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Gravadoras estão usando IA para processar marcas, que devem devolver ‘na mesma moeda’ como forma de prevenção, diz artigo · Mundo da Música

De forma cada vez mais corriqueira, temos lido notícias sobre grandes gravadoras, como a Warner Music Group, a Sony Music Entertainment e a Universal Music Group, processando marcas. Isso por conta do uso indevido de músicas nas redes sociais das marcas e de seus influenciadores parceiros. Um artigo recém-publicado do portal Digital Music News em […]

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De forma cada vez mais corriqueira, temos lido notícias sobre grandes gravadoras, como a Warner Music Group, a Sony Music Entertainment e a Universal Music Group, processando marcas. Isso por conta do uso indevido de músicas nas redes sociais das marcas e de seus influenciadores parceiros. Um artigo recém-publicado do portal Digital Music News em parceria com a MassiveMusic, agência global de música criativa, aponta que as irregularidades em relação a direitos autorais estão sendo identificadas de forma muito mais ágil pelas gravadoras devido a sistemas de detecção que se utilizam de IA.

“Os detentores de direitos autorais estão usando cada vez mais a detecção baseada em IA para analisar plataformas de mídias sociais em larga escala, comparando impressões digitais de áudio com conteúdo de marcas e influenciadores muito mais rapidamente do que uma equipe jurídica humana conseguiria. Isso significa que o intervalo entre ‘postamos um TikTok divertido’ e ‘recebemos uma notificação extrajudicial’ está diminuindo de meses para dias”, destaca o artigo, se referindo a um aumento expressivo de casos relacionados a esse tipo de entrave judicial.

A análise aponta que dificilmente as gravadoras acionam a Justiça para notificar uma marca que fez uso indevido de uma ou duas músicas de seu catálogo. Esse caminho costuma ser percorrido quando uma marca já usou dezenas ou até centenas de músicas de maneira indevida nas redes sociais.

Ainda que os profissionais de marketing por trás das redes de uma empresa se preocupem com a solicitação de autorização para o uso de trilhas online, já se é conhecido que essa liberação pode ser um tanto dificultosa. O próprio canal de comunicação entre as marcas e os detentores de direitos, pela dificuldade, já é um fator que se mostra como um entrave nessa mediação.

Também por esse motivo e, sobretudo, para que não se deparem com a surpresa negativa de receber uma notificação judicial, as marcas não devem esperar pelo pior cenário e investir em monitoramento constante para avaliar se seu conteúdo está dentro de uma regularidade, aponta o artigo.

“Essa discrepância de tempo é exatamente a exposição que aparece em inúmeras reclamações, não em uma única decisão equivocada, mas em centenas de pequenas decisões tomadas em uma operação de conteúdo distribuída, qualquer uma das quais pode gerar indenizações legais assim que o monitoramento de conformidade de licenciamento de uma grande gravadora entrar em vigor”, pontua a publicação.

Um diagnóstico completo e constante para as marcas sobre a conformidade de seu conteúdo perante a lei

(CRÉDITO: Unsplash)

A publicação defende que as marcas devem se precaver e reagir a esse cenário utilizando Inteligência Artificial para fazer toda uma análise de seu conteúdo e examinar se está tudo dentro dos conformes da lei. A MassiveMusic criou uma ferramenta dedicada a esse fim, o ComplianceCheck, um sistema criado com a proposta de que as marcas estejam legalmente protegidas a partir de um monitoramento interno constante.

O sistema opera em duas etapas principais. “Primeiramente, o ComplianceCheck analisa as redes sociais e contas de influenciadores de uma marca para identificar músicas não licenciadas já em uso, sinalizando faixas que não possuem a devida autorização”, especifica o MassiveMusic sobre o uso de sua ferramenta.

“Em seguida, cada instância sinalizada é avaliada quanto ao risco de infração e compilada em um relatório prático, transformando o que antes era uma auditoria de direitos autorais lenta e manual em algo que uma equipe jurídica ou de marketing pode usar imediatamente”, continua.

A agência estaria desenvolvendo, ainda, “um sistema de monitoramento contínuo, que visa ajudar as marcas a acompanhar novos conteúdos à medida que são publicados em seus canais próprios e de influenciadores, para que a exposição não volte a aumentar após o término de uma auditoria inicial”.

(CRÉDITO: Unsplash)

O artigo ressalta, ainda, que este período de fim de ano e festas acaba sendo um chamariz para que as marcas produzam ainda mais conteúdo que não esteja em conformidade com a lei. Isso devido ao próprio fluxo mais intenso de saída de conteúdo nessa temporada e uma pressão maior sobre os processos envolvidos no marketing como um todo.

“Realizar uma verificação de conformidade durante o período de festas permite que uma marca veja quais faixas em seu conteúdo de mídias sociais e influenciadores não possuem autorização e qual o risco que cada exposição representa para a marca. Isso dá às marcas tempo para remover o conteúdo ou obter as licenças apropriadas antes que os sistemas automatizados das gravadoras sinalizem essas publicações sazonais. Uma auditoria anual que não seja realizada antes da correria das festas pode facilmente perder essa oportunidade”, conclui a publicação.



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