O quarto projeto solo do cantor e compositor britânico Harry Styles, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally”, chegou aos ouvidos dos especialistas em música e ganhou suas primeiras críticas nesta quarta-feira (04), dois dias antes de seu lançamento nas plataformas digitais.
O sucessor de “Harry’s House” (2022), vencedor do Grammy de Álbum do Ano, foi recebido de maneira morna. Alguns dos maiores veículos de cultura e entretenimento do Brasil e do mundo revelaram que o disco é “experimental”, “ambicioso” e “deliciosamente estranho”, ao mesmo tempo que é “sutil”.
A maioria dos textos afirmou que, apesar do título, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” subverte as expectativas e não entrega tanto “disco”, mas deixa os vocais em segundo plano e destaca fortemente o instrumental de seu repertório.
Leia trechos:
Rolling Stone
“Deliciosamente estranho, muitas vezes encantador e consistentemente fascinante. ‘Kiss All the Time. Disco, Occasionally’ é mais sensorial. A voz de Styles às vezes fica em segundo plano nas faixas, filtrada ou submersa na mixagem. E embora haja refrões cativantes — muitos deles —, às vezes eles também ficam em segundo plano em relação às batidas graves, aos ritmos, aos movimentos e às vibrações que são ‘sujas’ de maneiras sonoras e eróticas. São músicas mais voltadas para o ‘ser’ do que para o ‘significado’, para a ‘experiência’ do que para o ‘ego’.”
The Guardian
“O novo disco de Styles é suave, sutil e agradável – mas, apesar do título, tem um problema sério com as palavras. Ele descreveu as letras como ‘um diário’ sobre sua vida entre este álbum e o anterior, grande parte dela aparentemente vivida na Itália. Mas, se for esse o caso, parece ser um diário mantido em código, para que ninguém descubra sobre o que ele está realmente falando. […] Ocasionalmente, você se pega buscando significados.”
Variety
“Inicialmente, os fãs podem receber este álbum com confusão ou entusiasmo hesitante, pois talvez não seja o que sonhavam ou esperavam. Mas será que realmente queremos o mesmo presente de aniversário todos os anos? ‘Kiss All the Time. Disco, Occasionally’ é, na verdade, o oposto de seu oponente na ‘rivalidade ardente’ do pop de 2026: o novo álbum de Bruno Mars, que entrega — imediatamente e de bandeja — o que a maioria de seus fãs presumivelmente desejava. Styles poderia ter feito isso facilmente, mas, artisticamente, ele pode estar tentando jogar um outro jogo, com canções que levam mais tempo para serem assimiladas.”
Folha de S.Paulo
“É legal ver um artista do tamanho dele se arriscando e se divertindo e fazendo algo novo, mas ainda precisa se livrar de algumas amarras da fama adolescente e do estrelato pop para que sua música tenha o impacto que ele busca entregar. Ouvir esse álbum é como ver uma pessoa dançando timidamente nas beiradas de uma pista, como quem pede permissão. Pode se soltar, Harry.”
Estadão
“É o conjunto de canções mais experimentais e ambiciosas da carreira do cantor britânico de 32 anos. […] Dá para perceber como as referências oitentistas que marcaram os trabalhos anteriores de Styles – de David Bowie a Stevie Nicks -, permanecem e se misturam com artistas citados entre as referências mais recentes do cantor, como o produtor britânico Jamie XX e o DJ alemão Fadi Mohem.”
Veja
“A música de abertura ‘Aperture’ – literalmente ‘abertura’, em inglês – já dita a atmosfera geral do álbum: explosivo na medida certa e com uma saudação ao eletrônico. Tudo isso feito de forma absolutamente sutil, com Styles juntando uma série de elementos que fazem do instrumental do álbum a sua parte mais interessante como os sons frenéticos e repetitivos ao fundo, os vocais abafados e com uma pitada de reverb, o BPM rápido e linhas de bateria intensas.”
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