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Dani Monteiro lança livro sobre criminalização do rap e do funk com participações de BK’, Ebony e MC Cabelinho

[ad_18] A deputada estadual Dani Monteiro lança o livro “MC Não é Bandido: Leituras do Real Brasil” no próximo sábado, dia 20 de junho, no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Lapa, Rio de Janeiro. A obra reúne relatos, reflexões e experiências sobre a criminalização da cultura periférica e favelada no Brasil. O projeto surge como […]

Dani Monteiro lança livro sobre criminalização do rap e do funk com participações de BK', Ebony e MC Cabelinho

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A deputada estadual Dani Monteiro lança o livro “MC Não é Bandido: Leituras do Real Brasil” no próximo sábado, dia 20 de junho, no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Lapa, Rio de Janeiro. A obra reúne relatos, reflexões e experiências sobre a criminalização da cultura periférica e favelada no Brasil.

O projeto surge como um desdobramento da campanha institucional de mesmo nome idealizada pela parlamentar. O livro traz textos de artistas, pesquisadores e ativistas que debatem o papel do hip-hop e do funk como ferramentas de transformação social.

A publicação de 156 páginas conta com textos de nomes atuantes na cena, como Raull Santiago, Tamiris Coutinho, Rico Mesquita, Lis MC, Ludmylla Soares dos Santos, DK47 e MC Nem. A obra busca traçar um panorama sobre a resistência cultural nas favelas brasileiras.

BK’, Ebony e MC Cabelinho assinam textos de apoio em livro de Dani Monteiro

O diálogo entre diferentes gerações da música urbana é reforçado pelas assinaturas de peso na estrutura do livro. MC Cabelinho e a pesquisadora Katiuscia Ribeiro assinam a orelha da edição, enquanto BK‘ e Ebony são os responsáveis pelos textos da contracapa.

Como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Monteiro aponta que a criminalização de manifestações populares é um processo histórico no país.

“O livro nasce da necessidade de afirmar algo que deveria ser evidente: cultura popular não é e não pode ser tratada como caso de polícia. Durante muitos anos, artistas das favelas foram perseguidos, censurados e criminalizados por produzirem arte”, afirmou a deputada. Ela relembrou que esse processo também atingiu manifestações como o samba e o jongo antes de chegar ao rap e ao funk. “Esta obra reúne vozes que vivem na pele essa realidade e mostra como o rap e o funk produzem arte, conhecimento e pertencimento”, concluiu.

Evento de lançamento na Lapa terá batalha de rimas com DK47 e Rico Mesquita

O lançamento do livro faz parte da programação de aniversário de 15 anos da Editora Oficinar. O evento acontece no Centro Cultural Cortiço Carioca, a partir das 17h30, e conta com sessão de autógrafos, debates e roda de samba.

A programação cultural também terá uma batalha de rimas com a presença confirmada de Rico Mesquita e DK47. Os ingressos para a celebração estão disponíveis na plataforma Sympla.

Dani Monteiro ressalta que o objetivo da publicação vai além de registrar as denúncias de perseguição policial e judicial contra os artistas periféricos. A parlamentar defende a valorização da cultura urbana como patrimônio.

“Mais do que denunciar a criminalização das nossas expressões culturais, queremos afirmar seu valor para a sociedade brasileira. A cultura produzida nas favelas e periferias é patrimônio cultural, instrumento de cidadania e um dos grandes motores da economia criativa fluminense”, declarou a autora. A parlamentar destacou que o hip-hop, o funk, a poesia, a dança e o grafite geram oportunidades e transformam territórios. “Este livro é uma celebração dessa potência coletiva e um registro da contribuição que artistas periféricos oferecem diariamente à cultura, à democracia e ao futuro do nosso país. Reunir textos de pessoas que admiro tanto foi uma honra e uma responsabilidade enorme”

Campanha institucional contra a criminalização do funk e do rap no Rio de Janeiro

A discussão proposta no livro consolida as ações da campanha “MC Não é Bandido”, que atua na defesa dos direitos dos profissionais da música urbana nas favelas do Rio de Janeiro. O movimento ganhou força nos últimos anos em resposta a casos de censura e prisões de artistas do funk e do rap fluminense. O debate sobre a liberdade de expressão artística nas periferias tem sido pauta frequente no Legislativo estadual 🔗 Link interno: criminalização do funk.

A publicação busca servir como documento histórico e pedagógico para desmistificar a associação entre a música periférica e a criminalidade. O volume reúne ensaios de diferentes gerações de ativistas e músicos fluminenses.

O lançamento de “MC Não é Bandido” ocorre em um momento de expansão do mercado da música urbana no Rio de Janeiro, consolidando o funk e o hip-hop como pilares da economia criativa do estado. A distribuição do livro será feita pela Editora Oficinar durante o evento na Lapa.

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