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Duetti revela que apenas 1,14% das músicas independentes viralizam e que crescimento lento gera catálogos mais duradouros

A Duetti divulgou um novo relatório sobre economia da música independente que joga luz sobre um dos temas mais debatidos do streaming: o valor real da viralização. O estudo analisou dados de streaming de milhões de faixas e concluiu que o fenômeno viral é raro e, na maioria das vezes, passageiro. Segundo a análise da […]

Duetti lança report e revela chance de viralização


A Duetti divulgou um novo relatório sobre economia da música independente que joga luz sobre um dos temas mais debatidos do streaming: o valor real da viralização. O estudo analisou dados de streaming de milhões de faixas e concluiu que o fenômeno viral é raro e, na maioria das vezes, passageiro.

Segundo a análise da empresa, apenas 1,14% das músicas independentes chegam a viralizar nas plataformas digitais. Mesmo quando isso acontece, a permanência do sucesso costuma ser curta. Os dados indicam que somente 0,17% das faixas mantêm o nível de popularidade por mais de três meses, enquanto apenas 0,11% conseguem sustentar esse desempenho por seis meses.

O relatório reúne informações obtidas a partir da análise de royalties e desempenho de catálogos de artistas independentes que faturam entre US$ 100 e US$ 350 mil por ano com streaming. A proposta é entender quais fatores ajudam uma música a gerar resultados consistentes ao longo do tempo.

Viralizar é raro e quase sempre temporário

O estudo analisou mais de seis milhões de faixas independentes para entender a dinâmica da viralização. Para a Duetti, uma música é considerada viral quando multiplica seus streams por cinco em apenas um mês.

Mesmo com essa definição relativamente clara, o fenômeno continua sendo exceção. Apenas 1,14% das músicas independentes atingem esse patamar. E, quando atingem, a queda costuma acontecer rapidamente.

Entre as faixas que viralizam, somente 0,17% conseguem manter pelo menos 90% desse volume de streams por três meses. O número cai ainda mais quando o período analisado chega a seis meses: apenas 0,11% continuam com desempenho semelhante.

Os dados levam a uma conclusão que contraria parte da lógica dominante nas redes sociais e no marketing digital: crescimento explosivo nem sempre se traduz em valor de longo prazo.

Crescimento gradual gera catálogos mais duráveis

Report da Duetti mostra que artistas com concentração de ouvintes em um país têm catálogo durável (Crédito: Reprodução)

Outro ponto central do relatório é a comparação entre dois tipos de trajetória de streaming. De um lado estão músicas que crescem rapidamente em poucos meses. Do outro, faixas que avançam de forma gradual ao longo do tempo.

A análise aponta que músicas com crescimento constante ao longo de seis meses têm 60% mais chances de gerar um catálogo durável. Já aquelas que registram crescimento acelerado em três meses tendem a produzir ganhos mais curtos.

Para o estudo, um catálogo durável é aquele que perde menos de 10% de streams por ano. Ou seja, são repertórios que continuam sendo consumidos mesmo anos depois do lançamento. Na prática, isso significa que o streaming de longo prazo tem peso maior do que o pico de audiência imediato.

Estratégia de lançamento também influencia resultados

Marketing musical

O relatório analisou o impacto do momento do lançamento das músicas. Em alguns gêneros, a época do ano em que uma faixa chega às plataformas pode alterar a probabilidade de sucesso.

No hip-hop, músicas lançadas na primavera têm 1,4 vez mais chances de gerar um catálogo durável do que aquelas lançadas no inverno. No dance e eletrônico, essa diferença sobe para 1,7 vez.

Já no universo do indie e do alternative, o verão aparece como a melhor janela. Faixas lançadas nesse período têm 2,2 vezes mais probabilidade de alcançar resultados consistentes ao longo do tempo.

Em outros gêneros, a lógica se inverte. No gospel e na música cristã, lançamentos no inverno têm 2,5 vezes mais chances de sucesso do que no outono. No country e no gênero americana, a vantagem também aparece no inverno, com 1,7 vez mais probabilidade em comparação com o verão.

Frequência de lançamentos impacta a receita

Outro fator analisado no relatório é a regularidade de lançamentos. Segundo a Duetti, artistas independentes que lançam pelo menos três músicas por ano registram receita média 18% maior por faixa no primeiro ano após o lançamento.

O estudo também aponta um papel importante dos álbuns dentro dessa estratégia. Os artistas que lançam pelo menos um álbum por ano tiveram receita média 16% maior por faixa em comparação com aqueles que trabalham apenas com singles.

A leitura sugerida pelos dados é que manter o catálogo ativo ajuda o algoritmo e o público a continuar descobrindo novas músicas.

Audiência concentrada e YouTube ajudam no longo prazo

YouTube na tela de um celular
(Crédito: Free Stocks)

O relatório também identifica padrões relacionados à audiência. Artistas com grande parte dos ouvintes concentrados em um único país têm 50% mais chances de construir um catálogo durável.

Outro indicador relevante aparece nas plataformas digitais. O estudo mostra que artistas que apresentam crescimento primeiro no YouTube têm 16% mais chances de alcançar estabilidade de longo prazo no streaming.

Para a Duetti, isso sugere que o vídeo continua sendo um motor importante para descoberta musical e construção de público. No conjunto, os dados apontam para um cenário em que consistência, estratégia de lançamento e conexão com a audiência podem pesar mais do que um pico viral momentâneo.

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