PUBLICIDADE

Motins reúne 30 atividades gratuitas a partir desta quarta (04) e articula cena pan-amazônica em Belém

O evento Motins volta a ocupar o centro histórico de Belém entre os dias 4 e 7 de março com uma programação gratuita que combina formação, debates e articulação de mercado. Em sua terceira edição, o encontro pan-amazônico de música e cultura periférica reúne artistas, produtores, pesquisadores e agentes culturais da região na Casa Dourada, […]

Banner Motins 2026


O evento Motins volta a ocupar o centro histórico de Belém entre os dias 4 e 7 de março com uma programação gratuita que combina formação, debates e articulação de mercado. Em sua terceira edição, o encontro pan-amazônico de música e cultura periférica reúne artistas, produtores, pesquisadores e agentes culturais da região na Casa Dourada, na Cidade Velha.

Integrado ao ecossistema do Festival Psica e do Instituto Psica, o evento se consolidou como um espaço voltado à profissionalização de quem atua na música e na economia criativa na Amazônia. Ao longo de quatro dias, serão 30 atividades, entre oficinas, painéis, palestras, rodada de negócios e a abertura da exposição “Transbordária: nenhuma de nós cabe na margem”.

Formação e articulação no centro da proposta

O Motins nasce como um braço formativo do universo do Festival Psica, mirando na organização das periferias amazônicas em torno da cultura. A ideia é criar um ambiente de troca entre diferentes territórios, conectando saberes tradicionais, experiências de mercado e debates sobre o futuro da música produzida no Norte do país.

Jeft Dias, diretor do Psica ao lado de Gerson Júnior, define o encontro como um momento estratégico dentro do calendário cultural da região.

“O Motins é um momento de encontro das periferias amazônicas, em que nos organizamos e reunimos as experiências de cada território para discutir soluções e as dificuldades que enfrentamos para sobreviver nesse contexto. Aplicado ao universo do Psica, é o espaço onde trazemos os aprendizados acumulados ao longo do ano, organizamos essas experiências e nos preparamos para o próximo festival e para os desafios que virão. Observamos as novidades do mercado da música e dos artistas que estão surgindo e buscamos desenvolver um trabalho de formação e aceleração de processos, com foco em captação de recursos, profissionalização e escrita de projetos. Também discutimos criatividade e ancestralidade amazônica periférica do interior. O Motins é, portanto, o nosso grande encontro amazônico, voltado à organização e preparação para a próxima revolução, que, neste contexto, é o Festival Psica.”

A fala aponta para dois eixos centrais do evento: formação técnica, como escrita de projetos e gestão de carreira, e reflexão sobre identidade cultural amazônica. A programação inclui temas como tecnobrega, comunicação popular, antirracismo, imaginário caribenho, breaking, audiovisual e gerenciamento artístico.

Mercado, visibilidade e circulação

Além das atividades abertas, a rodada de negócios, com vagas limitadas e inscrição prévia, é uma das frentes mais estratégicas do Motins. A proposta é aproximar artistas e produtores de programadores, curadores e outros profissionais que atuam na cadeia da música.

Gerson Dias destaca o cuidado na construção da programação.

“A programação tá bem diversa nesses três dias, foi pensada com muito carinho pra gente tocar em vários temas que a gente acha pertinente e que acha que seria importante do nosso público debater, como temas de valorização da nossa cultura.A programação está bem interessante, o público vai curtir muito, tenho certeza.”

Aposta Psica seleciona talentos da Pan-Amazônia para o Motins (Crédito: Ana Serrão)

Dentro desse ecossistema, o Aposta Psica também ganha peso como vitrine para novos artistas da região.

“O Aposta Psica é muito importante para que as bandas se apresentem naquele palco, pois permite que o trabalho de cada artista seja visto por profissionais do mercado da música de todo o Brasil, inclusive do Norte. Haverá uma plateia especializada, formada por curadores e programadores de festivais e casas de show, que acompanharão as apresentações e poderão levar esses artistas para seus próprios projetos. Além disso, o Aposta funciona como um trampolim para o Festival Psica, que também estará representado. Em edições anteriores, pelo menos seis artistas que passaram pelo Aposta foram convidados a se apresentar no Festival Psica, o que torna esse palco especialmente estratégico.”

A abertura do Motins, no dia 4, traz o painel “A Volta da Dourada, O Fim e o Início de Um Novo Ciclo”, seguido da inauguração da exposição “Transbordária: nenhuma de nós cabe na margem”. A mostra reúne sete artistas mulheres amazônidas periféricas, com trabalhos em grafite, fotografia, cerâmica, escultura e ilustração, propondo um recorte curatorial sobre presença e autoria feminina.

Com patrocínio máster da Petrobras e apoio via Lei de Incentivo à Cultura Rouanet, além de parcerias com Mercado Livre, O Boticário, TIM, Fundação Cultural do Pará e Ministério da Cultura, o Motins reforça o papel de Belém como polo de articulação cultural da Pan-Amazônia.

Ao reunir formação, mercado e debate político-cultural, o encontro se firma como um espaço onde a música periférica amazônica deixa de ser apenas cena local e passa a operar como rede organizada, conectada e preparada para circular dentro e fora da região.

Serviço

Motins – Encontro Pan-Amazônico de Música e Cultura Periférica

4, 5, 6 e 7 de março de 2026

Local: Casa Dourada

Programação gratuita, com atividades sujeitas à lotação e inscrições prévias para oficinas e rodada de negócios via Instagram oficial do Motins.

04/03/2026 – Quarta-feira
18h – Painel “A Volta da Dourada, O Fim e o Início de Um Novo Ciclo” (capacidade: 45 pessoas)
19h30 – Abertura da exposição “Transbordária: nenhuma de nós cabe na margem” + discotecagem

05/03/2026 – Quinta-feira
10h – Oficina “Abertura de Letras – Saberes Amazônicos”, com Joeldem Santos (10 vagas)
12h – Inscrição para Rodada de Negócios (online, via Instagram do Motins – 12 vagas)
14h – Oficina “Abertura de Letras – Saberes Amazônicos”, com Joeldem Santos (10 vagas)
14h30 – Oficina “Como começar meu podcast?”, com Matheus Leão e Lucas Silva (8 vagas)
15h – Palestra “Produção musical na periferia – Como o tecnobrega revolucionou a indústria fonográfica na Amazônia”, com Beto Metralha (45 lugares)
15h – Rodada de Negócios (12 vagas)
16h – Palestra “A Música Como Ferramenta Antirracista”, com Brena Correa e Ariran Albuquerque (45 lugares)
17h – Palestra “Imaginário Caribenho na Formação da Música Periférica Paraense: O Surgimento da Lambada, Guitarrada e Brega”, com Eduardo Barbosa (45 lugares)

06/03/2026 – Sexta-feira
10h – Oficina de Breaking, com Leony Pinheiro (20 vagas)
12h – Inscrição para Rodada de Negócios (online, via Instagram do Motins – 12 vagas)
14h30 – Painel “Sotaques do Carimbó”, com integrantes do podcast Curimba, Meu Filho! (45 lugares)

15h – Rodada de Negócios (12 vagas)
16h – Palestra “Quando a música do Rio Guajará atravessou o Oceano Atlântico”, com Nazaré Pereira (45 lugares)
16h – Oficina “Tendências de mercado no show business: Fluxo de trabalho integrado entre controle DMX e visualização 3D para shows”, com Kleber Martins (8 vagas)
17h – Palestra “Comunicação Popular e a Luta pela Preservação dos Territórios”, com Thiago Maiandeua e Vanuza Cardoso (45 lugares)

07/03/2026 – Sábado
10h – Oficina “Vivência Batucada Coletiva”, com Kleber Benigno (15 vagas)
10h – Oficina “Nzinga: Mulheres Tocadoras de Axé”, com Brena Correa (15 vagas)
10h – Oficina “Introdução ao Audiovisual”, com Mayara Sanchez (8 vagas)
12h – Inscrição para Rodada de Negócios (online, via Instagram do Motins – 12 vagas)
14h – Painel “A técnica é delas: A base feminina na Produção” (45 lugares)
15h – Rodada de Negócios (12 vagas)
15h – Oficina “Escrita de Projetos Culturais”, com Gláfira (8 vagas)
15h – Palestra “Libras Artísticas – Tradução e Coautoria Poética”, com Bruno Pantoja e Denise Aparício (45 lugares)
16h – Palestra “Visualidades Periféricas do Norte”, com Éder Oliveira (45 lugares)
16h30 – Oficina “Laboratório de Criação e Projeção Mapeada”, com Kauê Bentes (15 vagas)
17h – Palestra “Gerenciamento de Artistas: Os Bastidores da Construção de uma Carreira”, com Marina Deeh (45 lugares)

Leia mais:



Fonte

Leia mais