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UMG e Sony acionam Justiça e pressionam DistroKid a apresentar dados para processo contra Suno sobre músicas geradas por IA · Mundo da Música

Mais um capítulo na batalha judicial que a Universal Music Group e a Sony Music travam contra o Suno, um gerador de músicas por IA. Veio à tona, nesta segunda-feira (19), que as gravadoras entraram com um pedido, junto à Justiça Federal de Nova York, no último dia 14, para que a distribuidora DistroKid apresente […]

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Mais um capítulo na batalha judicial que a Universal Music Group e a Sony Music travam contra o Suno, um gerador de músicas por IA. Veio à tona, nesta segunda-feira (19), que as gravadoras entraram com um pedido, junto à Justiça Federal de Nova York, no último dia 14, para que a distribuidora DistroKid apresente uma série de documentos que supostamente poderiam servir como prova no processo contra o Suno.

O que a UMG e a Sony buscam, em suma, é provar o prejuízo que as músicas geradas por IA causam no mercado, sobretudo ao trabalho humano por trás da criação de músicas em processos que dispensam o uso massivo de Inteligência Artificial. O processo das gravadoras contra o Suno, que se encontra pendente em um tribunal federal em Massachusetts, já tramita desde 2024.

De acordo com o Music Business Worldwide, as gravadoras estão exigindo da DistroKid documentos que revelem a quantidade de gravações que a distribuidora entregou às plataformas, a quantidade de faixas que foram testadas para identificação do uso de IA, a quantidade de músicas que foram categorizadas como sendo geradas por IA, total ou parcialmente e, ainda, quantas dessas músicas foram atribuídas ao Suno, o principal alvo do processo.

Processo alega que a DistroKid entregou quase 12 milhões de faixas a uma mesma plataforma em 2026

Um detalhe do documento do processo que tem chamado atenção afirma que a DistroKid teria sido a responsável por distribuir quase 12 milhões de faixas a uma só plataforma entre março e setembro de 2026. A UMG e a Sony querem, então, conhecer as nuances por trás desses números, sobretudo quanto desse montante são de músicas geradas por IA.

As gravadoras exigem relatórios que apontem o fornecedor, a capacidade de identificar a origem das faixas e as análises de precisão, o que inclui falsos positivos. As empresas também desejam saber o total de reproduções e royalties das gravações identificadas pelo modelo como possivelmente geradas por IA. Modelo esse que a DistroKid se referiu, em resposta legal à intimação, como um “modelo de previsão” de terceiros que utiliza para testar gravações quanto à geração por IA.

UMG e Sony Music querem provar o prejuízo que músicas geradas por IA causam a criadores. (CRÉDITO: Unsplash)

DistroKid diz se vai colaborar com dados em processo movido pela UMG e Sony

A distribuidora alegou no último dia 16, em declaração à Billboard, que continuará cooperando com o processo e aproveitou para reiterar seu compromisso com a transparência de seus processos internos. A UMG e a Sony Music pedem que os documentos solicitados sejam entregues até 30 de outubro.

Em outro momento da batalha judicial, o Suno havia se declarado sobre a iniciativa das gravadoras alegando que o treinamento de seus modelos é realizado a partir de gravações protegidas por direitos autorais, classificando a operação como de “uso justo por excelência”, que é o principal argumento que embasa a defesa da companhia frente às acusações da UMG e da Sony Music.



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