Termo destaca ingressos encalhados e expectativas desajustadas
Blue dot fever é a expressão que passou a circular com mais intensidade nos Estados Unidos para descrever um fenômeno no mercado de espetáculos ao vivo. O conceito ganhou força ao mostrar, de forma clara, problemas como a existência de ingressos não vendidos, turnês que teriam sido superestimadas e um público mais criterioso na hora de escolher shows.
No centro do debate está a constatação de que grandes turnês e produções nem sempre alcançam a demanda projetada. A expressão enfatiza a presença de setores do público que optam por não comprar ingressos para determinadas datas ou artistas, resultando em lugares vazios e em uma realidade comercial diferente daquela planejada por promotores e produtores.
Quem usa o termo aponta para três elementos principais: a quantidade de ingressos encalhados nos eventos, a estimativa exagerada de público em algumas turnês e a seletividade crescente dos consumidores na escolha de apresentações. Esses fatores, segundo a própria expressão, estariam modificando a avaliação de sucesso comercial de shows e turnês nos Estados Unidos.
O uso da expressão está ligado à observação direta do mercado de entretenimento ao vivo, onde a discrepância entre expectativas e vendas ficou mais visível. Nas discussões sobre o tema, profissionais do setor e observadores do mercado têm empregado o termo para identificar e nomear esse conjunto de sinais que, em conjunto, mostram uma performance comercial aquém do esperado em certos projetos.
Imagem: Imagem Divulgação
Em síntese, a blue dot fever funciona como um rótulo para uma realidade no setor de shows que combina ingressos não vendidos, projeções de público superestimadas e consumidores mais seletivos, ressaltando que a dinâmica entre oferta e demanda para eventos ao vivo vem passando por ajustes perceptíveis nos Estados Unidos.
Com informações de Mundodamusicamm
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