Luísa Sonza está de volta.
Depois de fazer barulho com seu “Escândalo Íntimo”, em 2023, a cantora gaúcha retorna ao pop com “Brutal Paraíso”, um disco longo — são 23 canções — lançado nesta terça-feira (7) em todas as plataformas de áudio.
Muitas faixas têm viradas dentro delas mesmas, mesclando elementos de múltiplos ritmos e gêneros musicais: do synth-pop a bossa nova, passando pelo rock, funk, pop radiofônico, latinidades e mais, com instrumentais carregados de guitarras, pianos e sintetizadores.
Traz parcerias com Xamã, Young Miko, Sebastian Yatra, MC Morena, MC Meno K e MC Paiva ZS.
Em coletiva de imprensa antes do lançamento em São Paulo, a cantora respondeu ao Papelpop sobre a aderência do público, diante de um disco de mais de vinte faixas.
“Acho que se o artista ficar pensando em tendência, ele está completamente fodid*. E eu me incluo nisso, mesmo que eu seja uma cantora mainstream e queira atingir o mainstream. Se eu pensar demais nisso, vou me fuder. Eu fazendo o que eu acredito, é 50% que eu vou me fuder. Pode ser que sim ou que não [a aderência do público ao disco longo], mas isso não é sobre mim. É sobre quem escuta ou não. O que eu tenho que pensar como artista é na entrega, e não na recepção. Se eu ficar pensando no retorno, vou perder a entregar. Você não tem como entregar algo bom para alguém se você ficar pensando em como essa pessoa vai te retribuir. Em nenhum momento eu pensei: ‘Será que a galera vai ouvir até o final ou não’?. Isso tem que ser irrelevante para um artista. A partir do momento que passar ser relevante, ele se perde do que ele quer receber e não do que quer entregar.”
Uma das mais legais e interessantes músicas deste projeto é, sem dúvida, a faixa “E agora?”, que traz uma citação da composição de Fernando Mendes, conhecida no Brasil na voz de Caetano Veloso para o filme “Lisbela e o Prisioneiro” (2003).
“Essa música surgiu. O Xamã entrou depois. Quando eu escrevi essa música, na hora do refrão, veio mesmo. E rezei para autorizarem. É uma das mais baphos do álbum”
Este é o quinto disco da carreira dela, depois de “Pandora” (2019), “DOCE 22” (2021), “Escândalo Íntimo” (2024) e o de bossa nova, “Bossa Sempre Nova” (2026).
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