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“Dominguinho Vol. 2”: João Gomes, Mestrinho e Jota.pê lançam novo álbum pela Sony Music Brasil após vitória no Latin Grammy

O trio Dominguinho ganha um novo capítulo nesta quinta-feira (7) com o lançamento de “Dominguinho Vol. 2”, álbum de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê que chega às plataformas digitais pela Sony Music Brasil. O disco sucede o projeto vencedor do Latin Grammy 2025 na categoria Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras e […]

Dominguinho 2Dominguinho 2 é lançado via Sony Music Brasil


O trio Dominguinho ganha um novo capítulo nesta quinta-feira (7) com o lançamento de “Dominguinho Vol. 2”, álbum de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê que chega às plataformas digitais pela Sony Music Brasil. O disco sucede o projeto vencedor do Latin Grammy 2025 na categoria Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras e marca uma etapa mais estruturada para o encontro entre os três artistas.

Com 12 faixas, o álbum mantém a proposta de cruzar repertórios, sotaques e referências sem transformar essa mistura em exercício de estilo. A base segue no diálogo entre o forró, o samba, o piseiro e a música popular brasileira, mas o novo volume aponta para uma leitura mais madura do formato. O trio usa o repertório para mostrar como essas linguagens já se encontram no cotidiano musical do país.

Gravado no Pelourinho, em Salvador, “Dominguinho Vol. 2” também carrega o peso simbólico do lugar escolhido para o registro. O bairro, um dos cartões culturais da capital baiana, ajuda a situar o projeto em um Brasil de memória, festa, rua e tradição popular, sem deixar o álbum preso a uma ideia nostálgica.

Um encontro que cresceu depois do Latin Grammy

Dominguinho chega ao segundo volume depois de transformar um encontro de estúdio em um projeto de grande escala. Em um ano, o trio levou o repertório para shows nas cinco regiões do Brasil, passou por palcos de festivais como o Festival de Verão Salvador e o Rock The Mountain, realizou turnê internacional com datas nos Estados Unidos e na Europa, e celebrou o primeiro aniversário do álbum com uma apresentação para mais de 50 mil pessoas no Allianz Parque, em São Paulo. 

A trajetória ajuda a explicar por que “Dominguinho Vol. 2” nasce com outro peso: não como uma simples continuação, mas como o desdobramento de um trabalho que saiu do registro afetivo entre João Gomes, Mestrinho e Jota.pê para ocupar estádios, festivais e mercados fora do Brasil. 

A vitória no Latin Grammy deu ao Dominguinho uma visibilidade maior dentro e fora do circuito regional brasileiro. A premiação colocou o projeto em uma prateleira de reconhecimento internacional, mas o ponto mais interessante deste segundo volume está menos no troféu e mais no que ele permite: uma continuidade com mais escala, distribuição e atenção de mercado.

A chegada da Sony Music Brasil ao lançamento indica essa mudança de fase. Para um projeto que parte de gêneros muitas vezes tratados de forma segmentada pela indústria, a parceria com uma grande gravadora pode ajudar a levar o repertório a novos públicos sem descaracterizar sua origem. É um movimento que conversa com a valorização recente de artistas brasileiros que transitam entre música de raiz, sonoridades populares e leitura contemporânea de palco e streaming.

Nesse contexto, João Gomes aparece em um momento de consolidação para além do piseiro que o projetou nacionalmente. Mestrinho, com sua sanfona, funciona como um eixo musical que liga tradição, arranjo e repertório. Já Jota.pê traz uma assinatura melódica mais próxima da canção brasileira, o que ajuda o trio a fugir de uma leitura única de regionalidade.

Pelourinho, repertório popular e novas leituras

“Dominguinho 2” foi gravado no Pelourinho (Crédito: Divulgação)

O álbum reúne composições de nomes como Dorgival Dantas e Petrúcio Amorim, dois autores ligados diretamente ao imaginário afetivo do forró e da música nordestina. Essa escolha ajuda a sustentar o vínculo do projeto com a tradição, mas o repertório também aposta em deslocamentos curiosos, especialmente nas releituras.

Entre elas estão “As Quatro Estações”, eternizada por Sandy & Junior, e “Se Ela Dança Eu Danço”, hit de MC Leozinho. A presença dessas faixas mostra uma das chaves do Dominguinho: tirar músicas de seus contextos originais e recolocá-las em outro ambiente sonoro, com sanfona, vozes e arranjos que aproximam memórias pop, baile, romantismo e música de raiz.

O disco abre com “Deusa Minha”, faixa que apresenta o tom mais poético do projeto. “Verão Sem Calor” segue por um caminho mais contido, enquanto “Ligação Estranha” carrega a marca autoral de Dorgival Dantas. Já “Dois Mundos”, composição de Mestrinho, funciona como uma síntese da proposta do álbum, ao aproximar universos diferentes dentro de uma mesma leitura musical. Outro ponto de destaque é o medley “A Vida é Você / Parte da Minha Vida”, que aposta em uma camada mais afetiva.

O peso de um projeto popular com ambição artística

A força de Dominguinho está justamente em não tratar o popular como algo menor. O projeto entende que músicas conhecidas, repertórios regionais e referências sentimentais podem conviver com arranjos cuidadosos e escolhas de produção mais refinadas. Para o mercado, aponta para um formato com ainda mais potencial de circulação em festivais, plataformas, premiações e projetos audiovisuais.

Esse equilíbrio é importante porque parte da indústria ainda separa música regional, música pop e música de prestígio em gavetas que nem sempre dialogam. “Dominguinho Vol. 2” vai no caminho contrário: mostra que a conexão entre tradição e presente pode ter apelo popular sem perder densidade musical.

No fim, o lançamento posiciona João Gomes, Mestrinho e Jota.pê como um trio capaz de transformar afinidade artística em projeto de carreira. Depois do reconhecimento no Latin Grammy, o novo volume chega para provar que o encontro não foi um episódio isolado, mas uma linguagem em construção.

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