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Com 761 milhões de usuários, Spotify cresce no 1º trimestre e mira novos formatos

No 1º trimestre de 2026, o Spotify voltou a mostrar que sua força não está apenas no tamanho da base, mas na capacidade de transformar escala em margem, receita e novos formatos de consumo. A plataforma encerrou o período com 761 milhões de usuários ativos mensais, alta de 12% em relação ao ano anterior, e […]

Bad Bunny em show do Billions Club Live, do Spotify


No 1º trimestre de 2026, o Spotify voltou a mostrar que sua força não está apenas no tamanho da base, mas na capacidade de transformar escala em margem, receita e novos formatos de consumo. A plataforma encerrou o período com 761 milhões de usuários ativos mensais, alta de 12% em relação ao ano anterior, e 293 milhões de assinantes Premium, avanço de 9%.

O resultado também marca um novo momento de gestão. Sob os co-CEOs Alex Norström e Gustav Söderström, a empresa inicia o que chama de “Ano de Elevar a Ambição”, com foco em personalização, podcasts, audiolivros, vídeo e ferramentas para criadores.

“Superamos 760 milhões de MAU [usuários ativos mensalmente], atingimos o crescimento de assinantes que planejávamos e observamos um engajamento saudável tanto de usuários existentes quanto de reativações e novos usuários”, afirmou Alex Norström.

A escala global do Spotify ganha peso na América Latina

Crédito: Wirestock

A América Latina segue como uma das regiões centrais para o negócio. Segundo a empresa, 22% dos usuários ativos mensais do Spotify estão na região. Entre os assinantes Premium, a fatia latino-americana chega a 24%.

Isso mostra que a região não é apenas uma base grande de usuários gratuitos. Ela também tem peso direto na receita de assinatura, que segue como o principal motor financeiro da plataforma. Para artistas, selos e distribuidoras, esse dado ajuda a explicar por que estratégias regionais deixaram de ser complemento e passaram a fazer parte do planejamento global.

O trimestre também indica que o Spotify tenta melhorar a experiência gratuita sem perder o foco no plano pago. A empresa citou o lançamento global de uma experiência gratuita mais personalizada, que já estaria levando usuários de mercados-chave, como os Estados Unidos, a ouvir e assistir conteúdo em mais dias por mês.

Margem de 33% mostra busca por eficiência

Exemplo de créditos conexos do Spotify
Exemplo de créditos conexos do Spotify (Crédito: Reprodução)

Além da base de usuários, o número que chama atenção é a margem bruta de 33%, a segunda maior já registrada pela empresa. A receita total chegou a € 4,5 bilhões, com crescimento de 14% em moeda constante, enquanto o lucro operacional atingiu € 715 milhões.

Esse movimento importa porque o streaming de música sempre operou sob pressão de custos, especialmente pelos pagamentos a titulares de direitos. Quando a margem sobe, o Spotify sinaliza ao mercado que consegue crescer sem depender apenas de mais usuários entrando na plataforma.

Ainda assim, a companhia segue em um equilíbrio delicado. Ao mesmo tempo em que paga mais à indústria, também precisa provar que novos formatos, como podcasts em vídeo e audiolivros, podem gerar mais engajamento e novas fontes de receita.

Música, podcasts e audiolivros entram na mesma disputa por atenção

Gustav Söderström e Alex Norström são os novos co-CEOs do Spotify
Gustav Söderström e Alex Norström são os novos co-CEOs do Spotify (Crédito: Divulgação)

O Spotify informou que já reúne cerca de 7 milhões de títulos de podcasts, mais de 590 mil podcasts em vídeo e mais de 700 mil audiolivros em mercados de língua inglesa. A plataforma também destacou novas ferramentas de descoberta, como o SongDNA, que mostra conexões criativas entre faixas, compositores, produtores, samples e versões.

Para o mercado musical, esse ponto tem dois lados. De um lado, mais recursos de contexto podem ajudar fãs a entender quem está por trás das músicas, algo importante para compositores e produtores. De outro, a música passa a disputar espaço dentro de uma plataforma cada vez mais ampla, onde áudio, vídeo e leitura convivem no mesmo ambiente.

Gustav Söderström apresentou essa expansão como parte da visão de longo prazo da empresa:

“Vemos espaço significativo para crescer em usuários, formatos e engajamento, além de expandir o que o Spotify é e pode se tornar ao longo do tempo”, disse.

Pagamentos à indústria seguem no centro da narrativa

Spotify afirma que pagou mais de 11 bilhões de dólares à indústria da música em 2025
Spotify afirma que pagou mais de 11 bilhões de dólares à indústria da música em 2025 (Crédito: Divulgação)

O Spotify também voltou a destacar seu papel no repasse de recursos à música. A empresa colocou novamente em evidência os valores mais recentes divulgados: foram US$ 11 bilhões pagos à indústria em 2025 e quase US$ 70 bilhões desde sua fundação.

O dado ajuda a sustentar a narrativa de que o streaming se consolidou como eixo econômico da música gravada. Mas ele também mantém em aberto uma discussão conhecida: como esse dinheiro chega a artistas, compositores, produtores e demais titulares.

Por isso, o crescimento do Spotify no trimestre precisa ser lido em duas camadas. Para investidores, os números apontam escala, margem e eficiência. Para o mercado musical, eles mostram uma plataforma cada vez mais poderosa na mediação entre fãs, catálogo, dados e remuneração.

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