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Advogado de Keffe D é encontrado morto em Las Vegas

Michael Sanft, advogado que representou Duane “Keffe D” Davis no julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur, morreu aos 55 anos em Las Vegas, nos Estados Unidos. O corpo do profissional foi encontrado em sua residência na manhã de sexta-feira (6 de novembro). A morte foi confirmada pelo Instituto Médico-Legal do Condado de Clark, e a […]

Advogado de Keffe D é encontrado morto em Las Vegas


Michael Sanft, advogado que representou Duane “Keffe D” Davis no julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur, morreu aos 55 anos em Las Vegas, nos Estados Unidos. O corpo do profissional foi encontrado em sua residência na manhã de sexta-feira (6 de novembro). A morte foi confirmada pelo Instituto Médico-Legal do Condado de Clark, e a causa ainda não foi divulgada.

De acordo com informações publicadas pelo Las Vegas Review-Journal e FOX5 Vegas, a polícia informou que, inicialmente, não havia indícios de circunstâncias suspeitas. Michael Sloan, amigo próximo do advogado, confirmou a morte e lamentou a perda. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre as circunstâncias do caso.

A morte de Sanft aconteceu poucos dias depois de um importante movimento no processo envolvendo a morte de Tupac. Em 30 de outubro, o advogado havia formalizado a intenção de recorrer da condenação de Davis, aproximadamente uma semana antes de ser encontrado morto.

Advogado contestou condenação de Keffe D

Michael Sanft ganhou projeção nacional nos Estados Unidos ao assumir a defesa de Duane “Keffe D” Davis, acusado de planejar o ataque que terminou com a morte de Tupac Shakur em 1996. O advogado integrou a equipe de defesa durante o julgamento realizado em Las Vegas e representou Davis sem cobrar honorários, em um trabalho pro bono.

Davis foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau em agosto de 2026. Em 13 de outubro, recebeu uma sentença de 40 anos à prisão perpétua, tornando-se a primeira pessoa condenada criminalmente pelo assassinato do rapper.

Durante o julgamento, Sanft questionou a consistência das provas apresentadas pela acusação e criticou o tempo utilizado pelo júri para chegar ao veredito. Os jurados deliberaram por aproximadamente três horas antes de considerar Davis culpado.

Em entrevista à CBS News, após a decisão, o advogado afirmou que os jurados poderiam ter chegado ao julgamento com opiniões previamente formadas sobre seu cliente. Também contestou a ausência de evidências físicas que, segundo sua avaliação, comprovassem diretamente a participação de Davis no ataque.

“Não há provas concretas que sustentem a condenação”, declarou Sanft, em entrevista.

O advogado também havia afirmado à FOX5 Vegas que pretendia continuar trabalhando no caso e buscar a reversão da decisão judicial. O recurso formalizado em 30 de outubro representava a continuidade dessa estratégia.

Caso Tupac teve primeiro condenação quase 30 anos depois de sua morte

Tupac Shakur foi baleado em 7 de setembro de 1996, durante um ataque a tiros em Las Vegas. O rapper estava em um veículo conduzido por Marion “Suge” Knight, fundador da Death Row Records, quando um Cadillac branco se aproximou e disparou contra o automóvel.

O artista foi atingido por quatro tiros e morreu seis dias depois, em 13 de setembro, aos 25 anos. Durante décadas, o assassinato permaneceu sem uma condenação criminal.

A investigação ganhou um novo capítulo em 2023, quando Duane Davis foi preso. Conhecido como “Keffe D”, ele havia feito declarações públicas sobre o episódio, inclusive em entrevistas e no livro Compton Street Legend. A acusação utilizou declarações atribuídas a Davis para sustentar que ele participou do planejamento do ataque.

Os promotores apontaram que Davis organizou a ação após um confronto envolvendo seu sobrinho, Orlando Anderson, e integrantes do grupo de Tupac em um cassino de Las Vegas, na noite do crime.

A defesa, por sua vez, argumentou que Davis havia apresentado versões contraditórias ao longo dos anos e que suas declarações não deveriam ser consideradas provas suficientes para uma condenação.

Com a morte de Michael Sanft, o processo de recurso apresentado em nome de Davis passa a ter um novo desdobramento, enquanto o caso que marcou a história do hip-hop continua repercutindo quase três décadas depois da morte de Tupac Shakur.



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