PUBLICIDADE

“Essa influência reverbera pelo Brasil todo”

Há uma ponte invisível, mas audível, entre a Jamaica e o Brasil. Nosso país fica atrás somente dos EUA e se consagra como o segundo maior consumidor de reggae no mundo, segundo o Spotify. São Luís do Maranhão é a capital do gênero por aqui, sendo considerada a Jamaica Brasileira graças às radiolas e aos […]

(Foto: Divulgação)


Há uma ponte invisível, mas audível, entre a Jamaica e o Brasil. Nosso país fica atrás somente dos EUA e se consagra como o segundo maior consumidor de reggae no mundo, segundo o Spotify.

São Luís do Maranhão é a capital do gênero por aqui, sendo considerada a Jamaica Brasileira graças às radiolas e aos bailes que fizeram dele um movimento popular ainda nos anos 70.

É no centro dessa efervescência cultural que surge Enme. “Um dos bailes mais antigos de reggae, o Projeto Velharia, acontece na rua onde eu cresci. Todo ano, várias radiolas e DJs se reúnem em uma celebração em prol da comunidade. Ver esse ecossistema vivo o tempo todo influenciou muito na minha formação artística”, conta em entrevista ao Papelpop.

Natural do Quilombo Liberdade, no coração maranhense, a cantora vem representando uma nova geração que explora justamente o reggae e outros gêneros jamaicanos dentro da música brasileira. Suas influências culminam em “Conexão Jamaica Brasileira – Volume 1”, mixtape lançada na última sexta-feira (15).

O novo projeto surge após o “Baile Conexão Jamaica Brasileira”, que, em 2025, reuniu artistas, DJs e produtores ligados ao reggae em ações musicais, esportivas e mais para jovens periféricos do Maranhão. Ao longo de suas dez faixas, mescla o clássico ritmo, dancehall, funk, rap e outros, mostrando o vínculo musical entre os dois países.

“Aqui, o dancehall se mistura com as claves do tambor de crioula e a mesma radiola que toca reggae, também toca lambada. Essa influência dos ritmos caribenhos reverbera pelo Brasil todo, com a cumbia e o reggaeton. As aparelhagens que existem em Belém são influência da cultura reggae do Maranhão”, afirma Enme.

Produz com Wuk Beats, Criola Beat, Kafé e Jota Nu Beat nessa coletânea. “Busquei produtores que já tem ligações com as pistas e com outros gêneros musicais. A gente conseguiu pensar em cada canto do Brasil nessas músicas”, explica.

A mistura vem um fluxo contínuo, como um set montado do início ao fim para as pistas, aparelhagens, paredões e bailes pelo Brasil afora, não só para as plataformas digitais. “É como uma jam. O DJ solta o beat e a gente rima livremente”, diz a maranhense.

Enme pretende dar continuidade a esse trabalho e “explorar mais regiões do Brasil” no segundo volume de “Conexão Jamaica Brasileira”, que chega no fim do ano e promete grandes parcerias. “Guardei alguns feats importantes para esse momento. Vai rolar um encontro de gerações emocionante pra mim e para os fãs de reggae”, garante.

(Foto: Divulgação)





Fonte

Leia mais