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Globo de Ouro revela indicados de 2026 com presença brasileira e categorias musicais concorridas

Os indicados ao Globo de Ouro foram anunciados hoje (08) e, entre os destaques, aparecem as categorias musicais e a presença brasileira de “O Agente Secreto” e Wagner Moura. O anúncio dá um pontapé inicial à temporada de premiações de Hollywood e coloca, lado a lado, produções globais de grande alcance e trabalhos que repercutiram […]

Globo de Ouro 2026 anuncia indicados


Os indicados ao Globo de Ouro foram anunciados hoje (08) e, entre os destaques, aparecem as categorias musicais e a presença brasileira de “O Agente Secreto” e Wagner Moura. O anúncio dá um pontapé inicial à temporada de premiações de Hollywood e coloca, lado a lado, produções globais de grande alcance e trabalhos que repercutiram de formas distintas ao longo do ano.

A música volta a ocupar um espaço central na conversa sobre cinema. A lista reúne compositores com histórico sólido no audiovisual e artistas vindos de universos distintos, o que ajuda a explicar por que a categoria costuma atrair atenção mesmo de quem não acompanha trilhas de perto. O Globo de Ouro deste ano mostra que o campo musical continua a ser um ponto de encontro entre tradição, renovação e escolhas de mercado.

Trilhas indicadas formam painel de nomes experientes e estilos diferentes

Globo de Ouro será apresentado novamente por Nikki Glaser (Crédito: Divulgação)

A disputa por Melhor Trilha Original reúne profissionais que já fazem parte do repertório da cinefilia recente. Alexandre Desplat, conhecido por frequentes indicações e vitórias em premiações de cinema, concorre por “Frankenstein”. Ludwig Göransson, que se tornou um nome recorrente no audiovisual, aparece por “Pecadores”, enquanto Jonny Greenwood, integrante do Radiohead e figuranessa transição entre música de banda e trilha cinematográfica, disputa com “Uma Batalha Após a Outra”.

O conjunto ainda inclui Kangding Ray, que leva seu trabalho experimental para “Sirāt: O Caminho”, e Max Richter, compositor associado a abordagens minimalistas e emotivas, indicado por “Hamnet”. Hans Zimmer, possivelmente o compositor de trilhas mais reconhecido pelo público geral, está na lista por “F1”.

A categoria, vista assim, funciona como retrato de um ano em que as trilhas mantiveram equilíbrio entre nomes tradicionais, experimentações e leituras mais contidas. Mesmo com estilos divergentes, todas as indicações reforçam o espaço que a música ocupa na construção de ambiente, tensão e ritmo de cada filme.

Canção original evidencia diversidade de fontes e alcance do pop

Guerreiras do K-Pop, da Netflix (Crédito: Divulgação)
Guerreiras do K-Pop, da Netflix (Crédito: Divulgação)

Entre as canções, a categoria apresenta um conjunto variado de origens. “Dream As One”, de “Avatar: Fogo e Cinzas”, traz Miley Cyrus ao lado de colaboradores que transitam entre pop e trilha. A presença de “Golden”, de “Guerreiras do K-Pop”, chama atenção por representar um fenômeno que cresceu no cinema e na música, criando um ponto de contato entre produção asiática e mercado global.

“I Lied To You”, de “Pecadores”, une Raphael Saadiq e Ludwig Göransson, mostrando como a categoria acolhe músicas que surgem de colaborações entre artistas já consolidados em universos diferentes. Duas canções de “Wicked: Parte 2”, ambas assinadas por Stephen Schwartz, destacam a transposição do musical para o cinema e a intenção de manter o repertório reconhecido pelos fãs. Já “Train Dreams”, do filme exibido no Brasil como “Train Dreams: Entre Trilhos e Memórias”, reúne Nick Cave e Bryce Dessner (do The National) em uma faixa que se afasta do repertório mais pop e aposta em uma leitura mais introspectiva.

O conjunto das indicadas forma um mosaico que mistura pop global, musical tradicional, narrativa cinematográfica e a presença de apenas um representante vindo de uma comunidade específica de fãs, como é o caso de “Guerreiras do K-Pop”. Essa combinação explica parte do interesse da categoria, que oscila entre popularidade e escolhas mais discretas.

Um Globo de Ouro especial para o Brasil

Para o Brasil, esta edição se torna relevante por dois motivos claros. “O Agente Secreto” disputa Melhor Filme em Língua Não Inglesa, e Wagner Moura está indicado a Melhor Ator em Filme de Drama. A presença do ator na categoria principal e a inclusão do longa entre as produções internacionais dão ao filme alcance ampliado e colocam o país em um ponto de atenção na temporada.

É uma combinação que raramente ocorre no prêmio e que tende a gerar expectativa para os próximos anúncios da temporada. No conjunto, o Globo de Ouro reafirma que a circulação de talentos brasileiros em produções internacionais continua a crescer e encontra espaço para competir em áreas de visibilidade alta.

Confira, abaixo, os indicados nas categorias musicais.

Melhor Trilha Sonora Original – Longa-Metragem
Alexandre Desplat – “Frankenstein”
Ludwig Göransson – “Pecadores”
Jonny Greenwood – “One Battle After Another”
Kangding Ray – “Sirāt: O Caminho”
Max Richter – “Hamnet”
Hans Zimmer – “F1”

Melhor Canção Original – Longa-Metragem
“Dream As One” – “Avatar: Fogo e Cinzas”
“Golden” – “Guerreiras do K-Pop”
“I Lied To You” – “Pecadores”
“No Place Like Home” – “Wicked: Parte 2”
“The Girl In The Bubble” – “Wicked: Parte 2”
“Train Dreams” – “Train Dreams: Entre Trilhos e Memórias”

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