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IQ Magazine elege 20 estádios de destaque para grandes shows em 2026; Brasil tem um representante

Já não é de hoje que os estádios ganharam espaço na rota das grandes turnês internacionais, e uma nova seleção da IQ Magazine, publicação especializada no mercado de música ao vivo, mostra quais locais vêm se destacando nesse circuito. O “Stadium Stars 2026” reúne 20 espaços distribuídos por diferentes continentes, escolhidos a partir de indicações […]

Nubank Parque entre para a lista da IQ Magazine


Já não é de hoje que os estádios ganharam espaço na rota das grandes turnês internacionais, e uma nova seleção da IQ Magazine, publicação especializada no mercado de música ao vivo, mostra quais locais vêm se destacando nesse circuito. O “Stadium Stars 2026” reúne 20 espaços distribuídos por diferentes continentes, escolhidos a partir de indicações dos leitores e de uma seleção feita por profissionais ligados à produção e à promoção de grandes eventos.

O Brasil aparece uma vez na relação, com o Nubank Parque, em São Paulo. O local, anteriormente conhecido como Allianz Parque, divide a lista com endereços conhecidos do circuito internacional, como o Wembley Stadium, em Londres, o SoFi Stadium, na Califórnia, o Stade de France, em Paris, e o AT&T Stadium, no Texas.

Mais do que estabelecer um ranking numérico, a seleção funciona como um retrato de quais estádios estão preparados para receber produções de grande porte. Segundo a IQ, os espaços foram avaliados a partir da capacidade de oferecer boas condições ao público e também de facilitar o trabalho de artistas, equipes técnicas e profissionais de produção.

Os 20 estádios escolhidos pela IQ em 2026

A lista mostra uma distribuição geográfica ampla. Os Estados Unidos aparecem com três espaços: AT&T Stadium, Allegiant Stadium e SoFi Stadium. A Alemanha tem Deutsche Bank Park e Merkur Spiel-Arena, enquanto a Austrália entra com Marvel Stadium e Accor Stadium. Londres também conta com dois representantes, Wembley e Tottenham Hotspur Stadium.

Também foram selecionados Goyang Stadium, na Coreia do Sul; National Stadium, em Singapura; Kai Tak Stadium, em Hong Kong; Eden Park, na Nova Zelândia; Johan Cruijff ArenA, nos Países Baixos; e Riyadh Air Metropolitano Stadium, em Madri. A relação inclui ainda estruturas com capacidades bastante diferentes, do Estádio El Campín, com 39,5 mil lugares, ao Stade de France, que pode ultrapassar os 100 mil espectadores dependendo da configuração.

A América Latina tem três representantes: o Nubank Parque, o Estadio GNP Seguros, na Cidade do México, e o Estadio El Campín, em Bogotá. O dado coloca o espaço paulistano em um grupo ainda pequeno de equipamentos latino-americanos reconhecidos por profissionais que trabalham com grandes turnês internacionais.

Mais shows em estádios aumentam a disputa pelas grandes turnês

A seleção surge em um momento em que os estádios ganham peso na economia dos shows. Produções com palcos de grandes dimensões, estruturas em 360 graus e recursos visuais cada vez mais complexos permitem vender dezenas de milhares de ingressos em uma única noite, mas também exigem condições específicas de montagem, circulação de equipes e operação.

A capacidade de público sozinha não garante lugar nas rotas internacionais. A logística para carga e descarga, a disponibilidade de datas, os acessos, a infraestrutura técnica e a localização entram na conta de produtores que precisam transportar uma mesma turnê entre países em intervalos curtos. É essa combinação que ajuda a explicar por que a lista inclui desde estádios históricos até espaços inaugurados ou reformulados recentemente.

O próprio “Global Stadium Report 2026”, publicado pela IQ, acompanha essa transformação e trata o segmento como uma das principais frentes do mercado internacional de turnês. A publicação reúne análises sobre o crescimento dos espetáculos em estádios e dedica parte de sua cobertura à expansão desse modelo em regiões que antes recebiam menos produções dessa escala.

Nubank Parque coloca São Paulo entre os mercados observados pelo setor

No caso brasileiro, a inclusão do Nubank Parque é relevante principalmente pelo que indica sobre São Paulo como mercado. A IQ descreve o espaço como uma estrutura concebida com shows em mente e o coloca entre os principais destinos brasileiros para música ao vivo e esporte.

Isso não significa que o local seja apontado como o melhor estádio do mundo ou que a seleção estabeleça uma classificação do primeiro ao vigésimo colocado. O “Stadium Stars” reúne 20 espaços considerados referências naquele ano, sem apresentar posições individuais. A diferença é importante para dimensionar o reconhecimento sem transformar a presença brasileira em uma comparação que a própria publicação não faz.

Para o mercado nacional, a indicação oferece outro sinal: na disputa pelas grandes turnês, o Brasil precisa competir com cidades que já integram rotas consolidadas na América do Norte, Europa e Ásia. Ter um estádio brasileiro entre os 20 escolhidos mostra que São Paulo está presente nessa conversa, mas também evidencia como ainda é reduzida a participação latino-americana em uma lista global desse tipo.

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