A principal atribuição de uma distribuidora de música é fazer a ponte entre as músicas de um artista e as plataformas de streaming e lojas digitais. Além da distribuição propriamente dita, algumas delas também assumem as frentes de controle de qualidade e padronização – para que as faixas estejam dentro dos parâmetros técnicos das plataformas – e arrecadação de royalties. Pode parecer simples, mas os contratos devem ser vistos em sua complexidade. O maior erro que um artista pode cometer é só ter olhos para os valores e a divisão de lucros.
A tendência é de que tudo flua muito bem quando uma parceria acaba de ser firmada ou enquanto todas as partes envolvidas estiverem satisfeitas com o contrato. Mas é no momento de encerrar um vínculo que se entende, na prática, se aquele foi ou não um bom contrato para o artista. E isso quer dizer que ele tenha tido seus direitos respeitados, e que eles sejam preservados mesmo após o fim do contrato.
Neste Guia MM, o Mundo da Música destaca fatores que devem ser inegociáveis ao artista na hora de escolher a qual distribuidora irá associar seus trabalhos.
A garantia de que seus direitos acompanharão você até depois de fechar a porta
Um dos pontos cruciais, que podem acabar por tirar a paz do artista se não os analisar, são os códigos que ele carrega como artista. O ISRC, por exemplo, é atribuído a cada gravação. E o UPC, a cada lançamento. Eles determinam coisas fundamentais como contagem de streams, posições em playlists e histórico nas paradas de música.
Ao fechar com uma distribuidora, é uma questão de sobrevivência entender claramente o que acontece com seus registros uma vez que a parceria se encerre. Se for garantido que eles irão se manter sob o seu domínio, é um ponto positivo!
Quais serviços a distribuidora, de fato, oferece
É preciso entender antes de firmar uma parceria: além de conectar as músicas às plataformas de streaming e às lojas digitais, o que mais a distribuidora fará pelo artista? Quais são os serviços inclusos? É importante entender o posicionamento da empresa e sua atuação quanto a links de pré-save, inserção nas playlists e páginas de lançamento e estatísticas.
A parte financeira de um contrato vai muito além do lucro
Muitos artistas acabam só se atentando aos valores e à divisão de lucros, mas existem outros cálculos e operações essenciais para garantir a saúde da parceria e a valorização do trabalho de cada parte. Mínimo de pagamento, taxas de saque e conversão de moeda, como é feita a divisão com coautores e produtores são alguns dos pontos que requerem atenção.
E em casos de inadimplência?
É nesses casos onde muitos artistas acabam conhecendo a índole dos profissionais por trás das distribuidoras a que recorreram ou que se evidencia que um contrato não foi estudado da maneira correta.
A verdade é que cada distribuidora tem seu modelo de operar. Algumas cobram uma taxa anual por artista, outras cobram por lançamento e outras ainda retêm uma porcentagem dos seus royalties. Entender o que acontece em possíveis diversos cenários de inadimplência é fundamental. Em alguns casos mais extremos, um cartão vencido pode se desdobrar na remoção de todo o seu catálogo dos tocadores. E resolver pode ser um tanto dificultoso.
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