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Nos últimos anos, a cena acompanhou a ascensão meteórica de D4vd, mas agora acompanha uma queda ainda mais rápida e brutal. O artista de 21 anos, que estourou no TikTok com o hit “Romantic Homicide”, abriu shows para a SZA e estava préstes a se apresentar no Brasil, está no centro de um dos casos mais pesados dos últimos anos.
Nesta sexta-feira (24), a audiência preliminar do caso trouxe à tona detalhes perturbadores sobre o assassinato de Celeste Rivas Hernandez, de apenas 14 anos, que foi encontradada desmembrada em um carro abandonado que estava no nome de D4vd.
O que começou como uma investigação de homicídio ganhou contornos ainda mais sombrios. Agora, a promotoria acusa oficialmente o cantor de homicídio, abuso sexual infantil e mutilação de cadáver. Apesar do peso das evidências, ele se declara inocente de todas as acusações.
Mensagens revelam gravidez e aborto aos 13 anos
Um dos pontos mais tensos da audiência foi a exposição de mensagens de texto entre o cantor e a vítima, trocadas no início de janeiro de 2024. Os registros indicam que Celeste havia engravidado de D4vid quando tinha apenas 13 anos e passou por um aborto.
Nos prints lidos no tribunal, o cantor pede desculpas por “fazê-la passar por isso”. A jovem responde: “Está tudo bem, nenhum de nós é capaz de cuidar de um bebê. É para o melhor, não?” Quando ele questiona se a criança era dele, a resposta dela foi direta: “Claro que é seu, David”.
Em mensagens enviadas meses depois, o clima entre os dois começa a pesar. Celeste demonstra arrependimento, dizendo que “tirou a vida inocente de um bebê”. O relacionamento abusivo foi documentado em dezenas de fotos explícitas encontradas no iPhone do artista, forçando os pais da jovem a saírem do tribunal aos prantos enquanto o detetive descrevia as imagens.
Um detalhe macabro que chocou os presentes: a jovem tinha o nome “David” tatuado em tinta vermelha em um dos dedos, exatamente um dos dedos encontrados decepados junto ao corpo.
A motivação: D4vid estava com medo do cancelamento e da perda da carreira
Segundo os promotores, a motivação do crime foi puramente para proteger o status e a conta bancária do artista. Com uma carreira avaliada em milhões e a agenda lotada de festivais, D4vid teria entrado em pânico quando Celeste, frustrada após descobrir que era a “oitava vez” que eles terminavam, ameaçou expor na internet o histórico de abusos sexuais do cantor.
Para a promotoria, ele preferiu silenciá-la para não destruir sua imagem.
O crime e a autópsia.
A linha do tempo do caso é assustadora e faz o público questionar por que a promotoria demorou tanto tempo para acusar D4vid formalmente. No dia 23 de abril de 2025, D4vd mandou um carro buscar a jovem na cidade de Lake Elsinore. O celular dela foi desligado logo após a chegada na casa do cantor. Dois dias depois, o álbum de estreia dele, “Withered”, chegava às plataformas digitais.
O corpo da vítima só foi encontrado quase cinco meses depois, em 8 de setembro de 2025, um dia após ela completar 15 anos. Ela estava esquartejada no porta-malas dianteiro de um Tesla registrado no nome do cantor, abandonado em Hollywood Hills.
O médico legista Dr. Grant Ho testemunhou que a morte foi causada por duas facadas profundas no peito e abdômen. Devido ao estado extremo de decomposição do corpo, não foi possível determinar a data exata da morte ou fazer testes toxicológicos completos no sangue.
Testes feitos no fígado derrubaram a tese da defesa de que ela poderia ter sofrido uma overdose. Amostras de sangue encontradas na garagem do cantor combinaram com o DNA de Celeste, indicando o local onde o corpo teria sido desmembrado.
O caso segue para a decisão do juiz nesta segunda-feira (27), que determinará se D4vd enfrentará o tribunal do júri por assassinato em primeiro grau.
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