Os clipes de Janet Jackson, que completa 60 anos de vida neste sábado (16), não eram apenas videoclipes, eram declarações.
Enquanto a indústria usava o formato pra vender música, ela também usava pra lutar contra injustiças, construir mundos, reinventar imagens e estabelecer padrões que o pop ainda segue até hoje.
Da garota de jeans dançando sozinha num loft em “The Pleasure Principle” até o espetáculo militaresco de “Rhythm Nation”, passando pela sensualidade adulta de “Any Time Any Place” e pela obra cinematográfica de “Got Til Its Gone”, cada clipe marcou uma virada, uma nova versão de Janet que ninguém esperava mas que todo mundo precisava ver.
A cantora entendeu antes de qualquer um que a MTV não era só um canal, era um palco, e ela pisou nesse palco como poucos artistas tiveram coragem de fazer.
Os clipes fizeram Janet, e Janet fez os clipes. Essa lista é prova disso.
10. “Together Again” (1997)
Janet vestida de várias cores, pulando em câmera lenta numa savana africana com girafas ao fundo. É o clipe mais bonito e simples da carreira dela, mas aquele vermelho sangue e o sorriso da diva dançando é o que paga tudo.
9. “Any Time, Any Place” (1993)
Um dos clipes mais safados e sexy da carreira dela, com Janet de lingerie, cenas de voyeurismo e ela subindo em cima do cara sem pedir licença pra ninguém. Combina perfeitamente com a música, que tem a mesma energia de quem sabe exatamente o que quer e vai buscar.
8. “Miss You Much” (1989)
Em preto e branco, com aquela coreografia de cadeira que Britney Spears depois homenageou em Stronger, esse clipe estabeleceu o padrão visual de Janet: dança perfeita, carisma absurdo e uma precisão que não deixa espaço pra erro. Icônico.
7. “Scream” (1995)
Dirigido por Mark Romanek, numa nave espacial futurista toda em preto e branco, foi o clipe mais caro já produzido na época, custando 7 milhões de dólares. Mas honestamente, todo esse dinheiro valeu apenas pelos segundos em que Janet e Michael Jackson dançam juntos na mesma tela, porque ver esses dois corpos no mesmo espaço é simplesmente impagável.
6. “Runaway” (1995)
Janet viajando pelo mundo e passando pelos braços do Cristo Redentor, num clipe que foi filmado inteiro num estúdio em Los Angeles. O Brasil nunca recebeu um show solo dela, mas ela pelo menos nos visitou no clipe. Uma injustiça histórica que a gente ainda não superou.
5. “The Pleasure Principle” (1987)
Esse clipe é uma obra de arte. Janet sozinha, numa espécie de loft industrial gigante, sem backing dancers, sem cenário elaborado, sem nada além dela e uma dança que redefiniu o que um corpo humano consegue fazer. O backflip no alto-falante entra pra história. É o clipe favorito de Azealia Banks. Quem sabe, sabe.
4. “Love Will Never Do (Without You)” (1990)
Herb Ritts, deserto, preto e branco, dois modelos (um deles Djimon Hounsou, antes de virar ator indicado ao Oscar), e Janet aparecendo loira pela primeira vez para a surpresa de todo mundo, de jeans e regata, sem coreografia elaborada, apenas sendo magnética. O clipe que transformou ela de artista em ícone visual. Perfeito.
3. “That’s the Way Love Goes” (1993)
Dirigido pelo então marido René Elizondo, foi tão icônico que estreou na MTV e passava de duas em duas horas. A primeira vez que o mundo viu uma Janet diferente, sensual, solta, sem uniforme militar, trocando as músicas dançantes por um R&B chiquérrimo. E aparece ali, como bailarina de fundo, uma tal de Jennifer Lopez.
2. “Got Til It’s Gone” (1997)
Dirigido por Mark Romanek e ambientado numa África do Sul pré-apartheid, esse clipe é cinema de verdade. Janet como cantora de jazz, Q-Tip presente, Joni Mitchell na tela, e uma estética dos anos 60 que ganhou Grammy de melhor clipe curto. Político, lindo e visionário.
1. “Rhythm Nation” (1989)
Preto e branco. Fábrica abandonada em Pasadena. Uniforme quase militar. Vinte dias de filmagem. Uma coreografia co-criada com o então desconhecido Anthony Thomas que virou uma das mais imitadas da história do pop.
Ganhou melhor coreografia no VMA de 1990, na mesma noite em que “Vogue”, da Madonna, chegou com 9 indicações e dominou a cerimônia. Dois clipes em preto e branco, duas rainhas, uma noite inesquecível.
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