão “criticamente ameaçados” devido à volatilidade dos servidores digitais.
A eliminação do formato físico também retira do consumidor a possibilidade de revender jogos usados ou compartilhar cópias físicas com amigos. A decisão gerou forte reação da comunidade, incluindo uma petição pública no Change.org com quase 40 mil assinaturas contra o fim das mídias físicas, mas o cronograma de transição da Sony para 2028 segue inalterado. No Brasil, a Erika Hilton acionou Secretaria Nacional do Consumidor contra a decisão da PlayStation
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