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Músicos e executivos homenageiam Moogie Canazio, engenheiro de som e ex-VP do conselho do Latin Grammy, morto aos 70 anos

A morte de Moogie Canazio, aos 70 anos, foi anunciada na madrugada desta terça-feira (21), em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o produtor vivia desde o fim dos anos 1970.  Reconhecido como um dos principais engenheiros de som da música brasileira, Moogie Canazio também atuou como vice-presidente do conselho da Academia Latina de Gravação […]

Moogie Canazio


A morte de Moogie Canazio, aos 70 anos, foi anunciada na madrugada desta terça-feira (21), em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o produtor vivia desde o fim dos anos 1970. 

Reconhecido como um dos principais engenheiros de som da música brasileira, Moogie Canazio também atuou como vice-presidente do conselho da Academia Latina de Gravação e acumulou créditos em álbuns de nomes como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Sandy & Junior.

A partir do anúncio, artistas e profissionais da indústria passaram a publicar homenagens nas redes sociais, destacando o impacto do produtor. Reconhecido por sua atuação nos bastidores, Moogie ficou conhecido por sua precisão técnica e pela capacidade de extrair o melhor som de gravações em estúdio.

Tributos destacam impacto nos bastidores

As homenagens a Moogie Canazio vieram de diferentes gerações e áreas da música, evidenciando o alcance do trabalho de Moogie. Para João Lee, filho de Rita Lee, o produtor teve papel direto na sua formação musical.

“O Moogie foi a primeira pessoa que sentou e me explicou como conectava tudo e como aquelas máquinas funcionavam. Ele foi um gigante. Um dos maiores engenheiros de som e produtores que já vi de perto”, escreveu o DJ.

Marcelo Castello Branco, CEO da UBC, destacou a consistência técnica do produtor ao longo da carreira.

“Moogie foi o melhor engenheiro de som que conheci em toda a minha vida profissional. Carimbou e salvou muitos discos históricos.”

Nas redes sociais, artistas também lembraram o lado pessoal do profissional. Lucio Mauro Filho ressaltou a convivência próxima e a influência de Moogie no setor.

“Arrasado com partida do meu querido amigo Moogie Canazio, um dos maiores nomes da produção musical brasileira, responsável por trabalhos maravilhosos que vão de João Gilberto a Sandy!”

Carreira internacional e reconhecimento no Grammy

Moogie Canazio e Quincy Jones (Crédito: Reprodução/Instagram)

Nascido no Rio de Janeiro, Moogie Canazio se mudou para os Estados Unidos em 1979 e iniciou sua trajetória em estúdios na Califórnia. Ao longo dos anos, acumulou participações em projetos de artistas brasileiros e internacionais, consolidando uma carreira de alcance global.

Um dos marcos foi o trabalho como engenheiro de som no álbum “João, voz e violão”, de João Gilberto, que rendeu a ele um prêmio no Grammy Awards em 2001. Antes disso, já havia sido indicado pela engenharia de som de “Brasileiro”, disco de Sergio Mendes.

Além dos prêmios, Moogie teve atuação institucional relevante. Em 2008, passou a integrar o conselho da Academia Latina de Gravação, responsável pelo Latin Grammy, e chegou ao cargo de vice-presidente em 2011, posição que ocupou até 2019.

Relação com artistas e legado técnico

Ao longo da carreira, Moogie Canazio trabalhou com uma ampla lista de artistas, transitando por diferentes estilos e gerações. Sua colaboração com Maria Bethânia é uma das mais lembradas, incluindo o álbum “As canções que você fez pra mim”, lançado em 1993.

Conhecido nos bastidores como “Moogão”, ele se tornou referência para profissionais de estúdio e ajudou a formar novas gerações. Sua trajetória também incluiu trabalhos com nomes como Ivan Lins, Guilherme Arantes e Anavitória.

A combinação entre domínio técnico e sensibilidade artística fez com que seu trabalho fosse reconhecido até por perfis exigentes da música brasileira, como João Gilberto. Essa capacidade de dialogar com diferentes artistas e estilos ajudou a consolidar sua reputação na indústria.

Moogie Canazio deixa um histórico ligado diretamente à qualidade sonora de discos que marcaram época. Mais do que um técnico, foi um profissional que influenciou a forma como a música brasileira foi registrada e ouvida dentro e fora do país.

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