Capa e destaque da nova edição da Vogue Italia, Madonna criticou o uso da inteligência artificial e a atual obsessão da indústria musical por números, como quantidade de seguidores, posições nas paradas e streams.
“Antes, você estava cercada de pintores, músicos, dançarinos e artistas, todos no mesmo lugar, criando a partir de um lugar muito puro, uns para os outros. Eu valorizo muito essa experiência. Hoje isso já não acontece. Agora, para conseguir um contrato, pensam em quantos seguidores você tem.”
A Rainha do Pop afirmou que essa mudança de perspectiva influenciou até a composição de “Bring Your Love” e disse acreditar que algoritmos e inteligência artificial caminham na direção oposta da arte.
“É por isso que, em ‘Bring Your Love’, eu canto: ‘Não tente me distrair com números’. Para mim, tudo começou sem pensar em posições nas paradas ou números de streaming. Algoritmos e inteligência artificial são o oposto de correr riscos e, para mim, isso é o oposto de fazer arte.”
A artista ainda comentou a concepção da capa de “Confessions II”, fotografada pelo brasileiro Rafael Pavarotti, e revelou que a imagem surgiu de forma espontânea durante os testes de figurino, adquirindo um simbolismo quase religioso.
“Não foi algo intencional, mas, durante as provas de figurino, encontrei um tecido lindo e pensei: ‘Seria incrível criar movimento com isso’. Depois fizemos as fotos em que estou sentada sobre a caixa de som, como se fosse um altar de igreja. Coloquei esse véu sobre a cabeça e me transformei em uma espécie de santa, como ‘La Madonna’. Tudo acabou se tornando uma espécie de imagem religiosa, uma revelação. É isso que acontece quando você trabalha com as pessoas certas. É assim que se faz arte.”
“Confessions II” , décimo quinto álbum de estúdio de Madonna, chega às plataformas nesta sexta-feira (3).
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