O Spotify fechou o terceiro trimestre de 2026 com o montante de 306 milhões de assinantes Premium no streaming, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Esse é o principal dado do relatório Q3 2026 Earnings, divulgado nesta quinta-feira (22) no blog da plataforma, o Spotify Newsroom. Desses 306 milhões que utilizam dos recursos da assinatura, aproximadamente 73,44 milhões concentram-se na América Latina, que representa 24% do total global.
A plataforma também registrou aumento no número de usuários ativos mensais (MAUs). O streaming fechou o terceiro trimestre de 2026 com 788 milhões, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. 21% desses estão na América Latina – cerca de 165,48 milhões.

O relatório também apresenta um conjunto de dados que dizem respeito aos resultados financeiros do Spotify no mesmo período. O streaming registrou 16% de crescimento, em comparação ao ano anterior, de sua receita total, atingindo 5 bilhões de euros. A margem bruta melhorou 136 pontos-base em relação ao ano anterior, atingindo 33,0%. Já o lucro operacional bateu 672 milhões de euros.
“Este foi um trimestre em que cumprimos o que prometemos. Construímos um negócio sólido que continua a crescer exponencialmente, investimos quando vemos um caminho para o crescimento, nossos custos estão se moderando e ainda temos muito espaço para avançar… O Spotify não só desfruta de um engajamento líder no setor, como também conta com os fãs de música, podcasts e livros mais apaixonados e engajados do mundo em nossa plataforma. É por isso que continuamos a crescer e a ganhar participação de mercado. Cada vez que expandimos o conteúdo do Spotify, atraímos novos ouvintes e damos aos nossos ouvintes atuais mais motivos para voltar, praticamente todos os dias”, avaliou Alex Norström, co-CEO do Spotify, refletindo sobre o perfil engajado dos fãs de música que consomem o conteúdo da plataforma.

Spotify analisa potencial de crescimento na era dos agentes de IA
A plataforma, que divulgou nesta semana a remoção de mais de 50 milhões de faixas identificadas como “spam” do seu sistema de recomendações aos ouvintes, trouxe, em resumo do relatório publicado em seu blog, um posicionamento a respeito do impacto aos negócios em meio à era de uma crescente do uso de agentes de IA.
Na verdade, o Spotify se vê enquadrado “em uma das poucas categorias que realmente têm potencial para prosperar na era dos agentes“. “Isso porque os agentes são excelentes em substituir e cuidar de coisas que as pessoas preferem não fazer. As pessoas adoram se livrar de tarefas. Mas com o entretenimento é o oposto. Ninguém pede a um agente para ‘resumir uma música’. O objetivo de se livrar dessas tarefas é liberar ainda mais tempo para as coisas que você realmente gosta“, analisa Gustav Söderström, co-CEO do streaming.

Para o último trimestre de 2026, a plataforma prevê aprimorar a experiência do usuário, bem como a de criadores, através de novos recursos como o Perfil de Gostos, uma página em que o usuário poderá entender como o algoritmo lê seus gostos e influenciar no que será recomendado a ele mesmo, e o Notas da Playlist, por meio do qual o usuário poderá adicionar texto e pensamentos às playlists que criar.
“Continuamos a agregar valor para ouvintes, artistas, criadores e autores, expandindo os audiolivros para mais de 180 mercados até o final do ano, levando o Programa de Parcerias do Spotify para mais 35 mercados e lançando as Assinaturas para Criadores”, destaca o blog do Spotify em resumo ao Q3 2026 Earnings, que também foi disponibilizado na íntegra no site.
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