Em momento de desacelerar a agenda, Jorge Ben Jor protagonizou um reencontro com os palcos e com o público carregado de emoção na noite deste sábado (17). Com o espetáculo “Alquimia Popular Brasileira”, o músico deu vida a seus maiores sucessos para um público de 51 mil pessoas no Nubank Parque, em São Paulo. O show, um dos únicos da agenda do cantor em 2026, foi realizado pela 30e, uma das maiores companhias de entretenimento ao vivo, e apresentado pelo Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco.
O público paulistano, que encheu o estádio, aguardava com expectativa por um dos únicos encontros com o artista esse ano. Meses antes do espetáculo, o mesmo era definido como um célebre encontro de Jorge Ben com sua própria trajetória.
“Existem shows. E existe Jorge Ben Jor. Há espetáculos que se materializam no palco. Outros parecem transcender para outro lugar: Permeiam a memória, o ritmo, universos fantásticos e a celebração coletiva. Jorge Ben Jor é um desses nomes raros que transformam misturas improváveis em algo absolutamente próprio. Samba, soul, groove, futebol, espiritualidade, rua, África, alegria. Elementos que, nas mãos do artista, deixaram de ser referências isoladas para se tornarem uma fórmula única da música do país: uma verdadeira ‘Alquimia Popular Brasileira’. É este cosmos que ele leva para o Nubank Parque, em São Paulo, no dia 17 de outubro”, definiu a 30e no momento em que o projeto foi anunciado.
Emoção onipresente: das lágrimas do artista ao coro engajado do público
A emoção permeou todo o tempo de duração do espetáculo, e se apresentou compartilhada entre o artista e a multidão que o acompanhava. Do alto de seus 87 anos de idade e mais de 60 de carreira, Jorge agradeceu diversas vezes o carinho recebido e, ao declarar seu amor à plateia, não conseguiu conter as lágrimas. A resposta veio em aplausos e manifestações de afeto de um público que parecia disposto a continuar cantando por muito mais tempo e a plenos pulmões os clássicos apresentados.
Antes da despedida regada a fogos de artifício e chuva de papel picado, o artista fez um agradecimento que se estendeu às famílias de quem estava ali. “Obrigado, meu Deus, e a vocês todos. Obrigado à minha mãe, ao meu pai e à mãe e ao pai de vocês todos”, declarou. Das arquibancadas, a resposta veio em coro: “Jorge, eu te amo!”.
Jorge Ben Jor trouxe referências à cultura africana e ao futebol em show de grandes sucessos
Acompanhado pela Banda do Zé Pretinho, Jorge abriu o espetáculo com “Ave Anjos Angeli” e “Jorge de Capadócia”. Vieram, então, canções que atravessam gerações como “País Tropical”, “Mas Que Nada”, “Fio Maravilha” e “W/Brasil”, esta última com uma homenagem ao amigo Tim Maia. Em meio aos versos, o cantor fez questão de lembrar o eterno Síndico, provocando uma resposta entusiasmada da plateia.
A grandiosidade da apresentação também estava nas imagens que se formavam nos telões e no palco. Durante “Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas”, os telões exibiram referências ao universo visual de “A Tábua de Esmeralda“, álbum lançado em 1974.

Em outro número, bailarinos participaram de uma homenagem à cultura africana. O futebol, presença constante na obra do compositor, também teve vez, com Jorge simulando a narração de um gol durante “Fio Maravilha”. Já em “Errare Humanum Est”, milhares de celulares acesos iluminaram as arquibancadas.
O show também contou com participações especiais e afetivas… Ao final da apresentação, Jorge recebeu no palco, de surpresa, alguns de seus amigos que estavam no estádio: Simoninha, Samuel Rosa, Edi Rock, Rael, Baby do Brasil, entre outros que compartilharam os últimos minutos da apresentação.
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