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Djo, de “Stranger Things”, assume aura de rockstar em estreia no Brasil

Se alguém ainda tinha dúvidas de que Joe Keery sabia sustentar um alter ego musical, o Lollapalooza 2026 tratou de resolver isso rapidinho. Sob o nome de Djo, o ator de “Stranger Things” fez sua estreia no Brasil com um show que começou quase como um segredo e terminou como um transe coletivo. Sem explosão […]

Djo, de “Stranger Things”, assume aura de rockstar em estreia no Brasil


Se alguém ainda tinha dúvidas de que Joe Keery sabia sustentar um alter ego musical, o Lollapalooza 2026 tratou de resolver isso rapidinho. Sob o nome de Djo, o ator de “Stranger Things” fez sua estreia no Brasil com um show que começou quase como um segredo e terminou como um transe coletivo.

Sem explosão ou intro grandiosa: Keery simplesmente entrou. Caminhando tranquilo, guitarra em mãos, com uma aura tímida que contrastava totalmente com a ideia clássica de “rockstar”. Por alguns segundos, o público ficou em dúvida — “é ele?”, “quem é?” — até que a primeira nota ecoou e a voz entregou tudo.

A banda foi surgindo aos poucos, ocupando o palco como quem monta um quebra-cabeça ao vivo. Só na metade da primeira música o grupo estava completo. Mas bastou isso para o clima virar: na segunda faixa, já dava pra ver um mar de gente se formando, leques batendo no ritmo e cabeças entrando na vibe psicodélica que ele propõe.

O som? Um rock/indie experimental cheio de camadas, synths e viagens sonoras, daqueles que não pedem atenção imediata, mas te puxam sem você perceber. Djo transita entre guitarra, teclado e violão com naturalidade. É um show que parece crescer aos poucos, sem pressa, como quem sabe exatamente onde quer chegar.

E talvez esteja aí o ponto: não é um espetáculo feito para impressionar de cara. Para alguns, pode soar como aquela “música de elevador”, presente, mas fácil de ignorar. Para outros (e muitos ali), é um convite hipnótico para sair do óbvio. Especialmente para quem estava no festival esperando nomes mais explosivos como Tyler, the Creator, o set de Djo funcionou como um respiro diferente.

O grande ápice do set veio guardado para o final. Quando os primeiros acordes de “End of Beginning” começaram a soar, o clima mudou completamente: o que já era envolvente virou catarse. A faixa, uma das mais queridas do projeto de Djo, foi recebida em coro por um público que, a essa altura, já estava totalmente entregue.

No fim, o que parecia discreto demais para um debut acabou se transformando em uma performance cheia de personalidade. E deixou claro que Joe Keery não está só brincando de música — ele está construindo um universo próprio, um show de cada vez.





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