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Major RD reflete sobre vulnerabilidade no rap e questiona vergonha de demonstrar sentimentos na música

[ad_18] Major RD usou as redes sociais para refletir sobre a vulnerabilidade no rap e questionou a postura de artistas que evitam expor sentimentos e fraquezas na música. Em video publicado em seu stories, o artista falou sobre o processo criativo do álbum ‘Alfa’, o abordou o machismo e as masculinidades na cena e constratou […]

Major RD reflete sobre vulnerabilidade no rap e questiona vergonha de demonstrar sentimentos na música

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Major RD usou as redes sociais para refletir sobre a vulnerabilidade no rap e questionou a postura de artistas que evitam expor sentimentos e fraquezas na música. Em video publicado em seu stories, o artista falou sobre o processo criativo do álbum ‘Alfa’, o abordou o machismo e as masculinidades na cena e constratou o orgulho em rimar sobre violência com o receio de demonstrar dor.

O artista apontou como a cena do rap se acostumou a exaltar a dureza enquanto esconde as fragilidades do dia a dia.

“Mano, já percebeu que nós do rap, do trap, nós tem mania de falar: ‘eu meto bala, eu faço, aconteço, meu bonde é isso, meu bonde aquilo’, e nós fala uns bagulho muito ruim na maior convicção, mano, sem ter vergonha, sem nada?”, questionou.

Para o rapper, existe um bloqueio causado pelo medo de parecer frágil.

“Por que que a gente tem vergonha de demonstrar que tamo fraco às vezes, que tamo triste, de demonstrar o que machuca nós? Porque a gente vai se sentir menos homem? Às vezes sim, né”, ponderou Major RD, reforçando que busca mudar essa mentalidade em seu trabalho.

O conceito visual e a ligação com a família.

Ao comentar sobre ‘Alfa’, o rapper que assinou recentemente com a Warner Music, explicou que o projeto busca justamente desconstruir esse tabu e abrir espaço para vivências mais pessoais. “E eu tô querendo quebrar isso, e eu tô quebrando, tá ligado? Por isso que o meu disco fala disso”, afirmou.

Major RD também celebrou o retorno positivo do público com a capa de seu novo disco, em que aparece vestido de Nossa Senhora, e explicou que a imagem está diretamente ligada à sua criação em uma família católica e às memórias de infância.

“Eu sou católico, minha família é católica, minha mãe é ministra da eucaristia. E a minha família sempre teve o costume de falar ‘Nossa Senhora acompanhe’ toda vez que eu saía quando eu era mais adolescente assim”, disse o artista.

Ele completou que a busca por proteção e o valor da família conduzem a mensagem da obra e que o contraste entre denúncia social, afeto e espiritualidade é o que alicerça o conceito de ‘Alfa’, álbum que será lançado no próximo dia 29 de julho.



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