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UBC leva ao Rio2C 2026 assistente virtual inspirada em Chiquinha Gonzaga e painel sobre IA na música

A União Brasileira de Compositores (UBC) levará ao Rio2C 2026 uma programação voltada à memória da música brasileira, à formação do setor e aos impactos da tecnologia na rotina de criadores e titulares de direitos. A presença da entidade no evento terá como eixo a Chiquinha, Inteligência Artificial (IA) e assistente virtual lançada pela instituição […]

Espaço da UBC no Rio2C


A União Brasileira de Compositores (UBC) levará ao Rio2C 2026 uma programação voltada à memória da música brasileira, à formação do setor e aos impactos da tecnologia na rotina de criadores e titulares de direitos. A presença da entidade no evento terá como eixo a Chiquinha, Inteligência Artificial (IA) e assistente virtual lançada pela instituição para orientar artistas, compositores, intérpretes, produtores, editoras e gravadoras.

A escolha da personagem não é apenas estética. Inspirada em Chiquinha Gonzaga, uma das fundadoras da UBC e figura central na história da música brasileira, a assistente virtual conecta duas frentes que hoje aparecem cada vez mais juntas no mercado: a preservação do legado dos criadores e a necessidade de tornar informações sobre direitos autorais mais acessíveis.

Fundada em 1942, a UBC representa mais de 70 mil associados e atua na defesa, promoção e distribuição de rendimentos gerados pelo uso de obras musicais. No Rio2C, a entidade leva essa missão para um ambiente de experiência, com estande temático, apresentação artística e um painel sobre IA, direitos autorais e futuro da criação musical.

Chiquinha vira ponto de partida para falar de tecnologia e direitos autorais

Lançada em setembro do ano passado junto com o novo site da UBC, Chiquinha foi criada para responder às dúvidas recorrentes da relação entre titulares e entidade. A assistente orienta os usuários sobre temas como filiação, cadastro de obras e fonogramas, pagamentos, relatórios, direito autoral e execução pública.

A ferramenta tenta simplificar um universo que costuma parecer distante para muitos profissionais da música. Cadastro de obra, por exemplo, não é apenas uma etapa burocrática. É parte do caminho para que compositores, intérpretes, músicos, editoras e gravadoras tenham suas informações organizadas e possam receber corretamente quando uma música é executada, reproduzida ou usada comercialmente.

No estande da UBC, o público poderá interagir com Chiquinha por meio de uma tela com perguntas sobre direito autoral. Ao selecionar uma questão, o visitante verá a assistente responder de forma direta. O espaço também terá uma experiência com fones de ouvido, em que será possível ver e ouvir a personagem em uma fala preparada sobre a UBC, a importância dos direitos autorais e a fase digital da entidade.

A ambientação será dividida entre uma área com referências à memória, à tradição e à história da música brasileira, inspirada no universo simbólico de Chiquinha Gonzaga, e uma área contemporânea, voltada à interação com a tecnologia. A ideia não é reproduzir literalmente a casa da compositora, mas criar uma atmosfera que aproxime passado e futuro.

Orquestra juvenil leva a memória de Chiquinha Gonzaga à programação

A programação da UBC também terá uma ação especial no dia 26 de maio, às 18h, com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga. A apresentação cria uma conexão direta entre a assistente virtual e a compositora que inspirou seu nome, trazendo para o evento um projeto de formação musical ligado à mesma referência histórica.

O retorno do grupo à Cidade das Artes tem um peso simbólico. O espaço foi o primeiro local em que a orquestra se apresentou, e a nova participação acontece justamente no ano em que o projeto completa cinco anos de existência. Dentro da agenda da UBC, a apresentação ajuda a mostrar que a conversa sobre tecnologia não precisa caminhar separada da formação, da educação musical e da valorização da história.

Essa combinação também ajuda a traduzir um ponto importante para o mercado. Quando uma entidade de gestão coletiva fala de IA, ela não está discutindo apenas ferramentas digitais. Está tratando de como essas ferramentas entram em uma cadeia que envolve criação, cadastro, identificação, remuneração, autoria e proteção de repertórios.

Painel discute IA quântica, música e autoria humana

Painel da UBC no Rio2C discute IA (Crédito: Divulgação)

No dia 27 de maio, às 11h30, a UBC assina o painel “O Som do Futuro: IA Quântica, Música e Direitos”, no palco SoundBeats I. A conversa vai tratar da nova geração de inteligência artificial, incluindo a chamada IA quântica, e dos possíveis efeitos dessas tecnologias sobre criação, circulação e monetização da música.

Participam do painel Fernanda Takai, diretora da UBC; Karina Callai, advogada da Callai & Advogados Associados; e Bia Ambrogi, presidente da Apro+Som. A mediação será de Bruna Campos, representante da UBC. A proposta é discutir direitos autorais, regulação, ética e proteção da autoria humana em um momento em que ferramentas de IA já entram em processos de composição, produção, distribuição e recomendação de música.

O debate chega em um momento sensível para a indústria. A IA pode ajudar na organização de dados, na busca por informações e na educação de titulares, mas também levanta dúvidas sobre uso de repertórios protegidos, clonagem vocal, autoria, remuneração e transparência. Para artistas e compositores, entender essas diferenças deixa de ser assunto distante e passa a fazer parte da gestão da própria carreira.

Ao reunir estande interativo, apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga e painel sobre IA e direitos autorais, a UBC leva ao Rio2C uma agenda que conversa com o presente da música. A tecnologia aparece como ferramenta, mas o centro da discussão continua sendo humano: quem cria, quem interpreta, quem registra, quem protege e quem deve ser remunerado pelo uso da música.

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