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Spotify expande programa que reserva ingressos para fãs mais engajados com setlists e novos recursos

O Spotify está transformando o Reserved, recurso criado para dar aos fãs mais engajados acesso antecipado a ingressos, em uma experiência que começa antes da compra e continua depois do show. A plataforma anunciou nesta quinta-feira (24) três novas funções: cartões personalizados para compartilhamento, playlists com repertórios das turnês e uma área no aplicativo que […]

Como funciona a reserva de ingressos no Spotify (Crédito: Divulgação)


O Spotify está transformando o Reserved, recurso criado para dar aos fãs mais engajados acesso antecipado a ingressos, em uma experiência que começa antes da compra e continua depois do show. A plataforma anunciou nesta quinta-feira (24) três novas funções: cartões personalizados para compartilhamento, playlists com repertórios das turnês e uma área no aplicativo que reúne informações do evento.

Lançado em junho nos Estados Unidos e disponível também no Canadá desde agosto, o Reserved identifica assinantes Premium com 18 anos ou mais que mantêm uma relação frequente com determinado artista. O sistema considera sinais como reproduções, músicas salvas, compartilhamentos e localização. Os escolhidos recebem uma janela exclusiva para comprar até dois ingressos antes da venda geral, com a transação concluída pela Ticketmaster.

Spotify quer acompanhar o fã antes e depois do show

A partir da atualização, quem recebe uma oferta do Reserved ganha um cartão personalizado para compartilhar que teve acesso à compra. Depois que os ingressos são adquiridos, um segundo cartão confirma a presença no evento. As peças trazem o nome do usuário, o artista, informações do show e a identificação do programa.

Outra novidade são as playlists baseadas nas setlists das turnês. Após a compra, o usuário passa a encontrar na página do evento uma seleção abastecida por dados do setlist.fm. Antes da apresentação, ela permite acompanhar o repertório que o artista vem tocando. Depois do show, a lista é atualizada para refletir as músicas apresentadas naquela data, incluindo estreias na turnê e faixas surpresa.

O Spotify também criou uma área dedicada ao Reserved, acessível pela página inicial e pela biblioteca. O espaço concentra os cartões, as playlists, informações do evento, dados do local e registros de apresentações anteriores. A proposta é fazer com que o ingresso deixe de ser o único ponto de contato entre a plataforma e o fã durante a jornada do show.

Dados de consumo passam a valer também para o mercado de ingressos

Spotify amplia programa Reserved (Crédito: Divulgação)

O movimento leva dados de comportamento musical para uma etapa que, historicamente, acontece fora das plataformas de streaming. O Reserved não funciona como sorteio. Segundo o Spotify, a seleção considera o histórico de interação com o artista ao longo do tempo, e não apenas o volume de reproduções.

Essa lógica aproxima o streaming e a venda de ingressos de forma mais direta. Para artistas e equipes, o recurso pode criar uma ponte entre a audiência digital e quem demonstra intenção de acompanhar a carreira. Para o Spotify, cria outro motivo para que o usuário permaneça no aplicativo ao buscar shows, repertórios e informações sobre eventos. O programa, porém, ainda está limitado a turnês participantes nos Estados Unidos e no Canadá.

Entre os artistas que já tiveram ofertas recentes pelo Reserved estão ROLE MODEL, Miley Cyrus, Skillet, beabadoobee, Jonas Brothers, Brett Eldredge, John Summit, Young Thug e Metallica. O número de ingressos destinados ao programa varia conforme artista, turnê e mercado.

Integração com o Muse leva Spotify para dentro do agente de IA da Meta

Quase ao mesmo tempo, o Spotify detalhou outra frente de distribuição. A plataforma passou a funcionar como um dos conectores do Muse, agente pessoal de inteligência artificial lançado pela Meta. Ao vincular as contas, usuários podem pedir ao agente para tocar músicas, salvar faixas, criar playlists e localizar podcasts ou audiolivros por meio de uma conversa.

A integração permite, por exemplo, pedir uma playlist para uma viagem com base no destino ou solicitar que um podcast seja retomado de onde parou. O Muse está disponível inicialmente nos Estados Unidos e no Canadá, o que também limita o alcance atual da conexão.

Os dois anúncios apontam para uma mesma direção: o Spotify tenta transformar dados de escuta em serviços que acompanham outras etapas da relação com a música. No Reserved, isso passa por ingressos e experiências de shows. No Muse, por comandos feitos fora do próprio aplicativo. Para a indústria, a disputa passa também por quem consegue ocupar mais momentos da rotina do fã.

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