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Universal Music Group continua programa de redução de custos e demite cargos de liderança · Mundo da Música

Os desligamentos de pessoal estariam programados para acontecer ainda nessa semana e a notícia chega no mês seguinte a uma demissão em massa que afetou cerca de 200 profissionais que atuavam no Canadá. A nova leva de demissões impacta, inclusive, os chefes da Def Jam, da Interscope e da Polydor. Dentre os nomes de maior […]

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Os desligamentos de pessoal estariam programados para acontecer ainda nessa semana e a notícia chega no mês seguinte a uma demissão em massa que afetou cerca de 200 profissionais que atuavam no Canadá. A nova leva de demissões impacta, inclusive, os chefes da Def Jam, da Interscope e da Polydor.

Dentre os nomes de maior destaque que deixam seus cargos na Universal Music Group estão Tunji Balogun (CEO da Def Jam), Nicole Wyskoarko (Interscope), Sam Riback (Interscope), Ben Mortimer (Polydor UK) e Mark Crossingham (UMG Irlanda). No início da semana, Rebecca Allen, Diretora de Artistas e Estratégia no Reino Unido, anunciou que deixaria seu cargo após 27 anos de atuação no grupo.

Menos executivos, mais tecnologia no escopo da Universal Music Group

Sede do Universal Music Group em Santa Monica (Crédito: Divulgação)

O que os executivos por trás da UMG dizem é que o investimento maior agora se concentra em tecnologia. “Estamos a incorporar novas competências e tecnologias e a conectar conhecimentos especializados entre as nossas equipes para gerar um maior impacto global e uma maior eficiência. Nos casos em que tomamos a difícil decisão de eliminar determinadas funções, estamos profundamente gratos pelas contribuições das pessoas que nos deixam”, alegou um porta-voz do grupo em comunicado à imprensa.

A situação atual da Universal Music Group é semelhante ao que se observa no escopo de outras das maiores majors do mundo. A Warner Music Group, inclusive, já havia anunciado em 2023 a implementação de seu programa de redução de custos destinado a cortar US$170 milhões em pessoal. A Sony, por sua vez, passou por numerosas levas de demissões nos últimos anos.

A reestruturação interna da UMG também está associada à compra da Downtown Music Holdings, o que custou ao grupo um valor de US$775 milhões. A compra foi efetivada em dezembro de 2024, mas o negócio só foi fechado e aprovado pelos órgãos reguladores no último mês de fevereiro.

Outro fator associado ao momento atravessado pelo grupo seria uma estabilização do crescimento do streaming, o que estaria fazendo com que as grandes gravadoras priorizem mais tecnologia do que estrutura. O prioritário, então, deixaria de ser a manutenção de profissionais capacitados para descobrir e desenvolver artistas.



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