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“Vai ser o melhor de todos”

O FLO está oficialmente de malas prontas para o Brasil. Formado por Jorja Douglas, Stella Quaresma e Renée Downer, o trio britânico se prepara para estrear em solo brasileiro no festival AFROPUNK Brasil 2026, marcado para novembro em Salvador, na Bahia. O grupo chegará por aqui com um novo trabalho na bagagem: o “Therapy At […]

(Foto: Getty Images)


O FLO está oficialmente de malas prontas para o Brasil.

Formado por Jorja Douglas, Stella Quaresma e Renée Downer, o trio britânico se prepara para estrear em solo brasileiro no festival AFROPUNK Brasil 2026, marcado para novembro em Salvador, na Bahia.

O grupo chegará por aqui com um novo trabalho na bagagem: o “Therapy At The Club”, segundo álbum da carreira com estreia em 24 de julho.

A nova fase do trio deu pontapé com as faixas “Leak It”, “Don’t Break Her Heart” e “Therapy At The Club”, faixa-título do álbum, que seguem com elementos já marcantes nos projetos das cantoras: vocais marcantes, atitude e referências clássicas do R&B.

Em entrevista ao Papelpop, via vídeo-chamada, o trio falou sobre o conceito da nova fase, as inspirações por trás da sonoridade do grupo e o desejo de (finalmente!) encontrar os fãs brasileiros.

Papelpop — Acho que não tem como começar sem falar de um dos singles, “Leak It”. Como essa música representa essa nova era do FLO?

Renée — “Leak It” exala confiança. A gente está muito pronta para tudo o que vem neste ano: as músicas que vamos lançar, o que queremos dizer, como queremos parecer… Acho que confiança é uma das palavras que melhor definem essa nova fase.

PP — E por que escolheram justamente “Leak It” para abrir essa era?

Jorja — É uma faixa pop incrível, mas que mistura pop e R&B de um jeito que sabemos que os fãs amam — e nós também. Mas ela mostra só uma camada do projeto que está vindo. Todas as músicas têm identidades muito diferentes entre si, mas cada uma representa um lado importante do FLO. Queríamos começar com energia, dança e uma vibe mais divertida. Precisávamos despertar o algoritmo. (risos)

PP — O clipe também chama muita atenção, principalmente quando vocês dizem que agora são um  “girl group relevante”. O que essa narrativa significa para vocês?

R — É uma brincadeira com a mídia e com a indústria hoje em dia. Queríamos nos colocar em uma posição de poder, quase dizendo: “vocês acham que sabem de tudo, mas não sabem”.

J — O clipe também mostra nosso lado mais sarcástico e divertido. Como estamos dentro da indústria, conseguimos enxergar como muitas coisas são fabricadas — e como as pessoas reagem a isso. Então queríamos abrir um pouco essa conversa e mostrar que muita coisa que consumimos é…

Stella — Falso!

PP — Vocês transitam entre o pop e o R&B de uma forma muito natural. Quais artistas ajudaram a construir essa identidade sonora?

J — Beyoncé, com certeza. Ela é uma das melhores artistas quando o assunto é fazer músicas pop que ainda sejam vocalmente desafiadoras, melódicas e cheias de harmonia.

S — E que, mesmo assim, ainda torna a música muito fácil de consumir. E, claro, Rihanna!. Muita gente nem pensa nela como artista pop, mas ela é! E ela fez um pop muito cool. E, quando você é uma artista negra fazendo pop, as pessoas não enxergam dessa forma, para elas não faz sentido.

PP — Estamos vivendo um grande retorno dos girl groups. Como é fazer parte desse momento?

R — É realmente um renascimento. Estamos muito animadas para ver como os próximos anos vão se desenvolver. É incrível fazer parte dessa nova onda de girl groups — especialmente levando o R&B junto com a gente. É um momento muito especial para estar na cena musical.

PP — E como artistas negras, como vocês enxergam a influência que têm sobre fãs mais jovens?

J — É algo muito sagrado. É uma responsabilidade enorme, mas de uma forma muito positiva. E não é uma pressão, porque tudo o que fazemos vem de um lugar muito autêntico. Estamos sendo nós mesmas o tempo todo. Então quando as pessoas dizem que se sentem inspiradas pela gente, isso significa muito, porque tudo nasce da nossa verdade.

PP — Precisamos perguntar: quando vocês vêm ao Brasil?

J — Nosso primeiro show aí precisa ser incrível. Tipo, o melhor show de todos. E isso leva tempo, dinheiro e preparação.

PP — Vocês já tiveram contato com a cultura brasileira?

R — Principalmente com os fãs. Sabemos que temos uma base muito forte no Brasil e queremos muito passar um tempo aí de verdade. Conhecer artistas brasileiros, sair com eles, talvez até fazer música juntos. A gente precisa viver essa experiência.

J — Eu quero muito comer pão de queijo! A única vez que comi foi em um lugar que não era o Brasil, então…

R — Eles fazem isso na praia, douradinho, tipo num palito, aí grelham, colocam mel por cima, e os temperos ficam muito gostosos.

PP — E vocês conhecem artistas brasileiros?

R — Recentemente nos falaram sobre a IZA e fomos pesquisar. Ela parece incrível. Também queremos conhecer mais antes de ir ao Brasil para realmente entender a cena daí.

PP — E vocês sempre falam muito sobre identidade e união. O que faz o FLO se destacar nisso e ser diferente dos outros grupos de hoje?

S — Acho que uma das coisas mais especiais é que tudo no FLO vem da gente, é o FLO. Tudo o que as pessoas veem e ouvem foi pensado por nós. Existe uma ideia muito forte de que girl groups são fabricados e que as meninas não têm voz nas decisões, mas isso nunca aconteceu com a gente. Então tudo o que as pessoas amam no FLO existe porque somos genuinamente nós mesmas — e acho que o público consegue sentir isso.

***

O festival AFROPUNK Brasil 2026 terá, além do trio, a etíope-americana Kelela, os brasileiros CrioloAJULLIACOSTA e Fantasmão, além de paredões comandados por Telefunksoul e DJ Belle.

Todos eles se juntam a Jorja SmithKehlaniGilberto GilEmicidaGaby Amarantos, NandaTsunami e Lazzo Matumbi, anunciados anteriormente na programação.





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