“Um álbum sobre relacionamentos”. É assim que Alee e Klisman definem o novo disco “Para: Todas Que Fingi Amar”. Composto por 14 faixas, o aguardado projeto estreia nas plataformas digitais nesta terça-feira (24/2), com músicas solo e colaborações inéditas, além da participação da promessa baiana Jimyy.
Em “Para: Todas Que Fingi Amar”, Alee e Klisman bebem da fonte do “trap soul”, vertente que mescla a batida do trap com a melodia do R&B — popularizada pelo artista americano Bryson Tiller no icônico álbum “TRAPSOUL”, que teve a faixa “Exchange” nomeada ao Grammy Awards, em 2016. “A gente trouxe essa alma do trap soul para a realidade do Brasil e com o tempero baiano que eu e Alee temos. É algo que nunca foi explorado na música nacional e que acreditamos que é um ritmo que a galera quer ouvir”, destaca Klisman.
O subgênero serve como guia para composições que se aprofundam nos sentimentos dos próprios artistas, seus relacionamentos e vivências. Além da intro, cada música carrega o nome de uma garota, dando ainda mais profundidade para cada história contada. “Não é necessariamente um álbum sobre amor, mas sobre relacionamentos que jovens negros passam. Seus altos e baixos, brigas e acertos, para todos que tentam ou tentaram amar”, conta Alee.
Para complementar as histórias narradas nas faixas, os músicos da NADAMAL disponibilizam audiovisuais no YouTube. Mesmo em um tempo em que o mercado discute se vale a pena investir em produções visuais para projetos musicais, os rappers mostram que é importante trazer essa retratação como reforço da mensagem que querem passar. Assim, os vídeos captam referências e elementos narrados pelos cantores.
Gravados na favela da Rocinha – a comunidade mais populosa do Brasil e uma das mais conhecidas do mundo -, os audiovisuais contam com direção criativa de Anderson J. e Ricardo Canario, da Lordbull Filmes, e retratam a complexidade e momentos desses relacionamentos, se complementando como uma grande história.
O ciclo de “Para: Todas Que Fingi Amar” foi iniciado em janeiro deste ano com o EP “SPAM”. Também lançado em colaboração, o projeto serviu como uma amostra ao público do “trap soul” e conta com músicas que acabaram se tornando sucesso entre os fãs em prévias, mas acabaram ficando fora do álbum principal. Com um conceito leve e bem-humorado sobre canções que ficaram “presas no spam”, a mixtape também aposta em uma narrativa romântica e afetiva, marcada por trocas emocionais. Liberado de surpresa, o trabalho já ultrapassou a marca de 5 milhões de reproduções nas plataformas digitais.
O novo disco vem para coroar o momento de ascensão dos cantores. Em 2025, Alee lançou o disco “CAOS DLX”, continuação do álbum “CAOS”, que ultrapassou a marca de 120 milhões de streams, recebendo certificação de Disco de Ouro. Durante o ano, o artista viajou o Brasil e o mundo para se apresentar em grandes palcos como The Town, Circo Voador e Viaduto de Madureira.
Já Klisman lançou o disco “Centro Histórico Tá Como? (CHTC?)” em que convida o ouvinte para uma viagem através das suas vivências enquanto morador do centro histórico de Salvador (BA), da cultura de festas de rua à realidade criminal das periferias brasileiras. Com participações de Filipe Ret, Leviano e outros, o projeto é um sucesso, ultrapassando a marca de 5 milhões de plays no Spotify na faixa “PIRÂMIDE”, por exemplo.
“Para: Todas Que Fingi Amar” é mais um capítulo do entrosamento dos artistas da NADAMAL para compor e produzir hits. Juntos, eles têm algumas de suas faixas mais conhecidas como “São Paulo”, no disco “CAOS DLX, além de entrarem para o Top 50 Viral do Spotify duas vezes, com as faixas “PARTY” e “PAGÃO”. A amizade de Klisman e Alee é algo muito valorizado pelos fãs. Os artistas se conheceram em 2019, por acaso, através de amigos em comum. Mas, em 2021, se reencontram e iniciaram uma parceria que rendeu vários frutos de sucesso. Hoje, compartilham o palco em muitas ocasiões e mostram uma conexão rara com o público.
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