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Bebe Rexha traz cultura albanesa e críticas ao corpo em disco

Com o disco “Dirty Blonde” lançado em junho passado, Bebe Rexha iniciou uma nova fase em sua carreira e vida. O álbum, que passeia por diferentes estilos e referências pessoais, representa um momento de autoconhecimento e liberdade para a cantora: “Um verdadeiro renascimento”, disse a mesma em entrevista ao Papelpop à época da divulgação. No […]

(Foto: Divulgação)


Com o disco “Dirty Blonde” lançado em junho passado, Bebe Rexha iniciou uma nova fase em sua carreira e vida.

O álbum, que passeia por diferentes estilos e referências pessoais, representa um momento de autoconhecimento e liberdade para a cantora: “Um verdadeiro renascimento”, disse a mesma em entrevista ao Papelpop à época da divulgação.

No bate-papo, a artista falou sobre como lida com as críticas constantes de aparência e revelou por que apostou em um álbum visual.

Papelpop —Antes de tudo, como está sendo voltar com uma nova era?

Bebe Rexha — Estou muito feliz, muito animada. Sinto como se tivesse ressuscitado. Estou de volta à vida. Passei um tempo em que parecia estar vivendo por aparelhos, mas agora estou de volta.

PP — “Dirty Blonde” é um título marcante. Por que escolheu esse nome?

BR — Acho que ele representa muito mais um sentimento do que qualquer outra coisa. Para mim, significa me aceitar completamente, sem pedir desculpas. Abraçar todos os meus lados: os bagunçados, os fortes, os sensuais, os vulneráveis. Quis reunir toda a minha história — o bom, o ruim, o feio e o bonito. Esse título resume tudo isso.

PP — O álbum tem uma energia bem dançante, mas também traz letras muito pessoais. Nos últimos anos, você enfrentou muitos comentários sobre seu corpo e sua aparência. Isso acabou influenciando o disco?

BR — Chega um momento da vida em que você entende que a pessoa mais importante para aceitar quem você é… é você mesma. Quando você é uma figura pública, as pessoas sempre vão falar. Se não quiser que falem de você, então não seja famoso. Faz parte desse universo. Hoje eu sei quem eu sou, conheço minha história e amo quem me tornei.

PP — Uma das músicas que mais chama atenção é “Çike Çike”, em que você canta em albanês. Como surgiu essa ideia?

BR — Queria trazer um pedaço da minha cultura para o álbum. Cresci em uma família totalmente albanesa e sempre adorei essa expressão. Quando o DJ Snake me enviou a batida, a ideia simplesmente apareceu. Esse álbum inteiro reúne diferentes partes da minha trajetória: tem um pouco da cultura albanesa, do pop rock, da música dance, das influências rítmicas… até uma faixa com elementos de country.

PP — Você também preparou um álbum visual, algo que muitos artistas deixaram de fazer. Por que isso ainda é importante para você?

BR — Acho que depende muito de onde você está no mundo, mas, para mim, faço isso principalmente pelos fãs mais dedicados. Quero entregar algo especial para eles. Gravamos 13 vídeos em apenas três dias. Foi muito trabalho, mas também muito divertido criar universos diferentes para cada música.

PP — Você acredita que esses visuais ajudam o público a compreender melhor o álbum?

BR — Com certeza. Hoje em dia as pessoas consomem tudo muito rápido. Eu adoro quando assisto a um clipe e penso: ‘Nossa, agora gostei ainda mais dessa música’ ou ‘Agora entendi exatamente o que ela quis dizer’. Vivemos em um mundo extremamente visual. Se os artistas que eu amo lançassem um videoclipe para cada faixa, eu assistiria todos.

PP — Depois de tantos sucessos, o que ainda te motiva a continuar criando e se reinventando?

BR — Eu simplesmente amo música. É isso. Nunca sabemos o que esperar e essa possibilidade de se reinventar o tempo todo é maravilhosa. A vida não tem regras. Você só para quando quiser parar. Enquanto continuar sendo divertido, vou continuar fazendo música. Amo meus fãs e amo esse processo.

PP — Quando olhar para “Dirty Blonde” daqui a dez anos, o que espera enxergar?

BR — Espero ver este álbum como o meu renascimento. Não apenas diante do público, mas para mim mesma. Um momento em que finalmente passei a ocupar meu espaço e mostrar quem realmente sou. Quero que os fãs antigos, os novos e todas as pessoas que conhecerem esse trabalho possam entrar no meu mundo e caminhar comigo pelos próximos capítulos da minha vida.

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“Dirty Blonde” já está disponível em todas as plataformas digitais. Ouça:

 





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