Sessenta! Sessenta anos! Janet Jackson comemora aniversário de vida neste sábado (16) e nós relembramos décadas de hits, impactos, inovações e clipes icônicos.
Enquanto o mundo inteiro olhava pro irmão, Janet estava no estúdio com Jimmy Jam & Terry Lewis reinventando o que pop e R&B podiam ser.
Com “Control”, em 1986, a artista chegou com 20 anos gritando que tinha voz própria, vontade própria e talento pra caramba, e a indústria inteira teve que parar pra ouvir. Era funk, era pop, era dança, era atitude. Era um novo padrão.
E não parou por aí. “Rhythm Nation 1814”, lançado em 1989, entrou para a história como o único álbum a gerar singles número 1 em três décadas diferentes, um feito que nem Michael conseguiu.
Em 1993, Janet reinventou ela mesma de novo, trocando o funk “militaresco” por uma sensualidade adulta e confiante que chocou a indústria na melhor forma possível.
Depois veio “The Velvet Rope”, em 1997, um álbum conceitual denso sobre saúde mental, sexualidade e dor, anos antes de qualquer artista pop ter coragem de ir pra esse lugar com tanta honestidade. Janet estava sempre uma era à frente de todo mundo, só que o mundo demorava pra perceber.
Miss Jackson (pra vocês que são safados) foi pioneira antes que alguém soubesse identificar o que ela estava fazendo: usou a sexualidade chique como arte, explorou o alt-R&B antes do gênero existir, transformou clipes em obras cinematográficas, e as coreografias e o jeito de dançar viraram referência pra gerações inteiras de artistas, de Britney Spears a Beyoncé.
Janet não seguiu tendências. Ela criou tendências.
15. “Miss You Much” (1989)
O maior hit de Janet nas paradas americanas, instantaneamente icônico pela coreografia com cadeiras que Britney depois homenageou em Stronger. Janet no seu ápice!
14. “Any Time, Any Place” (1993)
O auge da safadeza com uma letra espertíssima, uma faixa sexy que parece dormir com a batida, mas está acordadíssima e com a libido lá em cima.
13. “All for You” (2001)
O ano era 2000, mas aqui Janet leva a gente de volta para os anos 80, com influências pós-disco e uma coreografia icônica da carreira dela.
12. “Rhythm Nation” (1989)
Funk industrial cheio de consciência social, um clipe militaresco impecável e uma das coreografias mais icônicas da história do pop. E o sample de Sly & the Family Stone impecável.
11. “Nasty” (1986)
Escrita depois de ser assediada na rua, é uma resposta estilosa e sem dó aos “nasty boys” do mundo. A frase “Miss Jackson if you’re nasty” se tornou praticamente a mais um jeito de se referir a Janet além de rainha do pop e r&b.
10. “Empty” (1997)
Visionária no tema e na música, basicamente inventou o alt-R&B aqui ao cantar sobre relacionamentos online. Sexy demais.
9. “Escapade” (1989)
Puro escapismo em formato de música, aquela faixa que entra e muda o seu humor na hora. Funk pra cima, com Janet cantando sorrindo.
8. “What Have You Done For Me Lately” (1986)
A faixa que abre o disco Control deixa de lado qualquer imagem de menina boazinha ao zoar um ex com elegância e um pouco de veneno. Prince odiou essa faixa porque a produção de Jam & Lewis lembrava as boas músicas que ele fazia.
7. “Got ‘Til It’s Gone” (1997)
Isso aqui é elite!!! Janet canta no refrão sobre um sample de “Big Yellow Taxi” de Joni Mitchell, com o lendário Q-Tip no microfone fazendo uma rima perfeita e uma batida só mesmo ela consegue fazer.
6. “Together Again” (1997)
Inspirada pela perda de amigos para a AIDS, começou como balada e virou hino dançante com um refrão tão bonito que dói. Uma das músicas mais emocionantes e ao mesmo tempo triste da história do pop.
5. “That’s the Way Love Goes” (1993)
Lenta, sexy, hipnótica, aqui a mulher tá reinventando o r&b. E esta faixa calminha, sedosa, completamente diferente, surge depois de anos de singles explosivos. Inovou, arriscou e acertou.
4. “Throb” (1993)
Nunca lançada como single, mas um dos momentos mais ousados e criativos da discografia de Janet. A faixa além de explicitamente sexual é extremamente funky e dançante.
3. “When I Think of You” (1986)
O primeiro número 1 de Janet nas paradas americanas. A linha de baixo perfeita, a letra, os vocais. Impossível não sorrir do início ao fim.
2. “If” (1993)
Ah, o poder. O poder na letra, nos riffs, no refrão que parecem ser dois ou três e nunca chega de verdade ao clímax. Sexy, forte e absolutamente foda, desejo reprimido em estado bruto.
1. “Love Will Never Do (Without You)” (1989)
O sétimo single de Rhythm Nation. As batidas perfeitas, os vocais impecáveis, a ponte deliciosa. Uma das produções mais impecáveis de Janet, uma perfeição pop.
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