Na mesma data em que é celebrado o Dia Internacional da Música, no último dia 1º, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), publicou um levantamento que revela que shows adimplentes com direitos autorais, ou seja, que remuneraram os envolvidos na criação de uma obra musical, aumentaram no primeiro semestre de 2026. Foram registradas 10.550 apresentações de janeiro a junho e um crescimento de 8% entre os que pagam direitos autorais em relação ao mesmo período do ano passado.
O cenário positivo é acompanhado por um outro dado apontado pelo escritório: a arrecadação do segmento de shows e eventos aumentou 12% em comparação com os seis primeiros meses de 2025. O levantamento chama atenção para a dimensão do segmento de shows e a importância da remuneração de compositores e demais profissionais que participam da criação musical.
A partir do momento que uma música ecoa por um local público de frequência coletiva já é passível de gerar receita por direitos autorais. Esse pagamento por execução pública se dá quando músicas são tocadas em locais como shows, estabelecimentos comerciais e plataformas de streaming. Essa remuneração garante que compositores, intérpretes e músicos recebam pela utilização de suas obras, de maneira a contribuir para a sustentabilidade da produção musical.
“O crescimento registrado no primeiro semestre reforça a relevância do segmento de shows para a circulação da música e para a cadeia da economia criativa. Por trás de cada apresentação existe uma rede de profissionais que participa da criação e realização da música e que também precisa ser remunerada pela utilização de seu trabalho”, destaca Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.
Músicas mais tocadas em shows adimplentes com direitos autorais no Brasil em 2026 mesclam hits atuais e clássicos
O Ecad publicou, ainda, um ranking completo com as músicas mais tocadas em shows que pagaram direitos autorais no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026. A lista traz uma mescla de hits mais recentes, como “Tubarões”, de Diego & Victor Hugo e “P do Pecado”, do grupo Menos é Mais em parceria com Simone Mendes, a sucessos que atravessam gerações, a exemplo de “Cheia de Manias”, do Raça Negra, “Não Quero Dinheiro”, de Tim Maia e “Anna Júlia”, interpretada pelos Los Hermanos.
Confira o Top 10:
1 – P do Pecado (Autores: Ricardo Vismarck / Ronael / Henrique Casttro / Elvis Elan)
2 – Cheia de Manias (Autor: Luiz Carlos)
3 – Boate Azul (Autores: Tomaz / Benedito Seviero)
4 – Eva (Autores: Cartavetrata / Umto / Ficarelli)
5 – Não Quero Dinheiro (Autor: Tim Maia)
6 – Evidências (Autores: Jose Augusto / Paulo Sergio Valle)
7 – Anna Júlia (Autor: Marcelo Camelo)
8 – País Tropical (Autor: Jorge Ben Jor)
9 – Última Noite (Autor: Ataide Neto)
10 – Telefone Mudo (Autores: Franco / Peao Carreiro)
Válido salientar que o Ecad possui porcentagens específicas em seu processo de arrecadação e distribuição, sendo 85% destinados diretamente a compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais. As associações de música recebem 6% para suas despesas administrativas. Já o próprio Ecad retém os 9% restantes para suas despesas operacionais.
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