Entre revisitar o passado e abrir espaço para o novo, Silva vive um momento de virada. Em conversa com o Papelpop sobre “Rolidei”, seu novo trabalho, e “Silva, Lúcio”, documentário sobre sua trajetória, o artista define os projetos como um recomeço — e também como complementares — destacando a sensação de frescor mesmo após anos de carreira e a vontade constante de se reinventar.
Entre as faixas, “Ondina” aparece como o ponto central do álbum, sendo a que melhor traduz sua visão para essa fase. Mas é ao olhar para a própria trajetória que o cantor aprofunda ainda mais o discurso, refletindo sobre sua evolução artística e pessoal.
PP: O que o “Lúcio” diria hoje para o “Silva” do começo da carreira?
Diria pra ele confiar mais em suas intuições. Elas vão estar certas na maioria das vezes.
Esse olhar para dentro se intensifica quando o artista revisita a própria história, especialmente em um momento em que diferentes fases da carreira se encontram.
Depois de revisitar sua história com o documentário, você sente que se entende melhor como artista? Como o documentário te ajudou a se entender melhor e a entender melhor o “Rolidei”?
Foi muito bom poder revisitar minha história, ainda mais quando ela é estudada pela Carol Pires, que é uma jornalista e roteirista de primeira linha. Quando gravamos o doc, o Rolidei já estava no processo, então olhar pra minha própria história ajudou a amarrar as coisas no álbum.
Por fim, Silva reforça que a intenção dessa nova fase é proporcionar leveza ao público, criando experiências marcantes tanto nas músicas quanto nos shows, pensados para transmitir uma sensação de fluidez e bem-estar.
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