A proposta é de que, caso o usuário ative o bloqueio, ele não tenha acesso a faixas, álbuns e artistas relacionados que tenham sido gerados por IA quando fizerem pesquisas dentro da plataforma. O que se pretende alcançar é uma prática em que os usuários possam “remover completamente as músicas geradas por IA de sua experiência de streaming”.
“A explosão de conteúdo gerado por IA continua a impactar todo o ecossistema musical”, aponta CEO da Deezer
Em novembro do ano passado, a Ipsos, uma das empresas referência de pesquisa de mercado em todo o mundo, publicou uma pesquisa encomendada pela Deezer que aponta para um incômodo de uma parcela dos ouvintes em relação a músicas geradas por IA. Os dados revelaram que 45% das pessoas que utilizam serviços de streaming de música possuem interesse de filtrar músicas que sejam inteiramente geradas por Inteligência Artificial.
Além disso, veio à tona no estudo que 97% dos entrevistados não foram capazes de distinguir entre músicas totalmente geradas por IA e músicas trabalhadas por humanos. A pesquisa entrevistou 9 mil pessoas distribuídas em oito países.
Alexis Lanternier, CEO da Deezer, destacou a importância em deixar na mão dos usuários a escolha de acessar ou não faixas geradas por IA: “Percebemos uma clara demanda dos usuários pela possibilidade de filtrar músicas geradas por IA e, agora, estamos oferecendo a todos a opção de remover completamente esse conteúdo da sua experiência de streaming na Deezer , concentrando-se apenas em criadores e criações humanas, se assim desejarem”.

“A explosão de conteúdo gerado por IA continua a impactar todo o ecossistema musical, e acreditamos em moldar um futuro baseado na transparência e na escolha, com respeito aos artistas, compositores e fãs de música […]. Continuamos comprometidos em minimizar quaisquer efeitos negativos, ao mesmo tempo que capacitamos nossos usuários a controlar sua experiência musical ao máximo”, pontuou Alexis no momento em que a plataforma anuncia a nova ferramenta de controle.
Atualmente, a Deezer já possui mecanismos de defesa aos artistas e compositores em relação à IA. A plataforma conta com uma ferramenta de detecção de faixas geradas por Inteligência Artificial desde janeiro de 2025 e, por esse filtro, já remove as faixas identificadas e impede que sejam adicionadas a playlists editoriais. A plataforma reitera que “é evidente que o principal objetivo do upload dessas faixas para plataformas de streaming é fraudulento”.
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