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Live Nation rebate processo sobre bots de IA, mesmo motivo que levou Raye a rever estratégia de venda de ingressos · Mundo da Música

Atração do Lollapalooza Brasil 2027, que acontece em março, a cantora britânica Raye utilizou suas redes sociais para fazer uma denúncia, na terça-feira (13), após ser alvo de uma ação de cambistas. A artista alegou que bots de Inteligência Artificial foram usados por cambistas, o que inflou para 1,8 milhão o número de inscrições para […]

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Atração do Lollapalooza Brasil 2027, que acontece em março, a cantora britânica Raye utilizou suas redes sociais para fazer uma denúncia, na terça-feira (13), após ser alvo de uma ação de cambistas. A artista alegou que bots de Inteligência Artificial foram usados por cambistas, o que inflou para 1,8 milhão o número de inscrições para um show que ela fará no The Royal Albert Hall, em Londres, no próximo dia 23. Ao final desta mesma semana, a produtora Live Nation rebateu um processo que também diz respeito à ação de cambistas, após a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos alegar que a produtora e a Ticketmaster se beneficiaram de revenda de ingressos por cambistas.

A denúncia de Raye contra bots de IA acionados por cambistas

A voz por trás de hits como “Escapism.” e “WHERE IS MY HUSBAND!” subirá ao palco da tradicional casa de espetáculos inglesa e, antes disso, abriu inscrições para obtenção de ingressos para o show único. Ao perceber um volume sem precedentes na demanda por ingressos e identificar irregularidades no processo, Raye foi às redes sociais e acusou cambistas de terem burlado o momento de pré-venda para a apresentação, que será para um público de apenas 5 mil pessoas.

1,8 milhão de contas se cadastraram para ingressos para o show de Raye, que terá capacidade para 5 mil. (CRÉDITO: Instagram/raye)

“Estamos vivendo em um mundo novo, nunca vi bots nessa escala […]. Para mim, é fundamental que os fãs possam comprar ingressos pelo preço original. Por isso, em vez de arriscar uma pré-venda que cambistas poderiam explorar, achamos que a melhor e mais segura solução para este show específico seria revisar manualmente a lista de inscritos para identificar um grupo seleto de pessoas que acreditamos serem fãs de verdade”, anunciou a cantora por meio do X, alegando que ela e sua equipe iriam rever as estratégias para vendas futuras.

A defesa da Live Nation em processo sobre a ‘LEI BOTS’

Dois dias seguidos ao desabafo público de Raye, na quinta-feira (15), a imprensa internacional repercutiu que a Live Nation, através de um documento legal, se defendeu das acusações da Comissão Federal de Comércio dos EUA, que acionou a Justiça para alegar que a produtora e sua ticketeria parceira, a Ticketmaster, haviam permitido que cambistas burlassem os limites de vendas de ingressos de shows para se beneficiar dos lucros de revenda.

Veio à tona que representantes da Live Nation se referiram ao processo como “equivocado” e, ainda, acusaram a Comissão de tentar “distorcer a lei”. O processo, movido em setembro do ano passado, acusa a ticketeria de permitir que cambistas criassem centenas ou milhares de contas para comprar número de ingressos além do permitido online e repassarem a fãs na própria plataforma de revenda da Ticketmaster por um valor muito acima do cobrado originalmente.

(CRÉDITO: Unsplash)

O processo original alega, ainda, a existência de um e-mail interno por meio do qual um executivo de alta patente da Ticketmaster teria, supostamente, afirmado que as empresas “fecham os olhos, por política”, para cambistas que excedem os limites de venda de ingressos estabelecidos, conforme reportou o Music Business Worldwide.

Uma suposta falta de transparência com os próprios fãs também é citada no documento. O que a Comissão Federal de Comércio dos EUA defende é que a ticketeria enganou os fãs ao anunciar preços de ingressos que omitiam taxas obrigatórias até o momento da compra e ao burlar a dinâmica de como aplicava os limites de ingressos.





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