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Pesquisa global revela que maioria dos jovens com menos de 35 anos teme perda de empregos e desinformação com avanço da IA

[ad_18] Mercado de trabalho e desinformação preocupam jovens brasileiros com inteligência artificial. Uma pesquisa global realizada pela Ipsos revelou que os jovens com menos de 35 anos são os mais preocupados com a inteligência artificial (IA). Essa geração é a que mais utiliza as novas ferramentas tecnológicas no cotidiano. No entanto, ela também expressa forte […]

Pesquisa global revela que maioria dos jovens com menos de 35 anos teme perda de empregos e desinformação com avanço da IA

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Mercado de trabalho e desinformação preocupam jovens brasileiros com inteligência artificial.

Uma pesquisa global realizada pela Ipsos revelou que os jovens com menos de 35 anos são os mais preocupados com a inteligência artificial (IA). Essa geração é a que mais utiliza as novas ferramentas tecnológicas no cotidiano. No entanto, ela também expressa forte desconfiança sobre o futuro do trabalho e a segurança de dados.

No Brasil, 60% dos entrevistados com menos de 35 anos acreditam que os produtos de inteligência artificial vão mudar profundamente a rotina em até cinco anos. Além disso, 44% dos brasileiros dessa faixa etária afirmam sentir nervosismo em relação a essas tecnologias.

Os dados da Ipsos mostram que os mais jovens são os mais propensos a acreditar que a IA vai substituir seus empregos nos próximos cinco anos. O avanço tecnológico também traz o temor de boatos na rede. Cerca de 42% dos brasileiros dessa idade projetam um aumento na desinformação na internet, mesma taxa da média global.

Mesmo desconfiados, os jovens lideram a adoção dessas ferramentas no trabalho. Na média dos 32 países pesquisados, 40% das pessoas com menos de 35 anos economizaram tempo no serviço usando IA no último ano. Entre a faixa de 50 a 74 anos, esse índice cai para 13%.

A pesquisa aponta que 66% dos jovens no mundo admitem que não confiam sempre nas ferramentas de IA, mas as utilizam mesmo assim. No Brasil, esse comportamento é compartilhado por 39% dos entrevistados nessa faixa de idade.

A privacidade também é um ponto crítico para a nova geração. Os brasileiros com menos de 35 anos são os que menos confiam que as empresas vão proteger seus dados pessoais (50%), contra 42% na média global.

Impacto de longo prazo para as empresas do setor tecnológico

A postura defensiva da geração mais jovem em relação à tecnologia acende um sinal de alerta para as marcas de inovação.

“Tanto no AI Monitor quanto no Ipsos Global Trends, identificamos que as faixas etárias mais jovens estão mais nervosas, menos entusiasmadas e mais propensas a concordar que a tecnologia está destruindo o mundo”, afirmou Luciana Obniski, Líder de Curadoria e Tendências na Ipsos no Brasil.

A executiva explicou que esse comportamento pode gerar barreiras futuras para o mercado. “Como os jovens são tipicamente os primeiros a adotar novas tecnologias e são usuários e apoiadores assíduos desses recursos, essa mudança pode representar dificuldades no longo prazo para as empresas do setor”, avaliou.

A pesquisa online foi realizada entre 20 de março e 3 de abril de 2026, com 23.532 adultos em 32 países. No Brasil, a amostra contou com aproximadamente 1.000 entrevistados.

 

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