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Primary Wave confirma compra da Kobalt; negócio cria grupo avaliado em US$ 7 bilhões

A Kobalt vai mudar de controle, mas não de estrutura operacional. A Primary Wave Music anunciou um acordo definitivo para comprar a empresa da Francisco Partners, em uma transação com investimento da Brookfield e que, segundo estimativas publicadas pela imprensa internacional, ajuda a formar um grupo avaliado em cerca de US$ 7 bilhões. A operação […]

Primary Wave adquire a Kobalt


A Kobalt vai mudar de controle, mas não de estrutura operacional. A Primary Wave Music anunciou um acordo definitivo para comprar a empresa da Francisco Partners, em uma transação com investimento da Brookfield e que, segundo estimativas publicadas pela imprensa internacional, ajuda a formar um grupo avaliado em cerca de US$ 7 bilhões. A operação inclui a plataforma global da Kobalt, seu catálogo de direitos autorais e a amra, braço de arrecadação digital da companhia.

O movimento une duas potências independentes com perfis diferentes. De um lado, a Primary Wave é conhecida por seu portfólio de catálogos e nomes históricos. Do outro, a Kobalt construiu sua imagem em torno de administração editorial, tecnologia e um discurso voltado ao atendimento de compositores e titulares. O fechamento do negócio está previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito às condições habituais e aprovações regulatórias.

O que muda para a Kobalt

O ponto mais sensível do anúncio era entender se a Kobalt seria absorvida de vez pela compradora. Pelo menos no comunicado oficial e na carta enviada aos clientes, a resposta é não. A empresa seguirá como uma entidade separada, com Laurent Hubert e a atual equipe de gestão à frente da operação, mantendo o discurso de atuação independente e a filosofia “creator first”, centrada em serviço, transparência e tecnologia.

Esse detalhe importa porque a Kobalt cresceu justamente vendendo ao mercado a ideia de uma alternativa às estruturas mais tradicionais da edição musical. Segundo a própria empresa, ela atende mais de 1 milhão de músicas em 10 escritórios globais e, em média, representa mais de 35% das 100 principais músicas e álbuns dos Estados Unidos e do Reino Unido. É esse peso operacional, somado à amra, que ajuda a explicar por que a companhia se tornou um ativo tão cobiçado.

Larry Mestel, fundador e CEO da Primary Wave, e Laurent Hubert, CEO da Kobalt (Crédito: Divulgação)

Larry Mestel, fundador e CEO da Primary Wave, disse:

“Esta aquisição só vai fortalecer os esforços dele [Laurent Hubert] para oferecer aos criadores atenção individualizada e suporte especializado em cada etapa de sua trajetória, além de fornecer uma quantia muito significativa de capital para o crescimento contínuo da Kobalt.”

Já o CEO da Kobalt afirmou:

“A Primary Wave entende a nossa visão de independência e a importância da nossa mentalidade ‘creator first’, guiada por serviço, tecnologia e criatividade. Estamos incrivelmente animados com o nosso próximo capítulo com eles como parceiros. Larry e a equipe da Primary Wave são verdadeiros defensores da comunidade musical, e o apoio deles destaca o valor do ecossistema independente que todos nós estamos construindo. Nossos clientes podem continuar confiantes de que nossa missão e liderança seguem totalmente focadas no sucesso deles.”

Consolidação entre independentes ganha novo tamanho

O acordo também joga luz sobre um processo maior de consolidação no mercado musical. Nos últimos anos, fundos, editoras e empresas de gestão de direitos passaram a disputar catálogos, participações e negócios de infraestrutura com muito mais apetite. A própria Kobalt havia sido adquirida em 2022 pela Francisco Partners em uma operação avaliada em cerca de US$ 750 milhões. Agora, veículos como a Variety e o Music Business Worldwide apontam que o novo negócio gira em torno de US$ 1,5 bilhão para a Kobalt, mostrando como o valor desses ativos cresceu em pouco tempo.

Há ainda um componente estratégico importante: a Primary Wave ganha mais estrutura em edição e tecnologia sem desmontar a marca construída. Em vez de transformar a Kobalt apenas em mais um pedaço de portfólio, a compradora tenta preservar o que fez a empresa se destacar. Para compositores, editoras e clientes da plataforma, essa promessa de continuidade é o centro da mensagem.

Willard Ahdritz, fundador da Kobalt, declarou:

“Há vinte e cinco anos, fundei a Kobalt com uma visão clara: os criadores mereciam mais, e a indústria da música digital precisava da tecnologia, da escala e da transparência de uma empresa moderna de tecnologia. Nós conseguimos, dando poder para compositores e criadores manterem seus direitos, e ajudando a estabelecer os royalties musicais como uma classe de ativos reconhecida ao longo do caminho.”

Depois da conclusão da operação, Ahdritz deixará o posto de chairman do conselho. O gesto é simbólico: encerra um ciclo de 25 anos da Kobalt como projeto fundado e guiado por sua liderança original, ao mesmo tempo em que tenta marcar o início de uma nova etapa sem romper com a narrativa de independência que sustenta a marca até hoje. 

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