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Coca-Cola e Pedro Sampaio detalham a construção do remix latino de “JUMP” para a Copa de 2026

A Copa do Mundo nunca foi apenas um evento esportivo. Para marcas globais, gravadoras, plataformas, artistas e patrocinadores, o torneio funciona como uma das maiores vitrines culturais do planeta, capaz de transformar uma música, uma campanha ou uma ativação em memória coletiva. É nesse território que a Coca-Cola posiciona “JUMP”, nova versão do clássico do […]

Pedro Sampaio e Coca-Cola se unem em remix para a Copa (Crédito: Steff Lima)


A Copa do Mundo nunca foi apenas um evento esportivo. Para marcas globais, gravadoras, plataformas, artistas e patrocinadores, o torneio funciona como uma das maiores vitrines culturais do planeta, capaz de transformar uma música, uma campanha ou uma ativação em memória coletiva. É nesse território que a Coca-Cola posiciona “JUMP”, nova versão do clássico do Van Halen criada como hino da marca para a Copa do Mundo da FIFA 2026™, com J Balvin, Amber Mark, Travis Barker e Steve Vai, além de um remix regional assinado por Pedro Sampaio para a América Latina.

O lançamento já chegou às plataformas, mas a movimentação por trás dele revela uma estratégia maior do que a de uma música de campanha. A faixa foi lançada pela Real Thing Records, gravadora criada pela Coca-Cola em parceria com o Universal Music Group, e pela Capitol Records, o que coloca a marca em uma posição mais próxima da indústria musical, ainda que com uma função diferente da de uma gravadora tradicional.

A movimentação acontece em um momento em que a música ganha ainda mais peso dentro da estratégia da Copa de 2026. A FIFA anunciou o primeiro show de intervalo de uma final da Copa do Mundo, com Madonna, Shakira e BTS como co-headliners, curadoria de Chris Martin, do Coldplay, e produção da Global Citizen. O show acontecerá em 19 de julho de 2026, no New York New Jersey Stadium, e apoiará o FIFA Global Citizen Education Fund.

Esse contexto ajuda a explicar por que marcas e entidades esportivas tratam a música como parte central da experiência do torneio. A própria Coca-Cola já construiu uma história nesse território, com hinos associados a outras edições da Copa, como “Wavin’ Flag”, de K’naan, em 2010, “The World Is Ours”, de David Correy, em 2014, “Colors”, de Jason Derulo, em 2018, e uma versão de “A Kind of Magic”, do Queen, em 2022.

A música como plataforma de conexão cultural

Para Eduardo Rubinstein, diretor de entretenimento e cultura da Coca-Cola Brasil, a música deixou de ser apenas um recurso de comunicação para ocupar uma função mais estrutural dentro da marca.

“A música sempre teve um papel muito forte na história da Coca-Cola, mas hoje ela ocupa um espaço ainda mais estratégico: ela é uma plataforma de conexão cultural. Mais do que apoiar artistas ou associar a marca ao entretenimento, nosso objetivo é participar de conversas e movimentos que já fazem parte da vida das pessoas. Quando a Real Thing Records foi criada globalmente, não pensamos em atuar como uma gravadora tradicional. A proposta é usar a força global da Coca-Cola para aproximar culturas, estimular colaborações e criar experiências com relevância genuína para diferentes públicos. Ela surge justamente para que a marca pudesse desenvolver propriedade cultural de verdade, com continuidade e intenção”, afirma Eduardo.

Essa posição ajuda a entender a diferença entre uma campanha que usa música como trilha e uma operação em que a música se torna o próprio produto cultural. No caso de “JUMP”, a Coca-Cola parte de uma obra já reconhecível, associada ao repertório pop dos anos 1980, e tenta reposicioná-la para um novo ciclo de consumo, atravessado por streaming, redes sociais, experiências presenciais e futebol global.

A escolha também conversa com a natureza da Copa. “Jump” remete ao gesto físico da comemoração, ao pulo da torcida, à explosão do gol e à ideia de festa compartilhada. Ao mesmo tempo, a regravação permite que a marca trabalhe com memória afetiva e atualização sonora, dois elementos cada vez mais usados por marcas que buscam circular entre públicos de diferentes idades e territórios.

“A força de uma campanha global hoje está na capacidade de construir conexões reais em diferentes culturas sem perder uma direção criativa comum. Existe uma essência emocional e estratégica que conecta todos os mercados, mas ela precisa ganhar interpretações que façam sentido dentro da linguagem e da dinâmica cultural de cada público. Na música, isso acontece por meio dos artistas, dos ritmos e das referências culturais que já têm relevância genuína para as pessoas. O papel da marca é criar espaço para que essas diferentes expressões culturais coexistam de forma autêntica, mantendo uma conexão clara com a mensagem central da campanha”, diz Eduardo.

Como adaptar uma campanha global para a América Latina

Eduardo Rubinstein, diretor de entretenimento e cultura da Coca-Cola Brasil (Crédito: Divulgação)

É nesse ponto que entra a versão de Pedro Sampaio. O remix foi pensado para toda a América Latina, não apenas para o Brasil, e busca traduzir a energia da região por meio de uma combinação entre funk, pop, música eletrônica e elementos latinos. A decisão revela uma leitura de mercado importante: em campanhas globais, localização não significa apenas tradução de idioma, mas adaptação de ritmo, comportamento, consumo e identificação cultural.

Para a Coca-Cola, Pedro ocupa um lugar estratégico por transitar entre pista, carnaval, baile, festivais, redes sociais e música pop. Essa circulação ajuda a transformar uma faixa global em algo mais próximo da experiência latino-americana de Copa, marcada por festa coletiva, intensidade emocional e presença da música em diferentes espaços, da rua ao estádio.

“O trabalho com o Pedro Sampaio representa muito bem essa lógica. Embora ele seja um artista brasileiro, sua música e sua linguagem têm uma capacidade de conexão muito forte com toda a América Latina. Tanto que o remix do hino que foi desenvolvido será utilizado em toda a região. Ele traduz a alegria coletiva, a paixão e a intensidade que fazem do futebol uma expressão cultural tão única para os latinos. No fim, o mais importante para nós é preservar o sentimento central da campanha, permitindo que cada mercado se aproprie dela de uma maneira culturalmente relevante”, afirma Eduardo.

Do lado artístico, Pedro Sampaio identifica uma diferença clara entre criar uma faixa autoral e trabalhar em uma música-tema ligada a uma campanha global. O ponto de partida muda, porque existe uma encomenda, uma estratégia de marca e um calendário esportivo. Ainda assim, para o artista, o desafio é fazer com que a música não perca sua verdade.

“Geralmente, o meu processo criativo começa de forma solitária, a partir de uma ideia ou referência. Como produtor da minha obra, tenho essa autonomia de determinar sozinho os caminhos que uma música vai percorrer até ficar pronta, inclusive na curadoria de possíveis participações. O processo criativo de uma música-tema de campanha é um pouco diferente, porque começa a partir de uma encomenda, mesmo eu tendo liberdade criativa. A verdade é que, independentemente de estar produzindo um lançamento próprio ou uma música para uma campanha, sempre coloco a mesma paixão, intenção e cuidado nos meus trabalhos, sabe? Tudo que produzo tem que vir com a minha verdade e precisa criar conexão genuína para as pessoas”, afirma Pedro.

Essa preocupação é central para projetos musicais de marca. O público identifica rapidamente ações artificiais, e por isso a música precisa funcionar fora do contexto publicitário. Ela pode nascer de uma campanha, mas precisa circular como faixa, ser apropriada por fãs, ganhar uso em vídeos, festas, transmissões e momentos espontâneos. Caso contrário, vira apenas peça de mídia.

O funk como linguagem de exportação

O remix também se conecta a uma discussão maior sobre o espaço do funk brasileiro no mercado internacional. Nos últimos anos, o gênero deixou de aparecer apenas como um som localizado e passou a atravessar palcos, remixes e repertórios de artistas globais. Para Pedro, esse movimento não começou agora, mas chegou a um ponto em que o funk já pode ser entendido como linguagem exportável.

“É um processo que tem rolado já há alguns anos. Em 2021, por exemplo, a Cardi B usou o remix de funk que fiz de ‘WAP’ no palco do Grammy Awards. Naquele momento, ver esse ritmo, nosso, no palco da maior premiação de música do mundo, parecia inimaginável e distante. Mas aconteceu e vejo isso como indício do protagonismo cultural que a gente vem conquistando. Pouco tempo depois, a Rihanna incluiu momentos de funk em um dos maiores eventos esportivos e de entretenimento do mundo. E, hoje, o funk já está presente numa diversidade de espaços: da cena eletrônica à alternativa, mas também no mainstream, em álbuns de gente enorme, como Madonna e Beyoncé”, diz Pedro.

No remix de “JUMP”, essa leitura aparece de forma prática. Pedro não trata o funk apenas como assinatura brasileira, mas como uma ferramenta de conexão com a América Latina. Por isso, também incorporou elementos de reggaeton, criando uma ponte com outras cenas musicais do continente. A escolha aponta para um desafio comum em campanhas regionais: representar um território diverso sem reduzir sua identidade a uma fórmula única.

“Produzi o remix de ‘Jump’ com a Coca-Cola pensando na América Latina e já nesse contexto atual, em que o funk pode ser enxergado como uma potência cultural global, que não vai dialogar só com brasileiros, mas com o continente todo. Trouxe também elementos de reggaeton, para deixar esse diálogo latino ainda mais forte. A Copa do Mundo é uma experiência coletiva de união e a música reflete essa força”, afirma Pedro.

Quando marca vira produtora de experiência cultural

Pedro Sampaio (Crédito: Steff Lima)
Pedro Sampaio (Crédito: Steff Lima)

Para a Coca-Cola, esse tipo de projeto também responde a uma mudança no papel das marcas dentro do entretenimento. Não basta patrocinar um evento ou aparecer em uma transmissão. A disputa agora passa por criar ativos próprios, capazes de circular por conta própria e gerar associação cultural para além do período de mídia paga.

“Hoje, atenção cultural é um dos ativos mais valiosos para qualquer marca. Acreditamos que relevância cultural não se constrói apenas produzindo conteúdo, se constrói participando de maneira legítima dos interesses, emoções e experiências que já mobilizam as pessoas, e a música é um dos territórios mais poderosos para isso. A diferença da Coca-Cola está justamente na intenção de gerar valor para o ecossistema criativo, e não apenas visibilidade para a marca. Quando investimos em música, buscamos apoiar artistas e desenvolver projetos que tenham força própria, capazes de gerar conexão emocional genuína com o público”, diz Eduardo.

Essa estratégia também conversa com o modo como grandes eventos esportivos passaram a ser empacotados como produtos de entretenimento. A Copa de 2026 será realizada em três países, Estados Unidos, México e Canadá, e já vem sendo cercada por ações que unem futebol, música, impacto social, marcas e mídia global. A decisão da FIFA de criar um show de intervalo na final indica esse movimento de forma clara, ao aproximar o torneio de uma lógica já consolidada no Super Bowl.

No caso da Coca-Cola, a Real Thing Records funciona como um instrumento para dar continuidade a essa presença. A marca não se posiciona como concorrente de plataformas ou gravadoras tradicionais, mas como uma companhia interessada em criar experiências musicais com escala global e leitura local. A diferença é sutil, mas importante: a música não é tratada apenas como publicidade, e sim como linguagem de relacionamento.

“Não existe a ambição de competir com plataformas de streaming ou com a indústria musical tradicional. O nosso papel é outro: usar o alcance e a potência cultural da Coca-Cola para aproximar pessoas por meio da música e criar experiências que sejam relevantes, compartilháveis e verdadeiras. A música tem essa capacidade única de unir comunidades, atravessar fronteiras e transformar momentos culturais em experiências coletivas. Buscamos participar da cultura de uma maneira mais ativa e relevante, não interrompendo conversas, mas contribuindo para elas e ajudando a criar experiências que as pessoas realmente queiram viver e compartilhar”, afirma Eduardo.

O desafio de transformar “JUMP” em experiência coletiva

Para Pedro, o equilíbrio entre respeitar uma música tão reconhecida e imprimir uma assinatura própria passa pela relação com a multidão. Sua obra já costuma buscar esse ponto de catarse, seja no baile, no carnaval ou em grandes shows. Ao levar essa linguagem para uma faixa ligada à Copa do Mundo, o artista tenta deslocar a memória de “JUMP” para um ambiente de comunhão popular.

“Sou um cara da multidão. A minha música tem muito disso, de refletir essa catarse de experiências coletivas. Geralmente eu trago essa vibe pra um lugar de baile funk, de carnaval. Com ‘Jump’, adaptei esse clima à energia de comunhão entre pessoas, que é mega característica da Copa do Mundo aqui no Brasil”, afirma Pedro.

O remix latino de “JUMP” mostra que a Copa de 2026 será disputada também fora de campo, em playlists, campanhas, palcos, redes sociais e ativações de marca. Para artistas, projetos desse tipo podem abrir portas em mercados mais largos, desde que a identidade musical não seja diluída pelo formato publicitário. Para marcas, o desafio é ainda maior: não basta ocupar espaço no calendário do futebol, é preciso criar algo que o público reconheça como parte da experiência.

No caso da Coca-Cola, a música não entra como acessório da campanha, mas como o caminho para transformar patrocínio em presença cultural. E, ao convocar Pedro Sampaio para adaptar “JUMP”, a marca também reconhece que uma campanha global só ganha força quando encontra sotaques, ritmos e códigos capazes de fazer sentido em cada território.

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